Desse silêncio de hoje
breves e quentes urgências
em cio de idéias a copular as palavras
masturbadas de outrora... porra,
na gramática que se remexe como uma cobra viva,
salta do nu Espaço da inexistência
para explícito intrínseco hermético
verbo,
óvulo fecundado a gerar poesia,
infusões de mim...
Sob o signo da loucura,
imperfeições garantem a lucidez
da língua cheia de asas e sentidos
para dizer sentido algum nessa,
naquela ou na outra,
sempre mais da mesma dor,
sempre mais do mesmo sangue
a imitar a noite que
não encontra o dia.
Lembrar de esquecer de esquecer de lembrar,
lambo essa terra com os olhos invisíveis que plantam
coisices alheias às Leis e 'de fatos',
semeando o invisível no ato passo...
passo, lavro, larvo,
acabo no não me acabar, frase solta no ar,
poema preso nos dentes enforcando o fim
que acaba de chegar.
Poesia escrita em "ausências recortam o ar em silhuetas de árvores presas no horizonte quântico", ao responder ao Ciscozappa, CD e Vitorblue...
Foto de Marcelinho Hora
Lembrar de esquecer de esquecer de lembrar,
lambo essa terra com os olhos invisíveis que plantam
coisices alheias às Leis e 'de fatos',
semeando o invisível no ato passo...
bonito seu poema, parabéns.votado.
Excelente - mais que bom ...
Está votado !
Parabéns!
sensacional este poema...
abraços
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