Pelas metrópoles
Edifícios
Se equilibram em fios
De altos desejos
E longos medos.
Calçadas torpes
Movem vícios
Para abrigar ligeiríssimos
Hábitos
Em carros e sábados.
Metálicos acordes
Calam mundos
Num só absurdo
Sem que o tempo
A qualquer momento
Desnude relicários
E asfaltos.
Vinícius Motta da Costa
Setembro 2008
Esste é um poema inspirado nos nossos rápidos dias e em os outros poemas que de uma forma ou outra tangenciam a mesma temática, os quais tive o privilégio de ler nesses dois meses da minha pariticipação no Overmundo.
Eae Viny, na pazzz??
Bixo, poema bem urbano, ágil...curti muito!! Parabéns!!
Eu tenho uma canção que chama-se: "Metrópole". A letra é do carioca Sergio Berrini em homenagem à Sampa, e vejo sua Metrópoles abrangendo o plural dessa loucura de contrastes, de cores, correria e violência...
Os cariocas me pareciam mais voltados para a beleza das montanhas e do mar, mas têm (ou "tem") me surpreendido com metáforas de asfalto, sabe? Muito bom cara!!
Abração e ótimo final de semana!
Valeu Vinícius!
Me agrada o tema urbano e você o abordou com muita propriedade.
Gostei!
Abçs.
Bom momento de poesia, Vinícius.
Você sintetizou bem um momento com a arte da poesia.
Parabéns.
Poética visão da selva de pedras, e de nossa rotina como presas e predadores. Belo trabalho! Depois vo(l)to!
Rita Alves · Rio de Janeiro, RJ 17/10/2008 17:19
Vinicius, gostei muito do seu poema.
O mundo cruel, a cidade nua, fria, vidas sombrias,
seres humanos confiscados pela solidão.
Parabéns, caro poeta.
Voltarei.
Beijos
Metálicos acordes
Calam mundos
Num só absurdo
sempre com lindas linhas poéticas.
Vinícius, uma pena mesmo a cidade virar um lugar de medo quando deveria ser de troca. E nós nos equilibrando " em fios de altos desejos e longos medos".
Lindo isso, viu?
Gostei muito do poema.
Beijo
Vinícius, você já reparou que apesar de você ser um grande cara, a cidade parece estar cada vez maior ?
Um abraço !
PS: devem ser seus olhos infantis !
Viver em uma Metrópole é como viver entre o céu e o inferno. Temos tudo, desde prazeres à c[eu aberto até o materialismo mais concreto.
Mas também somos peças do seu jogo. Ela (a metrópole) é um grande tabuleiro e adivinhe quem são as pobres peças?
Contudo, creio que eu não conseguiria viver em um ambiente bucólico.
Prefiro o barulho do dia-a-dia. Sei que no fundo isso irá me prejudicar, mas minha alma clama por isso.
Fritz Lang, (grande diretor alemão) produziu um mar co da ficção-cientíca na época do cinema mudo: METRÓPOLES!
Um mundo onde os seres humanos viviam como máquinas, apenas produzindo em contraste com os poderosos. Um quadro nada diferente dos dias atuais...
MEUS PARABÉNS!
É o contraste do equilibrio com o medo, nos fazendo rápidos, como disse a CD, enquanto deveriam ser das mais demoradas e frutíferas trocas.
O poema está uma pintura!
De altos desejos
E longos medos.
Vinicius
Voce conseguiu sintéticamente, nestes versos, traduzir a nossa absurda vida metropolitana.
Parabéns
um abraço
a loucura da "urbe imensa"
muito bom vinìcius.
abraços
Belo poema Vinicius.Vc retrata em rápidas pinceladas de palavras a mobilidade insana das grandes cidades. Retornarei para votar.
Julio Rodrigues Correia · Manaus, AM 17/10/2008 19:25
Metálicos acordes
Calam mundos
Num só absurdo
Brilhante, oportuno e muito bem elaborado, trabalho de mestre urbano. Muito Reflexivo. Valeu.
Vendo o seu Metrópoles me lembrei de alguns vãos andares! Vou postar no comentário:
VÃOS ANDARES
O meu pensamento insiste em acompanhar a onda humana que vaga na imensidão solitária da metrópole. Não sei se a acompanho, ou se por ela ou para ela sou atraído. Os meus sentidos preceptivos são inexoravelmente arrastados pela onda que passa, pelo burburinho, pelo entrelaçar.
O meu querer saber me leva a imaginar o que pensam essas almas que ora transitam indo e vindo na selva de concreto e asfalto. Quisera ter o anel de Giges para poder acompanhá-las sem ser visto, sem ser sentido!
O pequeno fragmento que é a minha alma pertence à alma grupal; dela faço parte, como um elemento personalizado.
A onda humana que flui, forma uma aura de energias, de pensamentos. Amam e sofrem. Muitos dos que vagam na corrente da onda são passageiros da agonia! Viajantes da incerteza!
Fragmentos, todos, da grande alma universal, a comporem a manifestação da vida. Experiências! Sinto a energia dos seus pensamentos. Desses que passam e às vezes param. Alguns me olham!
Nas ruas, posso sentir os olhares frios dos meliantes, medindo as vítimas urbanas. Estão observando nos reflexos das vitrines, nos cruzamentos, através de obstáculos, nos cantos sombrios! Entretanto, sinto o cheiro ainda persistente das flores de um arbusto próximo. Damas da noite!
Ouço sons próprios das metrópoles; gritos, frenagens, buzinas, apitos, sirenes, repentes, um alarido de vozes súbitas! Reclames de cambistas e camelôs. Um arrastar de passos que passam pelo cotidiano inexorável. Rápido e curvo! Os raios do sol da manhã já queimam o meu rosto.
Busco uma solidão neste palco de manifestações febris!
O meu inconsciente reproduz um trecho de “The Right Time (Night Time Is)” , um soul de Ray Charles.
Isto é uma divagação ou uma crônica de um instante no cotidiano concreto?
Ou será um confronto dos sólidos edificados e aparentes com o meu olhar que insiste em encontrar uma solidão, uma quietude de formas! A solidez do concreto às vezes parece vibrar!
São evaporações dos corpos inanimados ou são os meus sentidos que se turvam? Tento me sentir pequeno entre as edificações que se apresentam na cidade que a tudo engole.
A minha alma teima em estar grande! Então, acompanho a onda que flui pelos vãos dos sólidos edificados e sobre a capa asfáltica, que se mostra ante os meus olhos. Interceptam a minha contemplação à amplidão dos céus.
Elas, as edificações de concreto armado são como uma sombra, um jogo de interferências na luz natural! Existência incisiva e efêmera!
Imagens artificiais, temporais, aparentes, frágeis! São falsos gigantes que se mostram ante ao meu olhar! Teimam em me fazer sentir pequeno em contraposição às suas aparências.
A minha alma, entretanto, é rebelde e inquiridora e me sobreponho à solidão do concreto aparente!
Ora vago em espírito, volitando por cima da metrópole, a contemplar a vastidão do palco. Os sólidos, os vãos entre os sólidos edificados, o jogo de luz e sombra. O negror predominante do asfalto! Os que ora vão, ora vem. Eles também interceptam a luz e produzem sombras!
Fios
De altos desejos
E longos medos....
Síntese perfeita das metrópoles,Vi!!!
Poema com o ritmo acelerado das cidades...muito bom!
Beijinhos azuis
Blue
Olá Vinicius:
Seu poema reflete com fidelidade a vida desenfreada e meio caótica das grandes metrópoles.
Parabéns!
Bjs,
Laila
Vinícius Motta · Rio de Janeiro (RJ) ·
Metrópoles
Uma forma de expressáo muito linda e arrojada.
revelando um sentimento muito grande sendo uma forte carga emocional para encantar os leitores.
...Metálicos acordes
Calam mundos
Num só absurdo
Sem que o tempo
A qualquer momento
Desnude relicários
E asfaltos...
Ficou muito bom.
Parabéns.
Abracáo Amigo
Mano muito da hora! Ou seria maior bom? Tão bom que me faz, um nordestino, usar uma giria das ruas paulistanas onde vivo, para te saudar! Parabens!!!
Nildo Cordel · São Paulo, SP 17/10/2008 21:39
Vinicius,
Seu poema delata os absurdos
da cidade caótica, sem que
se encontre a solução.
bjss
Sem que o tempo
A qualquer momento
Desnude relicáriosGostei muito destes versos.
Caro amigo"VINÍCIUS"
PELAS METRÓPOLIS
EDIFÍCIOS
SE EQUILIBRAM
EM FIOS
DE ALTOS DESEJOS,
E LONGOS MEDOS...
Poeta vc é um arquiteto,
Dos versos!!!
Transforma a visão grotesca
Em poemas e canções...
A solidez fria do concreto,
Em explêndidas palavras...
RECONSTRUÇÕES DE SONHOS,
DEMOLINDO CONSTRUÇÕES DE MEDOS...
MTO,MTO BOM!
BOM FINAL DE SEMANA.
Abraço forte!
Metálicos acordes
Calam mundos
Num só absurdo
Sem que o tempo
A qualquer momento
Desnude relicários
E asfaltos.
As vz vc tem uma cruezas fantásticas. esta parte tá mil!
Obrigado pelas visitas e comentários de todos.
Ao Jota Lago, quero dizer que esta minha visão mais urbana - concreta - das cidades tem muito a ver com a minha trajetória de vida.
Em primeiro lugar, não sou carioca. Ao vir para cá, depois de 5 anos vivendo em Niterói (do outro lado da Baia de Guanabara) meu olhar se direcionou mais para a ótica mais crua da cidade. Até porque as pessoas que conheci eram oriundas de um Rio que não está no cartão-postal. Um Rio em que a violência dita os passos das pessoas, de rios poluídos, de lugares que o turismo Zona Sul nem sabe onde fica.
Em suma, o espírito contemplativo não é o que guardo no peito. O que não quer dizer que a outra ótica não tenha o seu valor. As duas faces convivem e são percebidas por mim como mais uma parte da multiplicidade dos nossos dias.
Abraço.
Querido Vinicius,
Muito bom o teu poema.
Gostei bastante.
Beijos e parabens.
Regina
[...]"Metálicos acordes
Calam mundos
Num só absurdo
Sem que o tempo
A qualquer momento
Desnude relicários
E asfaltos".
Vinicius : Parabéns. gostei!!! Convido vc a visitar m/ recente trabalho em votação. Chama-se "Meu Primeiro Amor",e, ficou bem bonito...Apareça lá...Grata. Abraços e até mais... Langinha.
Langinha · São Paulo, SP 18/10/2008 01:03
O poema inteiro é de uma beleza terrível!
O mundo que construímos e suas dores e suas indiferenças estão nestes versos seus.
beijos
Muito bem elaborado o poema, vinicus.
Compôs com muito talento esse mosaico de desejo e concreto que é a vida em uma metropole.
abraço.
Bárbaro Poeta. Cimento, vigas armadas habitam nossos olhos e corações
Moradas tombadas, vertical que foi delírio
Asfalto frio, piche quente no coração
Acho que vou até fazer um depois de ter vindo aqui...
Parabens Lembrei-me do Eu Preciso Dizer Adeus...ou Urbana...
bravo!
Se eu fosse eu escrever uma poesia com esse tema,
seria como o seu.
Gostei. Depois volto.
Vini meu querido, que coisa linda de se ver velho, parabéns.
Vou mais eu volto para votar
Beleza pura, muito ja foi dito e bem dito! Parabens
victorvapf · Belo Horizonte, MG 18/10/2008 10:41
A qualquer momento
Desnude relicários
E asfaltos.
Vinícius ótimo poema,parabéns.
beijos
"Metálicos acordes
Calam mundos..."
Verdade, meu querido,
há tanto barulho e tanta solidão
nas cidades!!!
bjim
Vinícius Motta
Ficou realmente muito bonito e bem estruturado.
Abraços
Desta vez não houve problemas com o link.
Poema urbano, retratando medo, violência, poluição sonora, movimentos, desejos, sonhos,vícios, embalos, enfim tudo o que se oculta na imponência do concreto dos edifícios e no piche dos asfaltos.
Volto para votar
Abraços
Sou suspeitíssima pra falar de você. Acho que movimenta as palavras de uma forma corretíssima e alinha o sentido. Tá muto bom Vi. Um bju
Ivy Gomide · Rio de Janeiro, RJ 18/10/2008 22:00
Vini,
Maravilhoso o seu poema, de uma reflexão pertinente aos dias atuais, carregas bem a mão nas metáforas empregadas.
Muito bom, meus parabéns
abraços
Vinícius, gostei do seu poema.
Um poema que retrata a vida urbana com seus medos e indiferença.
bjs
Muito bom. Poesia urbana é muito mais instigante, quando descobre a beleza velada, que os postais escondem. Parabéns.
Guto Maia · São Paulo, SP 19/10/2008 17:55
sou metropolitano nato, metropolinato.
muito me agradou esse poema que com agilidade urbana
grafa imagens muito criativas e interessantes.
tiro rápido e certeiro.
saudações megalopólicas
Muito bacana! Gostei. A gente as vezes vira parte do caos, tentando se equilibrar em fios incertos, bambos demais e qualquer som de "ais" nos faz tremer e ficamos qual roupas nos varais do mundo.
Votado!
Vinícius, metropoles...insanas...Parabens mais 1 vez.ab
Cintia Thome · São Paulo, SP 20/10/2008 12:36
Pessoas,
Como disse na apresentação deste trabalho, as leituras das composições alheias me levaram a fazer essa leitura sobre a rapidez das grandes cidades. Combinado a isso, tem o cotidiano que vive a nos espreitar.
Tudo acabou formantando um caldo que você acabaram lendo aqui. Mais: leram, comentaram, votaram.
Muito bom estar aqui trocando opiniões, sentimentos e o que mais a poesia comportar.
Abraços e beijos.
Vinicius : gostei muito, como já escrevi, antes. Agora volto p/ convidar vc a conhecer m/ novo trabalho, em edição. Chama-se
"Ritinha",e,parece bem sugestivo.... Abraços e apareça...Langinha
Até mais....
Vinícius, em seus versos a engrenagem das Metrópotes descrita poéticamente quase nos engole vertinosamente. Parabéns.
Beijo
Ola, amigo, nesta semana fiz um estudo de filosofia e um dos comentário era sobre o vazio dos lugares públicos. Isto causa um encarceramento das pessoas dentro de casa e frente à TV. A TV por sua vez, bombardeia o cara com propagandas e ele sai dali louco p consumir. Ele consome, consome, consome.... nao mata o desejo e fica vazio outra vez.
Maravilhoso seu poema! Bravo! Aplausos de pé!
Vinicius, você é um mestre. Não por acaso o adiconei com preferido. Muito bom, cabra.
Hideraldo Montenegro · Recife, PE 24/10/2008 14:33
Desculpe a demora. Só posso agora estar aqui nos finais de semana. Tá votado. abrçs. João Bosquo
João Bosquo · Cuiabá, MT 26/10/2008 10:34
Metrópolis. Vida urbana a invadir a intimidades dos homens. A revolucionar cabeças pensantes.
Um grande abraço menino Poeta!.
Belo poema , mostra que em uma metrópole o poeta consegue ter inspiração , parabéns deixo meu voto e admirações. Abraços...
delen · Cotia, SP 15/11/2008 00:55Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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