Memorial de um frevo
Meu coração, um frevo compassado
na sístole e diástole do passo,
pisava a poesia, sem cansaço,
deixando o chão do mar enciumado.
Foi lá onde deixei o meu passado,
quase a morrer de amor e de saudade,
colher a dor que trouxe a tempestade
do vento há muitos anos semeado.
Chovia qual um frevo de Capiba,
desses que faz subir ladeira à riba,
em procissão, o som e a brincadeira.
E lá, a desfilar a fantasia,
largou este poeta, ao raiar o dia,
a dor que carregou a vida inteira.
Menção a Capiba
Acho, Herculano, que na verdade o poeta larga a dor. Só deixa um pouquinho de lado, porque não pode viver sem cachaça..
Um abraço
E como sempre, explendido soneto
"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.
Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis." (Fernando Pessoa)
Saúde e Paz. jbconrado
Grato pela generosa acolhida dos meus poetas Edimo e Ayruman.
Am abraço fraternal,
Herculano
Parabéns mais uma vêz. Mais um soneto com a marca heculano,
Um abraço Fraterno
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