Era tudo e era nada
cidade suspensa
minha alma armada
agulhada inteira
flutuei na maquete noturna
opiácea no pacote da solidão
te pensei
te devolvi prá dona das águas
te disse adeus
e bebi o mar
devorei as pessoas
acordei indolor, intacta e falsa
entendendo menos
a tua que é a minha
dor
o povo quer me achar
eu só quero achar você
com esse teu amor nefando e doente
que me devolve sangue e linfa
que me faz quente
me joguei no céu primeiro dia
não fiz promessas
não peço desculpas
eu te amo
sem acreditar
Esse amor jogado com tudo
atrelado ao mundo e ao nada
e essas poesias bem feitas.
versos que movem feito sentimentos
fazem bem.
Muito bem.
Ah, moço sebastião: bem fico eu quando chega alguém "FIRMIANO" meu chão incerto. Vou te visitar no teu overplace.
cris gonzalez · Rio de Janeiro, RJ 2/2/2007 13:24
Criss, experimenta escrever um conto. Vc pinta situações e nos vemos nelas. No escuro da noite alguém lamentando a força do amor. Parabéns! Somente um senão, o termo "opiácea" é muito forte, mesmo dentro de uma linda poesia.
Jotaoliveiraa · Brasília, DF 5/2/2007 19:11Jota, eu sofro muito quando escrevo contos. Não sei distanciar dos meus personagens e fico meio que "lambendo as crias" e -horror dos horrores- não sei me despedir das estórias e quero que elas fiquem presas, sem voar, na minha mão insegura. Quanto ao termo a idéia é essa mesma dopada, imantada pela ausência, mas posso mudar para "flutuei papoula no pacote da solidão"...eheheh...obrigada pelo cariho de vir aqui me ler! vc é muito querido!
cris gonzalez · Rio de Janeiro, RJ 6/2/2007 09:36
Olá ^^
obrigada pelo comentário =D
sim sim..somos privilegiados de ser o "humano" deles..rs
lindos versos e belas palavras.....consigo me colocar dentro deles...já senti um amor assim ^^
tenha um ótimo dia!
bjooo
Então temos duas coisas em comum, dear cutie. Amor aos felinos passarinheiros e amores que só a poesia traduz. Obrigada pelo comentário. Beijos prá ti e prá tua "bb" de olhos cor de mel!
cris gonzalez · Rio de Janeiro, RJ 7/2/2007 10:47
belo e triste , meu dedo em riste/me obrigo à ocasos/
meu coração resiste...
É um trablho bonito, Cris, muito agradável. Meus parabéns.
Carlos Magno.
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