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MARPALAVRILHAR

Fernando Neves/Flickr/Creative Commons
1
Benny Franklin · Belém, PA
20/10/2007 · 83 · 7
 

Foto: Fernando Neves/Flickr/Creative Commons

1 - Aqui, a multidão é completa!
O estomago é discreto e a tessitura do âmago
É voraz. Aqui a espada é rasa,
O perfume é esquelético... E a sagacidade do poeta
É perfeitamente compatível com vós que sois
Os afiadores do cós das lâminas do abandono.
Nada é sempre esse vazio que os vês nas terças!
Preocupai-vos! A genitália que entesa o pensamento,
Reza conforme urge o poeta que habita em mim.
Seus gemidos, porque de cimento gramatical,
Compartilharão convosco fatídicos entreolhares;
Ser-lhes-ão como as nádegas do cachimbo da aurora
Engendrando-se à humana encharquês
Dos dias de cada lubricidade.

2 - Vigiem-vos uns aos outros, sobretudo,
Atentai-vos para os rigorosos invernos do agora!
É conforme o gemido do alimento
Que seu córrego de vidro,
Lança-se à espera como a câmara se arde ao amanhecer
Que vos separa do mais simples Renoir,
Do mais complexo marpalavrilhar do poeta Carlos Figueiredo.
Não obstante
Ser de mim o barril que esconde a tumba do estrelário,
O óbito do espaço e o do dorso da begônia:
É a palavra de vós que há-de se esticar ao meu corpo
Como a morte há-de se esbarrar ao queixume do copo,
Implorando o lagrimar da água.
Tal como uma desnuda boca procurando o vácuo,
Cubramo-lo o poeta com a nudez
Dos trajes cerzidos da fala.
Escutai-vos! Escutai-vos o chiar de mim.
E eu parcimoniosamente dar-lhes-ei a caneta,
O fecundar de mais um poema:
Não mais!

3 – Aqui, já sem ida é a palavra.
O lied carcomido do instante
Estende seu pênis sobre o Louvre de Paris:
Agora é sem pelugem sua penetração...
Pouco importa qual o reflexo,
Impacto ou dano,
A atingir um alvo, a curva.
Não! Não há razão para desespero!
A estrela não virá contemplar-te
E céus já não existem para desvelar-te.
Aqui, sem teu consentimento,
Oh! Palavra!
Razão não existe;
Nem preocupação haverá.
Pois que o beijo já é sem cheiro,
E a lavanda é tênue,
É a palavra dizendo-vos, não!

Benny Franklin

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Benny Franklin
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azuirfilho
 

Salve Benny Franklin Amigo.

Um trabalho de inspiracáo.
Um Trabalho espetacular.
Que chama para a reflexáo.
Um extraordinário viajar.
O arrojo no construir.
A graciosidade e a fiosofia.
O estímulo a insurgir.
Pra engrandecer a Poesia.

Parabéns Amigo Valeu demais.

azuirfilho · Campinas, SP 18/10/2007 00:09
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Nydia Bonetti
 

Benny,
Li este poema, com os olhos de meu pai... olhos de ir embora...
abçs.

Nydia Bonetti · Campinas, SP 20/10/2007 10:02
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arlindo fernandez
 

Salve salve!
Cara, gostei demais. Seus versos são pontiagudos, ásperos até o osso - a somatória é filosófica, triste e bela.
Como o ato de viver.
Parabens, sempre!
saudações pantaneiras

arlindo fernandez · Campo Grande, MS 20/10/2007 15:21
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Cintia Thome
 



Pô Benny, esse voce arrasou "chiar de mim"(gosto) muito diferente, hein??? Dói fundo Poeta!
Votado...bj

Cintia Thome · São Paulo, SP 20/10/2007 18:10
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Cintia Thome
 

Vigiem-vos uns aos outros, sobretudo,
Atentai-vos para os rigorosos invernos do agora!
É conforme o gemido do alimento
Que seu córrego de vidro,
Lança-se à espera como a câmara se arde ao amanhecer
Que vos separa do mais simples Renoir,
Do mais complexo marpalavrilhar do poeta Carlos Figueiredo.
Não obstante
Ser de mim o barril que esconde a tumba do estrelário,
O óbito do espaço e o do dorso da begônia:
É a palavra de vós que há-de se esticar ao meu corpo
Como a morte há-de se esbarrar ao queixume do copo,
Implorando o lagrimar da água.
Tal como uma desnuda boca procurando o vácuo,
Cubramo-lo o poeta com a nudez
Dos trajes cerzidos da fala.
Escutai-vos! Escutai-vos o chiar de mim.



Bárbaro.

.

Cintia Thome · São Paulo, SP 20/10/2007 18:15
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azuirfilho
 

Poesia do Mestre Benny Franklin.
Muita Qualidade e em bom Lugar.
O orgulho da Gente.

azuirfilho · Campinas, SP 20/10/2007 19:09
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j.alves
 

Grande Benny, abraço

j.alves · São Paulo, SP 20/10/2007 21:20
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