Na tua ausência física,
Minha mente viciada tenta te recriar,
Desligada da rotina, conectada em nossas lembranças,
Mais uma vez me perco para te encontrar.
A razão escorre por entre meus dedos,
A visão embaralha em meu olhar,
Te avisto sobre meu corpo,
E só a paixão é capaz de me consolar.
Meu olfato também me ilude,
Se nega a respirar,
Algo que não foi emanado,
de nossos corpos a se amar.
Por fim te busco pelo tato,
Mas tangível não está,
Tua imagem se desmancha diante de mim,
Que, tola, tento o vento pegar.
Esse é o meu doce cotidiano,
Pois te vejo, te toco e te amo,
Sempre que o tempo e o espaço permitem,
Meu doce Anjo Profano.
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