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amostra do texto
Há tempos que esperava uma oportunidade, além da coincidência de estando lá para retornar e saborear aquele tão comentado filé a cavalo com fritas, o prato carro chefe do restaurante da Rodoviária da Ilha de São Luiz do Maranhão, que na ocasião, em 1983 ficava na Avenida dos Franceses.
Chegando à cidade, às 8hs da matina efetivei o fechamento de um contrato de negócios com importante grupo industrial local. Informei a gerência de vendas, por telefone, a conclusão do negócio com ótimo resultado, passando o pedido, então, por telex. O diretor comercial, ao telefone comunicou-me que receberia como incentivo um pagamento extra, equivalente a três rendimentos mensais.
Concedeu-me, ainda, cinco dias de descanso na praia, tudo por conta da empresa. Mandou-me descansar, já que o negócio fechado cobria a cota de seis meses de serviço.
Embora uma cena simples em um local comum no cotidiano era a oportunidade gastronômica esperada.Fui à Rodoviária e, no restaurante, sentei-me à primeira mesa e avisei ao garçom para servir-me devagar, pois tinha todo o dia para saborear o petisco desejado e a refeição completa.
Calcei uma sandália, desabotoei a camisa...Tome gole... Bebi umas cruas com limão e uma boa cerveja Cerma bem gelada. Tudo azul na América do Sul! Às 10h30, solicitei o suculento filé a cavalo e a refeição completa. Estando o restaurante vazio, curtia em ser o único freguês... Veio o pedido, puxei a travessa de fritas, espetei algumas, tomei um bom gole de Cerma, deixando a espuma agarrada no bigode e já ia levar o garfo à boca quando senti algo estranho. Os meus braços arrepiaram, ocorreu-me, uma forte náusea, uma emoção intensa, frustrante; o corpo ficou gelado.
Era como se estivesse sendo observado e atingido por algo...Olhei à direita e pude perceber, debruçado sobre o corrimão que separava o restaurante da passarela superior, apenas dois metros da minha mesa um jovem que me olhava fixamente. Pela sua boca, instintivamente aberta escorria uma baba, resultado da reação gástrica do seu organismo e da sua inanição. Nos seus olhos lágrimas; o seu corpo inclinado e descomposto tremia convulsivamente amparado sob o obstáculo.
Senti um enorme mal estar. Deu-me ânsia de vômitos. Ele, percebendo o que me provocara, se desculpou ainda babando, chegou mesmo a pedir perdão. O garçom, que a tudo percebera, o asseverou...Convidei-o para almoçarmos, insisti, puxei-o pelo braço.
Ele sentou-se à mesa, apanhou duas colheres, arqueou o tronco e baixou a sola...Lágrimas ainda escorriam pelos seus olhos. Comeu tudo! Não sobrou nada. Somente a travessa de fritas, as quais eu mordiscava como tira-gosto. Terminou rapidamente, deitou-se em seguida no banco de espera da passarela superior e dormiu pesado. Roncando!
O garçom informou-me, então, que o rapaz estava há cinco dias aguardando vaga como operário em uma construtora local e, já sem dinheiro, dormia no banco da rodoviária e, até então, só comera cascas de maça apanhadas na lixeira da lanchonete ao lado.
Ao meio-dia já estava levemente embriagado. Sentindo um enorme vazio fui até uma pensão próxima e dormi o resto da tarde.Fiquei arrasado emocionalmente. Aquele jovem chorando e a baba escorrendo venceram a minha segurança...Fiquei a matutar onde estava a minha parcela de culpa.
Só depois descobri que me expusera na primeira mesa a beber e comer fartamente, contrastando com a miséria que potencialmente e se fazia no local. Por muito tempo, ao avistar algum suculento filé, sentia arrepios e me recordava do incidente anteriormente ocorrido naquele terminal. A fome é algo brutal, que marca profundamente o ser humano e aniquila o moral.
Assim como a violência do desemprego, que atingira aquele jovem e possivelmente outros que estavam próximos, a minha postura, mesmo aparentemente inocente em me mostrar, a comer fartamente provocara certamente uma frustração em quem, padecendo dos males da fome viesse a me observar naquela vitrine.
Alguém chegou a dizer que o homem é culpado pela bondade que não praticou!
sobre a obra
A simples escolha de uma mesa onde se sentar em um restaurante pode ser a gota que faltava para o rompimento das comportas do emocional de um nosso semelhante que nos observa.
Como produto em uma vitrine, o nosso ego cambaleante tende a se expor!
tags: Montes Claros MG textos-nao-ficcao raphaelreys fome
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Caro Overmanos!
Esse é o relato de uma experiência direta com a fome. Até os dias de hoje persiste em meu inconsciente a dor daquele momento. Nos relate a sua experiência para enrequecimento dos nossos sentidos filosóficos!
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 11/7/2008 08:30
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Ao longo do tempo creio ter presenciado a fome em vários lugares.
Ela está sempre rondando e mais próxima do que pensamos.
Bom texto
Um abraço
EdimoGinot · Curitiba (PR) · 11/7/2008 09:09
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Beleza a sua participação meu caro edimmoGinet! A fome é uma praga que macula as nossas almas!
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 11/7/2008 09:17
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A culpa é da má distribuição para a educação e outras coizitas
básicas que o sr getúlio intituiu e esfarelou, ou seja babaram em
outra freguesia dos palácios do Cerrado...e viva os TRABALHADORES
DESEMPREGADOS E MENDIGOS....
que País é Esse?
Isso em 83...E agora José?
Cintia Thome · São Paulo (SP) · 11/7/2008 09:36
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Agora a coisa já passou de preta Cintia! Já é fome mental, fome de emoções, de filosofias, de amor. Estamos mergulando na tragédia. O aprendizado da alma-instrumento se dará pela tragédia! Um mar de dores e de incertezas nos conduzirá finalmente a uma reavaliação dos valores espirituais e filosóficos! Beleza a sua participação cara overmina! Um abraço e um beijo!
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 11/7/2008 09:51
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Texto bem interessante sobre um tema
sofrido demais. Abraço.
ana wagner · Porto Alegre (RS) · 11/7/2008 10:06
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A fome é má conselheira, meu amigo !
Um abraço e parabéns pela atitude !
Alcanu
alcanu · São Paulo (SP) · 11/7/2008 10:06
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caro overmano, que sensibilidade!!!
Cada vez mais surpreende este humilde leitor de seus trabalhos.
"Alguém chegou a dizer que o homem é culpado pela bondade que não praticou!"
Muito pertinente aos dias de hoje, de ontem e infelizmente de amanhã, mas podemos fazer algo para o amanhã? Que seja efetivo? Gosto de acreditar que sim, e busco fazer por meio de meus trabalhos e projetos junto a instituições de pequisa em Saúde Coletiva aqui em Brasília.
Só senti falta de uma coisa no seu texto: cadê o guaraná Jesus, de canela e cor de rosa, tão peculiar da ilha?rs
Só para dar leveza.
parabéns mais uma vez
abraços!
Cristiano Melo · Brasília (DF) · 11/7/2008 10:15
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Entendo bem o que sentiu. Passei por algo parecido quando viajava de ônibus de Belém a Fortaleza. Quando paramos para almoçar em Campo Maior, Piauí, fomos cercados por uma multidão de mendigos. Peguei cinco garotos, os menores do grupo e levei para almoçarem comigo. Me revolta lembrar a cara de desaprovação dos garçons do lugar. Sei que no dia seguinte aquelas cinco crianças estariam famintas novamente, que minha ação foi apenas um paliativo e não me orgulho pelo que fiz, há muito mais a ser feito.
Marcos Pontes · Eunápolis (BA) · 11/7/2008 10:49
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Cara Ana Wagner! Beleza a sua sempre presença! Axé!
Nobre Alcanú! Saindo do inferno astral de leão e entrando na casa um! Vai dar sorte grande daqui a 40 dias, na casa astral 2!
Caro Criatiano Melo! Como pude me esquecer do quaraná Jesus e do Geneve? Imagina esquecer aqueles inusitados sabores da Ilha do Amor! Só me lembrei da cachaça Manqueira do Piauí e da Cerma!
Marcos Pontes! É o karma do local! Campo Maior é passagem obrigatória para o norte do Piauí e Ceará. Uma estrada de comédias e tragédias anunciadas!
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 11/7/2008 11:35
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rapha meu caro overmano...infelizmente a questão da fome nesse país é um problema que atinge a milhares. Esse país dos canalhas do colarinho branco...que roubam milhares...milhões...deixando tantos na miséria...
também já fui abordado por pessoas...famílias inteiras com fome...sempre fiz o que podia fazer no momento...
acho que todos temos mesmo responsabilidade por esta situação...temos todos que vislumbrar um caminho melhor...não perdemos a esperança...acreditar que o nosso país possa ser mais justo e igualitário para todos os brasileiros e não apenas para poucos...
um abraço meu caro...volto para votar...
samuel
Samuel Luciano Assunção · Angra dos Reis (RJ) · 11/7/2008 11:40
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INCRIVEL TUA SENSIBILIDADE QUERIDO POETA!
TUA GENEROSIDADE FOI ESPECIAL! SE TODOS PENSASSEM ASSIM...ACHO QUE TERIAMOS UM MUNDO MELHOR!
BEIJOS E ADOREI COMO SEMPRE TUA ESCRITA!
celina vasques · Manaus (AM) · 11/7/2008 11:55
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Raphael, so os bondosos pensam assim...mas alem disto voce agiu, porque nao basta so ter pena e ir embora, mas infelizmente as coisas nao sao desta maneira o comando maior de nosso pais e que tem que ter metas, dar emprego desenvover porque uma sociedade nao fica nunca estatica. Exelente conto, como sempre, nao e novidade. Abracos
victorvapf · Belo Horizonte (MG) · 11/7/2008 12:18
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Raphael, bondoso relato.
De um modo geral, todos nós temos uma parcela de culpa perante a humanidade. As vezes doi e demoramos a esquecer.
Esses tempos eu havia ido para o centro, e quando voltei, desci do onibus ( não dirigo e não gosto de depender de outros, as vezes uso taxi, mas gosto de andar de onibus), em um restaurande bem na esquina de onde moro. Ai, vi um homenm remexendo a lixeira atrás de comida. Instintivamente meu coração se apertou e fiquei imaginando quantas agruras quele ser humano já havia penado para chegar ao ponto de procurar o que comer, em uma lixeira. Tirei dez reais da minha bolsa e dei a ele, e o olhar maravilhado de agradecimento que ele me deu, valeu tanto com se tivesse lhe dado uma forrtuna. A pessoa que me acompanhava disse, que por certo o cara ia sair dali e beber. Mas o que ele fez depois não conta, conta a minha boa ação, perante Deus e o mundo.
Bjssssss
Doroni Hilgenberg · Manaus (AM) · 11/7/2008 13:30
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Caro Raphael,
não é difícil presenciar a cena que você descreveu e acrescento a isso a palavra "infelizmente".
Aqui no Centro do Rio eu próprio já testemunhei cenas lamentáveis de fome e miséria total.
Abraços e parabéns pela narrativa.
W@nder · Rio de Janeiro (RJ) · 11/7/2008 14:24
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Caro Samuel Luciano! Beleza a sua participação em Mea Culpa. Relatas a verdade a violência que produz a fome vem de cima para baixo!
Celina Vasques! Axé pelo apoio a minha escrita de iniciante. Sempre pressente e obrigado!
Victorvapt! Como relatas a coisa e de cima para baixo!
Cara Doroni Hilgenberg! É como a água no bico dom passarinho, cada gota é importante sobre o incêndio.
Wander! Nobre overmano de todas as horas! Beleza a palavra infelizmente, bedm colocada no tema. Obrigado pelça passagem em Mea Culpa!
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 11/7/2008 14:31
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pois é amigo !!!...são todos os "brasis" ( ou "brazis"...rsrs) que vivenciamos até hoje ( um pouco melhor aqui, um pouco pior acolá...) heranças de políticas sempre desastrosas, quando vem a baila a tão temida "distribuição de renda e outros quesitos"....mas...assunto complexo este...
Como sugerido, vou ao meu relato :
Estavamos em férias numa estância balnearia aqui do litoral paulista, eu e famila, em nosssa casa...Era fim do mês de fevereiro, e por aqui clima morno e chuvoso, ja com alguns arremedos de ventos frios do outono que se aproximava...Numa noite chuvosa e fria, jogavamos "tranca" sentados confortavelmente a volta de uma mesa, que tb tinha comes e bebes à carater...
Sem esperarmos ninguem, pois a temporada ja estaria ao seu término e as casas da vizinhança praticamente todas fechadas, rua abandonadas, coisa e tal...ouvimos um "bate-palmas" à porta...
Como a região tb é bem propícia a assaltos e congeneres, tomei a frente e fui ver quem poderia ser...
Observei então, um ser completamente encharcado, com semblante jovem, encapuzado, com vestes extremamente escuras pela poeira de "decadas", corpo encolhido à protreger-se do vento e frio, mas aparentemente com um "dominio" razoavel do idioma ( deduzia-se ai, que NÃO se tratava de alguem completamente desprovido de mínima educação...)
Com todo cuidado ( pois haviam crianças conosco...), perguntei-lhe o que queria...
Ele, com voz tímida e rouca, ja demosntrando caracteriscas de inanição e cansaço extremo, pediu-me com os olhos baixos e envergonhados, qualque coisa que pucessemos da-lo a comer, pois viajava ao léu ha dias, sem conseguir uma refeição descente...
Imediatamente nós ( meus filhos e mulher...) nos comovemos com a situação...e prontamente fomos atéa cozinha e "montamos" "aquele" prato, com "tudo o que tinha de direito"...
Até ai tudo normal...acho que qq ser humano com o mínimo de dignidade, tb o faria....
Como chovia muito, convida-mos o pedinte a entrar, ao menos na cozinha (com certo receio...), mas ele disse que absolutamente nao, pois se sentiria contrangido por demais e que comeria em outro lugar...Mas, por conta disso, disse-lhe que ao menos aceitasse ficar sob o teto de nossa garagem...o que ele aceitou prontamente, pois a chuva apertara...
Meu amigo !!!...quando lhe pusemos o prato de comida nas mãos...meu Deus !!!...com toda minha experiencia de ter nascido num país problematico, coisa e tal, NUNCA HAVIA VISTO nada igual !!!...ele devorava com tanta gana, que mal lhe cabia o alimento em sua boca...Tb com um colher ( como no seu caso...) se limitou unica e exclusivamente ao prato, sem sequer piscar os olhos ou olhar para qq coisa que não fosse o mesmo !!!...
Bom...pra encurtar, ele "devorou" autros 3 pratos muito abastecidos, posso lhe assegurar !!!...
No fim, ele com lagrimas nos olhos ( e nós todos tb...meus filhos, bem jovens, principalmente...) nos agradeceu de uma forma indescritível...que nos deixou completamente desarmados, tamanho estado se humilhação a que ele se submeteu, e foi embora tentar a sorte que a vida lhe reservara...
Coisas assim realmente mudam nossos conceitos de vida...
Qq dia, continuo te contando coisa semelhantes, que vivenciei em algumas andanças que fiz pelo nosso imenso Basil varonil !!!...coisas de arrepiar sapos, meu amigo !!!
Abs
Joe
joe_brazuca · São Paulo (SP) · 11/7/2008 15:52
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ah !...só pra "descontrair"...a "Cerma" é um cerveja esplêndida mesmo...vc certamente conhece a "Cerpa" ( do Pará...) ..Fenomenal tb...rsrs
abs
Joe
joe_brazuca · São Paulo (SP) · 11/7/2008 15:54
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Prezado Mestre: A fome é uma realizade no Brasil e todos países do mundo... Mas a indiferença e falta de indignação da sociedade é que mata...
Airton
Estrela-RS
Aepan · Estrela (RS) · 11/7/2008 17:05
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Tinha prometido não mais fazer comentários.tenho uma visão da fome Rafa,não gosto de demagogia,detesto esmolas.
a fome vem desde antes de cristo lembra?
existe formas várias.
tem a fome pela necessidade,tem a fome pela preguiça,tem a fome pq é mais fácil pedir que trabalhar.E olha que de fome eu entendo.
mas vou ater-me apenas na sua experiencia.
e só por ela estou aqui.
te fez mal comer um bife à cavalo?
Vomitou por se sentir culpado?
Essa é a cara da fome meu overmano.
Todos sentimos pena e não deixamos de comer por isso.
Eu sou uma fudida na vida,uma mulher que nunca conheceu as regalias de ser sustentada e agradeço.
Fui a luta...Criei meus filhos e hoje tenho orgulho de sustentar 200 famílias com meu trabalho.É pouco eu sei,mas é o que posso.
Sento meu rbo desde a madrugada para que eles tenham o que comer no final do mes.
Sou doadora?
-Não!
nem mereço suas dores,eles me tornam um ser melhor.
falar de fome pra mim Meu amigo e meu amor,é falar de tudo o que vivo.Por tudop o que luto.
Todos sentem pena,poucos fazem...nada.
Claro que não sou criança para acreditar em papai noel,mas acredito que se fizermos nossa parte acabaríamos com a fome.pq a fome é de todos nós.
clara arruda · Rio de Janeiro (RJ) · 11/7/2008 17:05
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Caro Joe Brasuca! Tivenos experiência similares em níveis emocionais, responsivos e reflexos. O indivíduo que esta na aparente normalidade se choca À princípio com a quebra de padrão do imediato. A alma é feita de momentos e aquele foi um momento para sua família! Beleza que lemvras da Cerma e da Cerpa, são exelentes sob o sol dos trópicos!
Meu caro Aepan! Obrigado pelo seu comentário e pela energia! Axé.
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 11/7/2008 17:34
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Clara Arruda! Overmina dos olhos lubrianos! Obrigado pela sua participação e comentários. Como bem dizes se toidos fizessem a sua parte acabaríamos com a fome. Vc. faz uma grande parte se doando para o bem estar de muitos. A experiência de interpretação dos males que afligem o ser humano é de fundo filosófico e emocional. Varia de indivíduo para indivíduo. Como bem relatas o pensador John de Panomina diz que: o sangue desrramado por um mártir e o ato de um vil tem o mesmo peso para a aeternidade, pois a mesma registra os dois da mesma forma! Puro posicionamento filosófico e interpretativo. Todos nós temos uma própria opinião que as vezes difere sobre o mesmo tema. A própria vida na sua manifestação é bipolar. Obrigado pela sua posição e pelo seu relato que engrandece o debate para todos!
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 11/7/2008 17:40
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Olha Rapha, podemos ajudar um aqui...outro ali, fazer a nossa parte (como sempre dizemos) mas, não vai resolver...a situação é grave!
.... quem tem fome... tem pressa. ...(Betinho-sociólogo)
Parabéns pelo texto!
beijos...
Yasmin Backer · Rio de Janeiro (RJ) · 11/7/2008 18:02
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Yassmin eu te amo menina.
Do fundo do meu coração.Quem tem fome tem pressa e quem tem preguiça?
Visitei o sertão só havia cactos,ali sim é fome pra valer.
pq não há boa vontade do governo,pq a miséria importa e exporta valores monetários.será que estou errada?
Tira um mendigo da rocinha,ofereça uma casa de dois uartos em bangu.
Ele nunca vai querer
Se vamos falar da fome precisamos falar das causas e efeitos.
me perdoa Rafa,O texto é teu,o bife acavalo tb coisa que detesto.Sou vegetariana.
vamos falar de nós do que podemos fazer.Será QUE ESTOU ERRADA?
clara arruda · Rio de Janeiro (RJ) · 11/7/2008 18:15
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do Aurélio :
fome
[Do lat. fame.]
Substantivo feminino.
1.Grande apetite; urgência de alimento.
2.Subalimentação (1).
3.Falta do necessário; penúria, miséria.
4.Situação de míngua ou escassez de víveres:
A fome assolou a região.
5.Fig. Avidez, sofreguidão.
Fome canina. 1. V. bulimia (2).
Apanhar fome. 1. Moç. Ter fome:
“Antigamente ‘panhava mais fome mas não ficava aqui?” (José Craveirinha, Casa Velha, no 7, p. 42.)
Juntar-se a fome com a vontade de comer. 1. Unirem-se dois desejos ou interesses iguais.
Varado de fome. 1. Bras. Extremamente faminto.
e fim de papo !...rs
joe_brazuca · São Paulo (SP) · 11/7/2008 18:22
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Voltarei pra comentar direito, estou de saída, mas Raphael seu relatou doeu e doeu fundo, pq a fome é um assunto duro, ingrato e absurdo. Parabéns por abordar um tema tão necessário.
Ivy Gomide
Ivy Gomide · Rio de Janeiro (RJ) · 11/7/2008 18:31
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Será que quando vcs se sentam num bom restaurante pensam na fome do nordeste?
Me desculpem meus overmanos.Fome não é poesia.Fome é dor.Também não é preguiça é falta de oportunidade.Se vamos falar da fome,tentataremos ser verdadeiros.Aqui não cabe demagogia e palavras bonitas pq fome doi em quem sente.Vc Rafa levantou e deu liberdade para se comentar.Fome não é expressão,ou sonho.Fome amigo é urgencia e ação.
clara arruda · Rio de Janeiro (RJ) · 11/7/2008 18:53
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nostra culpa
Cristiano Melo · Brasília (DF) · 11/7/2008 19:08
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Cara Yasmim Backer! A fome tem pressa sim e devemos poder fazer como bem relata a Clara Arruda. O meu objetivo ao fazer a crônica era o de pinçar o tema, trazer à baila! Como diz a Yve Gomide, por abordar o mesmo!
Clara Arruda! Bem verdade nã estamos certos e nem errados, estamos levantando o tema para debate, o que já está sendo feito nessa troca de comentários e informações; Como diz o trecho da canção portenha: cada qual, com seu cada qual!
Joe Brasuca! Beleza as informações sobre a palavrae as raizes. Todo dado é importante!
Yvi Gomide! Axé pela sua participação e comentários. Aguardaremos o seu retorno!
Beleza Clara Arruda! A sua opinião e posicionamento ótimiza o debate. Uma injeção de ânimo é vital para tomarrmos posições! Obrigado pela passagem!
Nobre Cristiano Melo! Atento ao debate em curso. Pode entrar a vontade overmano e dar o seu parecer. A troca de informações de emoções e de vivências é vital para o sucesso do texto! Beleza minha gente de overmundo!
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 11/7/2008 19:23
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É Rafa cada qual com seu cada qual e todos lavam as mãos me desculpa amigo,mas fome não é poesia
fome é necessidade.Se levantou a bola a defenda como um bom zagueiro.
clara arruda · Rio de Janeiro (RJ) · 11/7/2008 19:56
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Clara Arruda! Comolhe relatei o tema foi levantado, a função do cronista é pinchar o assunto no tempo e relatar o texto! Cada um tem a sua posição o seu comentário e o proveito a ser extraido do debate. Não chequei a dizer que fome fosse poesia. No texto, demostro justamente o contrário! Não é poesia, é urgência de coletividade! Penso ter respondido o seu questionamento e sigo acompanhando as demais posições, pois todos estamos interligados na temática!
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 11/7/2008 20:08
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Raphael,
Sei perfeitamente o quanto infelizmente é comum essas situações em nosso imenso e abençoado país, que desperdiça 50% da produção de alimentos, por total ingerência, falta de interesse ou capacidade de quem de direito.
Conheço umas senhoras idosas que pediram no Natal, próximo passado, a ceia para as 21:00, pois desejavam ir assistir a missa do galo, isso em Copacabana, Zona Sul do Rio, metro quadrado super valorizado e IPTU astronômico.
Passou da hora e elas ansiosas, ligaram para o restaurante onde o gerente pediu mil desculpas, pois a ceia, havia sido furtada no caminho pelas famintos de habitam o bairro e formam um contingente de cerca de 200 mil moradores de rua.
Impossível poder alimentar-se bem, sem sentir-se culpado, no mínimo por nunca saber escolher os governantes certos.
Parabéns pelo seu solidário e generoso coração.
Abraços
Falcão S.R · Rio de Janeiro (RJ) · 11/7/2008 20:24
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Rapha: obrigada por compartilhar sua experiência, descrevendo-a com realismo e corajosamente. Eita Brasil desigual. Torcendo por dias melhores, deixo meu abraço.
graça grauna · Jaboatão dos Guararapes (PE) · 11/7/2008 20:52
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Querido Overmano,
EU SEI o que o rapaz sentiu. Fui boia-fria até o 20 anos. Morei durante muitos anos em casa de pau-a-pique, coberta com folha de coqueiro... e aprendi a comer o que viesse pela frente: todas as folhas; todos os frutos; todos pássaros; todos os répteis (cara corri tantas vezes atrás de lagarto! e ganhava sempre (fome, à vezes ganha... eu tinha muita sort) Tomei água transportada em galões que, antes, armazenavam óleo diesel e gasolina (até hoje, ainda sinto o gosto horrível na boca)... Mas a minha foi é uma história de vitória. Estou aqui, com vocês...
Um dia publico, no "Over" , meu "curriculo"... pra vc, um "adiantamento dele":
"Papai, herói, derrubava no machado a mata atlântica. No braço. De repente, virara "o Gato": agenciava bóia-fria, e aos trabalhadores distribuía, nos fins de semana, a paga, mas aos filhos não, dizia: "primeiro os dentes, depois, parentes" .
Então, eu e meus irmãos - absolutamente livres da fome, inclusive - comíamos arroz e cebolinha sentados no chão ao redor da panela, uma colher só, repassada de mão em mão, e como no templo, repartido o pão, a comunhão. E papai a comer salame, a tomar cerveja, e brindar a saciedade (tinha tantas namoradas!!!)..."
Muita coisa poderia ser mudada com a prática da bondade - em seu outro nome: o amor ao próximo.
tocante, tua sensibilidade.
beijo carinhoso.
ivy menon-poetinha-boia-bria.
Ivy Menon · Maringá (PR) · 11/7/2008 21:05
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raphael, terminei de ler hoje um livro novo, "Criança 44', cuja trama se passa na Rússia, à época de Stálin.
Ao par da opressão mais insana, do martírio dos cidadãos, a fome é retratada ali, em assustador (por vulgar) cotidiano.
Confesso que, apesar de não ter vivido experiência tão intensa como a que você viveu e agora nos conta, ando sentindo algo semelhante ao que você sentiu, imaginando aquelas cenas de homens comendo insetos e casca de árvore para não morrer de fome.
E quantos estou morrendo todos os dias, de fome, na África, este trágico universo para onde a desgraça foi transplantada por alguns seres que se julgam humanos?
beijos
Saramar · Goiânia (GO) · 11/7/2008 23:16
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Caro FalçãoS.R.! Nobre overmano. Bem relatas a perda de alimentos. Estragam no transito, nas caixas, no armazenamemto, apodrecem aguardando serem vendidas a preço alto. Um muito pequenovendedor de frutas e verduras próximo a minha casa verifico diariamente uma enorme quantidade de frutasque é jogada fora porque não foram vendidas a preço de tabela.
Ivy Menom! Bem nos dá ao vivo uma amostra da sua experiência! Eita Brasil de almas insensíveis. Por aqui tem os boias frias da Gurutuba para os quais a comida é posta em um cocho de madeira estilo cocho de curral. Quem comer, comeu, quem não comeu dançou! Tenho um amigo falecido recentemente. Grande pecuarista e milionário. Frequentei o seu escritório por muitos anos como amigo pois debatíamos sobre filosofia o que ele adorava e motivo da nossa amizade. Tinha freezer cheios de carne de gado e me mandava mantas de carne como um mimo, apenas para ter o prazer de levar até a minha casa. Um dia descobri no telhado de um depósito dele sebo oriundo de carne de boi sexposto ao sol secando, a encarregada me informou que era para misturar ao arroz a ser servido a 600 peões que derrubavam mata em uma das suas( dele) fazendas. Abalei a minha amizade comk o mesmo ao reivindicar um tratamento digno para os seus funcionários. Aquilo é costume entre fazendeiros no Norte de Minas.
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 12/7/2008 05:47
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Graça Grauna! Axé pela sua presença. Nas suas andanças vistes coisa do arco da velha. Depois nos conte!
Vou procurar ler o Criança 44. Por aqui há relatos da fome de 1939 onde pessoas eram abatidas nas áreas rurais e comidas. Esses relatos estão escritos em cadernose foram feitos por sobreviventes da época. O governo sufocou toda tentativa de se relatar por escrito a nívelnacional os fatos. Estou tentando com outras pessoas ao menos ler um desses relatos escritos. Já os conheço por relato oral. Foi uma experiência absurda de seres matando seres para se alimentar. Rachel de Queiroz relatra em crônicas muitas dessas experiências no Ceará, Piauí.
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 12/7/2008 05:54
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Ainda sobre a fome de 1929 e 1939 essas histórias nunca foram escritas a não ser em crônicas da Rachel de Queiroz. A história foi abafada ao longo de todo esse tempo privando a estudiosos e ao mundo a tragédia e as sagas dos que dela participaram!
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 12/7/2008 06:50
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Rapha, meu amigo: quero acompanhar esses relatos, essa memória tão viva, apesar das tragédias.Parabens, mais uma vez, por sua visão de mundo. Bjos e luz e um abraço nordestinado.
graça grauna · Jaboatão dos Guararapes (PE) · 12/7/2008 11:24
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Olá querido Rapha,
se cada um de nós fizesse um pouco nesse planeta...lido com a situação da fome sustentando a alimentação de creches, ora tirando do bolso, ora fazendo campanhas, ora pedindo ajuda aos mais favorecidos. É um horror saber que o outro passa fome. Não interessa aqui dissertar as causas da fome. O efeito se ve por aí. Violência...violência. Parabéns. És demais!
Beijos
zilka jacques · Porto Alegre (RS) · 12/7/2008 11:42
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Segue
Culpando-se
Sem ser culpado
Por poder comer fartamente
Por praticar delícias
Por ser feliz com sua família
...
A miséria é enorme e vai culpabilizando
...
O copo está mais ou menos cheio
...
Se vc estivesse comendo escondidinho dos famintos, com certeza, não os enxergaria e nem os convidaria para um prato de comida...
Nem conheceria os motivos que levam cada um a cada caminho.
Sua atitude, nessa experiência foi singular.
Sua condução foi precisa.
Beijos_Meus*
*
Lili_Beth* · Rio de Janeiro (RJ) · 12/7/2008 13:35
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Cara Gaça Grauna! Estarás em alma conosco!
Zilka Jacques! Beleza que participas de ações coletivas. O ser humano e seus destinos tem a ver com a evolução da´m,ente e da consciência!
Lili Beth! Obrigado pelo " singular" e pela avaliação de " precisa" A miséria como bem relatas, vai culpabilizando! Tive que refletir muito até descobrir a minha parte no incidente. A nossa memória seletiva nos leva apenas ao que pensamos e julgamos ser o " certo". Ao me expor na primeira mesa fiz a minha parte na culpa mas como bem relatas enxerguei a potencialidade de miséria no local. Beleza quando juntamos o pensamento e a posição de várias observadores sobre um mesmo tema! Abraços e beijos!
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 12/7/2008 13:48
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raphaelreys · Montes Claros (MG) ·
Um Texto muito bem escrito.
Uma experiéncia fascinante e soube se sair bem.
Nosso Brasil tem mudado com a bolsa família mas, já passou muita fome.
Após o período das privatizacóes aumentou demais o desemprego e a fome.
|A vida ficou um inferno e a gente via trabalhadores passar as maiores humilhacóes e fome.
mne lembro que iam para Aparecida do Norte para benzerem a carteira profissional e a Virgem Maria Máe de deus interceder e ajudar.
A Virgem tem a sua Fama de Interceder e nos ensina a nunca ficarmos indiferentes.
Diante da situacáo temos logo de fazer alguma coisa e náo esperar o que vai acontecer.
vocé fez bem em resolver ao seu modo.
valeu.
Gostei muito da sua resolucá
Juntou um tesouro no Céu e, ganhou promessa de alguns votinhos aqui na terra.
Abração Amigo
azuirfilho · Campinas (SP) · 12/7/2008 15:42
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Caro Azuir! A sua presença é muito importante, assim tambeom como a sua avaliação e comentários. Agradeço a sua sempre presença! Axé!
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 12/7/2008 16:05
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Raphael, a cronica é um soco no estômago.
Sérgio Franck · Belo Horizonte (MG) · 12/7/2008 19:37
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Num país de corruptos e de seres quase "humanos - caridosos"...Fica cada vez impossível lidar com a Lei das Compensações causando sempre a disparidade!
Lamentável, mas se os meios de comunicações não mostram o que nossa população deveria fazer, como ensinar nossa sociedade consumista a parar de comprar (consumir) e começar ajudar? Existem filmes e novelas a respeito? Fome, miséria já sabemos que temos ao dobrar cada esquina, mas o contraste vemos quando passamos e vemos vários assalariados comprando o último celular, tv, etc da atualidade! Eita questão difícil essa a da "CONSCIENTIZAÇÃO!" BJOKAS LINDO MESMO!
MaluFreitas · Salvador (BA) · 12/7/2008 21:59
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O que o mundo avançou tecnologicamente na produção de meios para a reprodução da existência, apenas nos últimos 50 anos, é suficiente para garantir a sobrevivência da espécie.
O que conhecemos como espécie humana não desaparecerá tão breve do planeta, se não o explodirem mecanicamente os irresponsáveis das potências que detêm os artefatos nucleares.
O que está sendo produzido de alimentos no mundo e estocado, é suficente para alimentar as pessoas todas no mundo, por mais tempo que o necessário para produzir a mesma quantidade para o mesmo fim.
O que ainda persiste, dos tempos imemoriais e que vem sendo aperfeiçoado ao longo do mesmo tempo em que a jornada técnica e tecnológica, científica vem sendo desenvolvida, é que as minorias se apoderam do resultado da produção social.
Algumas até os exércitos e os foguetes usam para isso.
Outras minorias usam apenas a persuasão, seja ideológica, seja religiosa.
Então, com certeza não é a fome de um indivíduo, ou das multidões, um problema individual, mas uma responsabilidade social planetária.
Os que se entendem humanos, devemos unir ações e objetivos em razão de acabar com essa urgência.
Para mim, muito particularmente, passa por acabar com a dominação dos de cima sobre as multidões dos de baixo.
É uma questão cultural, educacional, política, diplomática e militar.
Já se sabe que não será o capitalismo, o modo privado de produção que vai resolver essa questão.
Se o fosse, já tem as condições hoje para passar do reino das necessidades para o reino das possibilidades... a ganância, a ostentação, o esbanjamento, o egoísmo não permitem, e são esses os princípios da acumulação privada do capital... nada altruístas.
Se o que vige é o império dos proprietários monopolistas e oligpolistas, os produtores que se hajam com isso se não podem consumir o que produzem.
E os consumidores, que somos todos, mesmo os desempregados, que nos interroguemos se a morte por fome de qualquer ser humano tem algo a ver com humanidade.
Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) · 12/7/2008 22:53
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Olá, Raphael
Muito bom este seu texto. Traz à tona questões que muitas vezes sequer nem paramos para pensar. O nosso individualismo não nos deixa ver que existem pessoas que não tem acesso a quase nada (ou a nada mesmo), e que pequenos gestos e ações que fazemos pode ferir gravemente estes despossuídos. Muitas vezes deixamos de fazer o bem (ou o que é certo), pois nem percebemos, distraídos que estamos em nosso mundinho cotidiano, que os que precisam de ajuda estão muito perto de nós. Como saborear um farto prato ao lado de alguém quem não tem o que comer ? Só quando sentimos uma vítima da fome ou de dificuldades a nos espreitar, é que 'cai a ficha' (para algumas pessoas, nem assim a ficha cai). A culpa do homem advém disso: de viver como se os outros não existissem. O ser humano prefere viver em uma redoma e fingir que os problemas lá fora não o atingem ou não o dizem respeito. O pior crime é o de se ignorar (ou fingir que se ignora) o sofrimento advindo das necessidades alheias, como se nós em algum momento da vida também não passássemos por necessidades ou dificuldades. A omissão é uma coisa terrível. Concordo quando diz-se que o homem é culpado pela bondade que não praticou...
Parabéns por tão tocante e realista abordagem, importante alerta (especialmente às pessoas que não enxergam um palmo à frente de seus narizes, ignorando as necessidades alheias que as espreitam, achando que nunca vão passar por necessidades ou mesmo a mais severa fome...)
Vo(l)tarei.
Abraços poéticos
Gustavo Adonias · Salvador (BA) · 13/7/2008 00:55
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Caro Sergio Franck! Foi exatamente o que senti naquela manhã na primeira mesa do restaurante. Embora já tenha participado durante muitos anos de atendimento a pessoas carentes na Legião da Boa Vontade em um albergue que tínhamos na cidade, aquela baba arrasou os meus nervos!
Minha doce Malufreitas! Como relatam, os meios de comunicação se primam pela guerra subliminar, acentuando desesperadamente o consumo de quem tem e o desespero de quem não tem aumentando sempre pela “VITRINE” constante. Novela vc. Só vê maquinações, dolce vita, prazeres, marcas de roupas e consumismo. A conscientização infelizmente se dará pela dor da violência dos semelhantes.
Mui caro Adroaldo Bauer! A natureza ferida já irreversível fará a retificação final. Serão tragédias e tragédias somente. Os alimentos estocados (a exemplo do Brasil) apodrecerão serão jogados fora, alguém receberá a indenização e estaremos conversados. As minorias na América do Sul (isso já foi previsto em relatório (feito há 15 anos atrás pela CIA) já estão partindo para a guerrilha armada urbana). Cada bairro terá o seu capo, o seu big man, o seu chefete. Veremos tribunais de fundo de quintal com leis subjetivas feitas por algum Sólon do morro. Acabar com as dominações implica em uma frente de libertação que logo será controlada pelo mesmo sistema que estará sendo combatido. A solução parece ser a educação das novas gerações (se é que dá tempo) O nosso Ego foi cultuado para vestir penas de pavão. Será a dor a conselheira meu caro overmano!
Mestre Adonias! Como relatas, somos distraídos das pequenas coisas que ocorrem em nosso redor. Só reagimos quando cai a ficha (levei tempo para descobrir onde estava a minha parte naquela dor. Sentei-me na primeira cadeira do restaurante) A redoma é a regra do ser humano, cheio de incertezas e carente de doutrina e filosofia.
Beleza de debate e troca de informações meus caros overmanos. Estamos enriquecidos todos pelas experiências aqui relatadas!
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 13/7/2008 04:55
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Raphael na hora da votação talvez eu chegue com seu trabalgo já publicado.Então peço desculpas por meus comentários em sua Mea Culpa.Sei que não tenho o direito de sair por aí distribuindo meu parecer.Tenho enorme carinho por ti e pelo que escreve.
Deixo abaixo um texto de Gibran e com ele todo meu afeto.E minhas desculpas.
" Sobre a dádiva"
,Fala-nos da Dádiva.
E ele respondeu:
Dais muito pouco quando estais a dar o que vos pertence.
Só quando vos dais a vós próprios é que estais verdadeiramente a dar.
Pois o que são as vossas pertenças senão aquilo que guardais com medo de
necessitar amanhã?
E amanhã, que trará o amanhã ao cão prudente que vai enterrando ossos na
areia sem marcas enquanto segue os peregrines até à cidade santa?
E o que é o medo da necessidade senão a própria necessidade?
Não é o receio da sede que sentis quando o vosso poço está cheio, da sede
insaciável?
Há aqueles que dão pouco do muito que têm, e fazem-no para conseguirem
reconhecimento e o seu desejo oculto torna as suas dádivas sem valor.
E há aqueles que, tendo pouco, tudo dão.
Esses são os que acreditam na vida e na magnificência da vida e o seu cofre
nunca está vazio.
Há aqueles que dão com alegria, e essa alegria é a sua recompensa.
E há aqueles que dão com dor e essa dor é o seu baptismo.
14
E há aqueles que dão e não conhecem a dor ao dar, nem procuram alegria,
nem dão para se sentirem virtuosos;
Dão, tal como no vale a murta exala o seu perfume para o espaço.
E através das mãos desses que Deus fala, e por detrás dos seus olhos que Ele
sorri para a terra.
É bom dar quando vos é pedido, mas é melhor dar se vos pedirem só através
da compreensão;
E para o que tem as mãos abertas a busca daquele que vai receber é uma
alegria maior do que dar.
E que podereis conservar?
Tudo o que possuís será um dia dado.
Por isso dai agora, agora que a época da dádiva pode ser vossa e não dos
vossos herdeiros.
Dizeis muitas vezes "Eu daria, mas só a quem o merecesse".
As árvores do vosso pomar não dizem isso, nem os rebanhos nas pastagens.
Eles dão para poder viver, pois não dar é perecer.
Aquele que é merecedor das suas noites e dos seus dias é com certeza
merecedor de tudo.
E aquele que mereceu beber do oceano da vida merece encher a taça no
vosso ribeiro.
E que deserto maior haverá do que aquele que assenta na coragem e na
confiança de receber?
E quem sois vós para que os homens se desnudem e exponham o seu orgulho,
para que os possais ver nus e com o orgulho a descoberto?
Certificai-vos primeiro de que sois dignos de dar e de ser instrumento da
dádiva.
15
Pois, na verdade, é a vida que dá à vida, enquanto vós, que vos considerais
dadores, não passais de testemunhas.
E vós, os que recebeis – e todos recebeis – não carregueis o fardo da gratidão,
pois estareis a colocar um jugo sobre vós e sobre aquele que dá.
Erguei-vos antes juntamente com o que dá, sobre essas dádivas como se elas
fossem asas;
Porque ter demasiada consciência da vossa dívida é duvidar da generosidade
daquele que tem a terra de coração livre como mãe e Deus como pai.
16
Sobre a Comida e a Bebida
depois um velho Dono de uma estalagem, disse, Fala-nos da
Comida e da Bebida.
E ele respondeu:
Deverieis viver da fragrância da terra, e, tal como uma planta, sustentar-vos
com a luz.
Mas como tendes que matar para comer, e retirar o recém nascido do leite da
sua mãe para aplacar a vossa sede, então fazei disso um acto de veneração, e
fazei um altar onde os puros e inocentes da floresta e da planície sejam
sacrificados para aquilo que é mais puro e ainda mais inocente no homem.
Quando matardes um animal, dizei-lhe com todo o coração:
– Pelo mesmo poder com que te abato, também eu sou abatido; e também eu
serei consumido.
Porque a lei que te entregou nas minhas mãos me irá entregar a uma mão
mais poderosa.
O teu sangue é o meu sangue mais não são do que a seiva que alimenta a
árvore do céu.
E quando esmagardes uma maçã com os vossos dentes, dizei com todo o
vosso coração:
– As tuas sementes viverão no meu corpo, e os botões do teu amanhã
florescerão no meu coração, e a tua fragrância será a minha respiração, e juntos
nos regozijaremos em todas as estações.
clara arruda · Rio de Janeiro (RJ) · 13/7/2008 07:23
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Meus votos com louvor querido poeta!
Beijo grande
celina vasques · Manaus (AM) · 13/7/2008 08:34
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Em tres momentos
a) voce me dizia num comentário de que viajara pelo nordeste....
b) nota-se infelizmente quase um trivial, ou isto, brasil por ai
c) no final - certa vez diante da afirmação do dito popular, um certo jornalista lembrava ao Lula de que "a necessidade ensina..."
ao que o presidente retrucou
- "consolo para os trouxas meu caro - a necessidade só degrada"...
abraço
andre.
Andre Pessego · São Paulo (SP) · 13/7/2008 09:01
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A fome eh uma questao de ganancia, meu caro! Eh habito enraizado no poder. Veja bem, enquanto se abocanha o quinhao do proximo, os governantes deixam o povo com fome. Assim e mais facil manipular. Criar curral. Sustentar a fome e a miseria com $75,00 do bolsa familia mensalmente e perpetuar a fome.
Valeu. Sua historia e muito boa. Aplausos
Nic NIlson · Campinas (SP) · 13/7/2008 09:12
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Olá, Raphael
Cá estou novamente, deixando o meu voto e parabenizando-o pelo texto-denúncia.
Abraços poéticos
Gustavo Adonias · Salvador (BA) · 13/7/2008 10:09
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Clara Arruda! Minha doce libriana! Serás sempre bemvinda aos meus textos, que são escritos para serem visto de maneira unirversal, já que não dou o meu parecer. Apenas me atenho a relatar os fatos e ou a via de fato. Beleza que nos dá a douçura de Gibran. Entraremos no espírito do poeta para melhoer elucidaçãoda temática! Abraços overmanos e beijos de cronista aprendiz!
Cara Celina Vasques! Axé pela energia das florestas!
Andre Pessego! Belza que nos relata o A,B,C, com o final na fala de Lula. Ele bem entende de partes e das partes, pois vaijou em escarpas em trilhas e em decaminhos outros. Nota 10 a sua participação! Axé!
Caro Nic Nilson! Agradeço pelo apoio, importante a um iniciante como eu. Como relatas, é a filosofia do " curral" Almas são instrumentos de todas as tragédias e de todos os aprendizados! Obrigado por vir ao nosso oráculo! Axé!
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 13/7/2008 10:11
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Gustavo Adonias! Bom que rertornas a nos brindar com o seu voto e a sua confiança! A benção dos Orixás!
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 13/7/2008 10:14
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Raphael,
Deixo aqui meus votos de um feliz domingo e uma semana por Deus abenç | | | |