Touro. Minotauro.
Músculos à mostra. Altura. Presença. Animal meio domesticado, de fácil molde e cara companhia_come muito a cada refeição. Pesados pratos. Cheios de toda a semana quase em apenas duas ou três vezes. É muito.
Mas, sendo fácil companhia_voce consegue adequá-lo a seu prazer e modo_é bom como uma cama de vez em quando. Disse certa vez que, na verdade, ele é apenas uma boa punheta. Ui, pesado não?! Mas verdadeiro.
Ponha-lhe o braço ali e ele aguardará sua próxima vontade. Pernas grossas se tornam leves ao seu comando. Pêlos mal cortados. Corpo comprido e flácido. Às vezes sim, reagia involuntário. E se dominava, me possuía por sua própria conta e risco, mas eu que fazia tudo profundo. De quatro dentro e fora da cama. As tatuagens no cenário à parte. Me permite toques bastante íntimo e, por vezes, me contraria.
A penetração foi lenta, completa e relaxante. Grande músculo, e grosso latejante, parecia cena a cena. Flashes. Detalhes. Centímetro por centímetro. Lá dentro. Tentei pensar em outros. Doces fantasias de quem tem direito, por se permitir passar tanto tempo sem transar, esperando aquele tesão ou aquela hora certa, de mais vontade, mais entrega, mais cumplicidade. Tenho outros homens a resolver. K., por exemplo.
Nos fingimos juntos, de quatro. Mãos nas ancas a desfazer o movimento frente. Penetrante. Dentro fora, fundo fora, frente trás, vai volta, mete, mete... E gozei me excitando dentro da camisinha_eu também tinha uma. Um gozo limpo e puro, sem contaminação. A cabeça estava entregue, me desliguei ejaculado, precisava descansar. Aleguei exausto.
Tirei-lhe a camisinha, estava rijo, mas eu feito. E sentia-me, apesar de todo ele tão grande, feito por mim mesmo e só. Como no instante que antecede ou durante e raramente após o banho, quando a mente fantasia em seu eleito. Era ele e eu, mas parecia eu e cindo dedos. E olhe se eu não tivesse mais inteiro. Crueldade! Era meu amigo de corpo presente que me auxiliava, mas agora já me desligava. A mim, estava ótima minha cara. Iria chupá-lo para ele compartilhar, mas nem precisou. Estava acabada nossa cena, desligados os focos, dois agora os corpos, como antes, mal fingindo. Ainda somos amigos.
Acordei com sua cabeça em minhas costas e um cafuné na cabeça. Era hora da partida. Até a próxima e correu tudo bem.
Volto a dormir.
Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
A Revista Overmundo está chegando ao fim de sua primeira temporada e você não pode perder a oportunidade de colaborar! A edição nº 6 da revista,... +leia
Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!
+conheça agora
No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!