O mashup (ou bastard pop ou bootleg) é hoje um conceito além da música. Na música passou a ser um gênero com a inserção de trechos de uma sobre a outra. Mas o manshup também pode ser aplicado à web, com sites que combinam conteúdos de diferentes sites; e no vÃdeo, com a fusão de takes de outros vÃdeos já prontos para formar um novo.
não há como voltar atrás na mashupalização, né? eu acho é ótimo. a indústria que se adapte - e não pra acabar com o mashup, mas se unir de alguma forma a ele.
abração.
Mas precisa chamar "cover", "versão", "paródia", "re-leitura", "colagem", "licença poética", "re-arranjo", "arranjo", "apropriação", "roubo (no bom sentido)" de outra coisa? Já não temos apelidos demais para a mesma prática?
Valério Fiel da Costa · São Paulo, SP 14/5/2007 17:42
o povo do rock chama cover outra coisa. eh imitar a banda e a mesma versao. o bastardpop eh colar uma musica sobre outra. duas musica ao mesmo tempo. mas enfim, cada tribo ou grupo faz um vocabulario... isso tb eh bacana ne?
bacana é inventar novas maneiras de mexer com as coisas. Não tão bacana é demarcar territórios.
Além do mais, procedimentos desse tipo são já datados quando quando levamos em consideração as contribuições da já velhinha música experimental norte-americana (Cage e colegas).
Mas então por que chamar de outro nome?
Isso se explica. Na realidade tem um monte de gente experimentando um monte de novas maneiras de mexer com as coisas em arte. Eventualmente surgem problemas para alguns trabalhos inserir-se num contexto de mercado (expor, distribuir suas músicas, agendar espaços para tocar) por conta de uma inadequação daquilo que gosta de fazer em ralação ao status quo. A saÃda é encontrar colegas interessados no mesmo procedimento e divulgar suas especificidades debaixo de um novo rótulo. Isso é marketing, isso é normal. Logo a coisa cresce e, pelos mesmos motivos só que num âmbito maior, surgem festivais para o cultivo daquela prática e com eles um processo de realimentação da proposta: o festival é respaldado (consegue verbas e adquire importância) na medida em que indivÃduos do mundo todo, interessados na mesma coisa, participam; e os indivÃdios mesmo, carentes de respaldo para desenvolver suas atividades em seus locais de origem, usam o eventão como referência para conseguir mais espaço. É por aÃ. O processo se repete ad infinitum e todo dia surge um novo "ismo". O problema é confundir os apelidos que se dão a tais tendências com conceitos. Se formos por aÃ, acabaremos discutindo o nada (pois é o que alguns termos significam na real: "bastard pop".
MASHUP NA WEBSITE
Acróstico-informativo Nº 1852
Por SÃlvia Araújo Motta
M-“Mashup†é “misturada†de tons e ritmos,
A-Atualmente, é um novo conceito de música.
S-Sons diferentes, dos “takes†mais diversos
H-Hão de formar o “bom tom†aplaudido,
U-Uns trechos unidos aos outros em vÃdeos,
P-Protestam contrários aos direitos autorais...
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N-Na indústria que lança o gravador de DVD e
A-A mÃdia que mostra o filme “ciberpunk...â€
-
W-“Webdesigner†cria. “Website†recria
E-Em “roubos criativos†o autor da Califórnia
B-Bem humorado, foi premiado aos 18 anos!
S-Senso crÃtico? Plágio? Anarquia?Liberdade?
I-Inconformados autores buscam a legislação!
T-Tornou-se febre dos jovens da atualidade
E-E perpassa pela apropriação da tecnologia.
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Belo Horizonte, 3 de julho de 2008.
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VOTO CERTO PARA VOCÊ!
Um beijinho doce,
SÃlvia
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