Meninos na beira do rio amanhecem...
Cidades, Verdades, Mentiras, Intrigas.
Tagarelando com os peixes na beira do rio,
O rio lamacento acentua o desejo
Do prato colorido, do All Star da vitrine.
Os pais dos meninos amanhecem...
A margem, sem bolso, com bolsa, fora do sistema.
Acordam na beira do rio e esquecem o café preto,
Para pescar caraguejos, peixes, camarões.
Vejo os meninos catucando o lamacento rio
Para acarinhar os peixes inchados.
O sol tatuado no braço abre o apetite para o sonho.
Para onde vão os meninos da beira do rio?
São brancos os sentimentos, são verdes os desejos.
Os meninos abraçam o lixo jogados a margem do rio,
Flagelam a sorte e correm pelos mangues da cidade
Procurando reciclar os pensamentos.
O rio lentamente retrata a vida
Em meio as pontes.
Os meninos e a cidade brilham e renascem
A cada manhã de uma nova vida.
O barco leva a infância num grande navio,
Acorda a esperança com leve tira no tergal,
A bola é chutada na trave e os meninos tentam o gol,
A música pagodeia o mundo e lá vão eles, grandes meninos.
Outras crianças vão rio abaixo,jogando na sorte.
Driblando o lixo, o luxo que aguçam a sede do mundo.
Ecila,
Um belo texto relatando uma verdade cruel. Vemos todo os dias.
sucesso pra vc minha querida, bjs
Meninos do rio...
Lindo versejar sobre uma saga triste, porém divertida desses desafortunados meninos.
Beijos
Ecila querida,
Como sempre com marca de seu inquestionável talento.
Bjs
Ecila....
sem palavras...
Descreves/escreves um poema-denúncia-alerta sobre o cotidiano do povo ribeirinho, ficou leve e pesado ao mesmo tempo. De qualquer maneira, tema relevante e pertinente à nossa socidade.
meus parabéns
beijos
Muito bom teu relato desta realidade que nos aflige.
Votos e beijosi
Muirtos problemas sociais existem até hoje porque a sociedade pega leve. As feridas tem que ser tocadas, remexidas.Temos que parar de buscar paliativos para as desigualdades sociais porque pra uns é vantajoso deixar como está.
Sei que não adinata meia dúzia de palavras o que adianta são pessoas como Tereza Maria de Calcutá, irmã Dulce e outros que deram a v ida para mostrar os erros como também como não lembrar "Josue de Castro com a sua geografia da fome", ali sim pegou pesado e por isso foi exilado na frança e morrendo de depressão por não poder voltar a sua terra, queria eu poder fazer algo pesado e verdadeiro que pudesse ajudar a humanidade carente do verdadeiro afeto, pessoas que muitas vezes vivem de forma sub-humana.
Queria meu amigo Cristiano ser lembrada assim e não com uma simples poesia que parece pesada.
Ecila Yleus · Recife, PE 13/9/2008 13:03é bem assim, um espetáculo de texto.votado.
O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 13/9/2008 13:25
Conterrânea da gota serena! Teus versos têm pontas agudas e não cutucam a ferida, provocam-na. Parabéns. (Para os poucos que já compraram os meus livros os autografei assim: A lágrima comove, a palavra convence!) Que mais e mais falemos e escrevamos para convencer os que choram de que a comoção leva a luta e aos que riam de que as hienas podem não ser felizes.
Belo manifesto social. Vale a pena!
Compulsão Diária · São Paulo, SP 13/9/2008 13:51
Hildo Cordel meu lindo te amei, quero saber mais dos teus livros, saber sobre você. oberigada por tudo valeu,Ailuj e os meus outros lindos amigos obrigada por tudo.
Ecila Yleus · Recife, PE 13/9/2008 18:01Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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