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Meu amigo Tatuncanara, um índio branco, de olhos azuis e que fala alemão!

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Carlos Parrini · Rio de Janeiro, RJ
16/4/2008 · 114 · 43
 

Amostra do texto

....Uma outra vez, ainda, um índio me levou no papo direitinho. Pensamos que eles são como crianças ingênuas... a ingenuidade é toda nossa, por pensarmos assim.
Foi um membro da tribo Tchucarramãe que encontrei no Araguaia. Eu estava no centro do município e ele me ofereceu um tracajá (uma espécie de tartaruga marinha) que tinha para vender.
Eu sou contra a caça esportiva, e também do comércio de animais para fazer-se artigos de vestuários ou luxo, como casacos de peles, couros, estátuas de marfim, já que temos tecnologia para desenvolver artigos feitos de material sintético de excelente qualidade. Mas não sou contra a utilização como alimento. E eu adoro comer sarapatel de tracajá. Se ela for assada no casco e com uma farofinha dos miúdos, para mim não há coisa melhor.
Perguntei quanto ele queria pela venda, ele me disse "vinte".
- Vinte? - Eu argumentei. - Mas é muito. Olha, por esse tracajá, te dou dez, e estará bem pago.
O índio fez cara de choro, esticou o beiço, ensaiou um certo drama, mas acabou aceitando a oferta. Paguei e fui embora. Cheguei todo contente com meu tracajá à estação da Telemat e o segurança me abordou com um largo sorriso, todo admirado.
- Poxa, belo tracajá que você tem aí - disse ele analisando o animal. - Bonito mesmo, quanto você pagou por ele?
- Uma pechincha, negócio da China - eu disse, orgulhoso de meu tino comercial. - Um índio queria me vender por vinte, mas acabei pagando só dez.
Aí o segurança riu.
- "Só"...? Você quer dizer "só" mesmo? - Riu ele. O sorriso se desmanchou de meu rosto e eu perguntei com semblante preocupado.
- Por que, tá caro?
- É que por dez a gente consegue comprar três desses, no mercado central.
Meu queixo caiu. Eu quis dar uma de esperto, acabei me dando mal.
No fim das contas, quem vive ou viaja muito para a Amazônia sabe, os índios não são tão ingênuos quanto se pinta por aí. Mas também não são os monstros criminosos que vemos aparecer nos jornais e nas estórias da Tv. Claro, alguns cometem crimes: são seres humanos comuns e não estão imunes a isso. Mas a maioria apenas quer viver em paz (como é o desejo da maioria das pessoas, sejam elas índias, brancas, negras ou orientais).


Continua.......

História interessante sobre o Índio Tatuncanara e outras experiencias com índios.

Faz parte do Livro "Volta ao Planeta Vida". Mais detalhes em www.voltaaoplanetavida.com.br

Assista uma das minhas entrevistas na TV sobre algumas de minhas aventuras perigosas e emocionantes:
http://video.google.com/videoplay?docid=7109099923800316608

Sobre a obra

Aqui neste texto, que faz parte do Livro Volta ao Planeta Vida, descrevo minhas experiências interessantes com índios das Tribos Atroari, Yanomamis e Tchucarramãe.

Assista minha entrevista na TV comentando sobre essas e outras aventuras:
http://video.google.com/videoplay?docid=7109099923800316608

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informações

Autoria
Carlos Parrini
Ficha técnica
A Obra leva o leitor a uma viagem cheia de emoções e perigos mas, acima de tudo, provocam uma reflexão sobre o real significado de nossa existência. A vida o ensinou a árdua arte de viver e da resistência: a arte do sonho e da conquista, voltando ao Planeta Vida, após ter passado pelo Planeta Morte.
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clara arruda
 

Sabe que aprendo muito com seus textos.

clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 13/4/2008 10:59
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Luis Santana
 

Nós, das cidades grandes, temos a mania de subestimar os ''matutos, os caicara, os caipiras, os nativos, os caboclos'' e demais integrantes das culturas que a Elite nos impele a pre-julgarmos como inferiores. mas na verdade, é neles que reside a sabedoria e a decencia que muito nos falta.

Muito bom o seu recado. Volto com meu voto.

Aquele Abraço.
http://www.overmundo.com.br/banco/papeis

Luis Santana · Rio de Janeiro, RJ 13/4/2008 13:11
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Carlos Parrini
 

Fico feliz com suas palavras, Clara. Abraço.

Carlos Parrini · Rio de Janeiro, RJ 13/4/2008 15:37
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Carlos Parrini
 

Pois é Luis. Hj em dia os índios sabem negociar e a maior parte das vezes, levam vantagens. Sueceesos em seu novo trabalho. Abs.

Carlos Parrini · Rio de Janeiro, RJ 13/4/2008 15:40
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Falcão S.R
 


Essa história me fez lembrar de uma outra muito interessante:
Pela primeira vez viajando pela Amazônia acompanhado de um amigo já algum tempo lá radicado, ao avistarem um índio o amigo diz:

- Estás vendo aquele índio? ele sabe tudo sobre previsão de tempo, veja só:

- Índio, vai chover hoje?
- Índio responde, Não! hoje tempo bom.

Realmente a previsão se concretiza e todos os dias eles fazem a mesma pergunta ao índio que sempre acerta.

Até que um dia eles passam pelo índio e perguntam:

Índio, hoje vai chover?
O índio responde:

Indio não saber, rádio de pilha fraca...

Moral da história " Já não se faz índio como antigamente!".

Belo texto meu amigo, Sucesso e abraço.

Falcão S.R · Rio de Janeiro, RJ 13/4/2008 15:53
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Carlos Parrini
 

Mts rsds. Vlw Falcão, grato por sua contribição. Abraço.

Carlos Parrini · Rio de Janeiro, RJ 13/4/2008 15:57
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carlos magno
 

Pois é amigo Parrini, você pensou que tinha dobrado o índio e ele acabou levando a melhor. Mas valeu, se você não pechinchasse a parada seria pior. Adorei esse papo sobre o índio. Meus sinceros aplausos e abraços.
Carlos Magno.

carlos magno · Rio de Janeiro, RJ 13/4/2008 17:38
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Patipetista
 

Ah! Carlos, com certeza dei risadas ![:)]
Também aprendi mais alguma coisa !

Patipetista · Santo André, SP 13/4/2008 18:00
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Carlos Parrini
 

Pois é Carlos, nesse meu caso, o índio levou vantagem. Mas qd tiver um tempinho, veja, neste texto, outro caso de como passam a perna nos índios. Trago uma denuncia. Vale a pena saber. Abraço.

Carlos Parrini · Rio de Janeiro, RJ 13/4/2008 18:07
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Carlos Parrini
 

Grato Pati. Um grande abraço.

Carlos Parrini · Rio de Janeiro, RJ 13/4/2008 18:08
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Marcos Paulo Carlito
 

Olha Carlos,

Você foi lá na minha colaboração prestar solidariedade, pelo que eu muito agradeço. Depois me convidou para vir, eu vim, mas desculpe se não posso retribuir a gentileza porque, para mim, as questões que envolvem a cultura nativo-americana e o meio ambiente são sérias demais para relevar.

Primeiro quero dizer que realmente os índios não são os criminosos que pintamos (aliás essa concepção é típica do patronato rural, das oligarquias do século passado e de quem ainda vive estes conceitos), crime, quero lembrar, é comercializar animais silvestres (mesmo que para comer). Aliás, isso deveria ser bem conhecido de sua pessoa, porque ao que me parece você é daqueles que gostam de se dizer viajados e instruídos, ou estou errado?

Olha, lamentável o conteúdo de seu texto. Um verdadeiro atraso em cima das conquistas que muitos de nós já alcançamos tentando derrubar o pensamento etnocêntrico e a falta de respeito para com o meio ambiente.

Sinto ser sincero ao ponto de dizer em público.

Recomendo que aproveite seu talento para escrever através de um outro ponto de vista. Aqui, no Overmundo, onde lutamos por novos conceitos, acho pouco provável seu sucesso com a retórica.

Marcos Paulo Carlito · , MS 13/4/2008 21:29
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Ilia Noronha
 

Oie poeta!! Adorei seu texto ainda mais que fala da minha terra amada. Agora o tracajá rsrs, ja comi uma vez e axei horrivel rsr. Lembrei mt da minha fofinha tracajá que tinha em casa. Lindo e mt divertido seus texto. Voltarei aki com certeza para deixar meu voto.
Beijos poeticos.

Ilia Noronha · Manaus, AM 13/4/2008 22:24
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Carlos Parrini
 

Marcos, é uma pena que voce não tenha lido todo o meu texto. Dentro dele trago denuncias e demonstro injustiças para com os índios.
Vc leu apenas um trecho a qual eu ajudei um índio em sua subsistencia.
Lamento por vc tornar pública sua insatisfação, logo no meu espaço.
Sem problema companheiro, o espaço é público e não serão essas palavras que me impedirão ou desanimarão de trazer a luz dos brasileiros, experiencias conseguidas a custo de mts sacrifícios e doenças, espalhando a telefonia pública nos lugares mais remotos e por mais de 25 anos.
De qq forma, grato por sua contribuição.

Ps.: Apenas informando, esta história conforme narrada em meu livro, ocorreu na década de 80.

Carlos Parrini · Rio de Janeiro, RJ 14/4/2008 07:26
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Marcos Paulo Carlito
 

Caro Carlos,

Em primeiro lugar quero dizer que admiro sua humildade, demonstrada pela forma pacífica e educada como recebeu as minhas críticas, que foram pesadas. Essa qualidade me fez voltar aqui, não para retificar, mas para tentar tornar útil nossa conversa, no sentido de que ela possa provocar algo mais que ressentimento.

Gostaria de começar dizendo que não li seu texto todo porque para mim as coisas funcionam assim: quando alguém posta um texto mais longo aqui no Overmundo, costuma apresentar uma introdução ou uma resenha como apresentação.
É por esta apresentação que nós, leitores, temos uma idéia do conteúdo do texto e decidimos então (dependendo do nosso interesse e julgamento) se vamos fazer o download para ler o resto.
No caso de sua colaboração, fiquei mal impressionado com o que li na apresentação por causa do que já disse no comentário anterior. De modo que não me animei e não me animo a ler o resto porque acho que você peca gravemente na questão ambiental e no conceito como trata os remanescentes das etnias nativo-americanas.

No caso do meio ambiente condeno a forma como você faz parecer natural (mesmo que seja lá nos anos 80) o crime ambiental de comprar animais silvestres. No caso dos "índios", quero dizer que a forma como você os menciona é totalmente incompatível com a nova visão das etnias remanescentes em nosso país. É bem ultrapassado porque é uma forma etenocêntrica e pejorativa.

Respeito a sua experiência, o seu modo de pensar e os seus valores, mas não posso concaternar com o conceito que você apresenta, não aqui no Overmundo. Porque aqui o espaço, para mim, é revolucionário, libertário, novo, completamente diferente de tudo aquilo que vejo em outros lugares.
Este não é um espaço onde quem está preso aos antigos valores possa fazer prevalecer suas idéias, mas o contrário, é um espaço onde todos (inclusive os que estão presos ao antigo) podem participar desde que saquem o nosso conceito. Não sou dono do Overmundo, nem da "diretoria". Mas sou parte dele e por isso me reservo ao direito de defendê-lo como eu o penso.

Sendo mais prático, minha dicas são a seguintes:

1º - Reavalie seu objetivo com a publicação. Pense que os leitores recebem centenas de convites e muitos são criteriosos na escolha do que vão ler. Se você quiser a presença de Overmanos que possam comentar seu trabalho de uma forma mais profunda (indo além do: parabéns! Bacana! Adorei! e etc), pense em fazer uma apresentação que os prepare. Por exemplo, se você tivesse colocado uma resenha dizendo que o seu texto é uma experiência vivida nos anos 80 espalhando a telefonia por lugares remotos, eu mesmo teria lido com um olhar antropológico, buscando a compreensão dos seus valores e daí podendo absorver parte do seu conteúdo. Porém, da forma como você convidou (dizendo que tem um toque poético, que é inédito) você coloca o foco onde seu trabalho é justamente o contrário, nem inédito, nem poético, simplesmente o contrário do que buscamos quando pensamos em conceitos novos.

2º - Crime ambiental é crime ambiental. Se você acha normal comprar um bicho silvestre, é uma opção sua. Eu abomino coisas desse tipo, mas não renego, por exemplo, alguns amigos aqui de Coxim que adoram uma carne de anta. Neste caso sugiro que você faça uma anotação de rodapé dizendo que sabe que comprar animais silvestres é crime embora não concorde. Aí você demonstra, pelo menos, consciência de nossos valores e incide imparcialmente sobre, por exemplos, leitores que ainda não tem consciência ecológica.

3º - Quando tratar sobre as etnias remanescentes, a quem você chama "índios", saiba que aqui em nosso meio tem antropólogos, indigenistas, arqueólogos e outros estudiosos que, assim como eu, estudaram ou conviveram de perto com os nativos. Neste caso, e para nós, a experiência com as etnias e seus remanescentes não é algo que tenha apelo fabuloso ou exótico. É parte de uma grande questão etno-sócio-cultural.
Nosso foco, ao retratá-los, não está nas particularidades do 1º contato nem nas diferenças que soam extravagantes para a maioria das pessoas, mas na forma como os tratamos e como convivemos com eles enquanto indivíduos e enquanto etnia. Tente, ao referenciar um nativo, não chamá-lo, simplesmente, "índio". Isso não é apenas antiquado, mas etnocêntrico, carregado de falta de respeito, é a coisificação do elemento nativo.
Quando for referenciar o "índio", tente fazer, por exemplo, assim: "O nativo Tutancanara, da etnia tal, branco e de olhos azuis", ao invés de assim: "o famoso e polêmico Tatuncanara, índio branco e de olhos azuis...". Isso seria uma demonstração de verdadeiro conhecimento e grande respeito pela cultura e pela história do elemento a quem, por ignorância, apelidamos, simplesmente "índio".
Olha Carlos, é bem provável que eu também esteja aqui cometendo erros como presunção, falta de humildade, entre outros, castigando desnecessariamente você. E quem somos nós, não é mesmo, para julgar os outros? continua

Marcos Paulo Carlito · , MS 14/4/2008 11:53
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Marcos Paulo Carlito
 

Mas sinto muito, preciso lhe dizer tudo isso. Acho que você pode transformar o seu livro (amplamente divulgado na internet e que parece conter uma bela história de vida), em algo mais que a leitura batida da visão civilizada sobre as etnias nativas e o meio-ambiente.

Marcos Paulo Carlito · , MS 14/4/2008 11:53
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Carlos Parrini
 

Prezado Marcos:
Grato por sua contribuição e dicas.
Como sou novato aqui, ainda tenho mt o que aprender com voces.
Abraço.

Carlos Parrini · Rio de Janeiro, RJ 14/4/2008 13:15
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david.ang
 

Cara, como existe eco-xiita chato nesse mundo....

Depois volto para votar, Carlos

david.ang · Santa Cruz do Sul, RS 14/4/2008 14:42
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david.ang
 

Tenho conversado com o Carlito por mensagem privada, a respeito de minha má-educação no comentário acima. Assumo. Fiz o que fiz por razões expostas ao prórprio e embora com certeza restem arestas, creio que me fiz entender.

A situação do texto acima não é incomum. Se alguém visitador deste texto for morador da baixada paulista, poderá atestar-me. Nossos índios cá, em beira de estrada, vendendo produtos proibidos pelo IBAMA de serem comercializados, é um exemplo claro e óbvio.

O texto não é ofensivo aos verdadeiros [indios e sim aos 'aculturados', que desde os tempo dos irmãos Villas Boas já eram objeto de estudos e críticas por parte destes.

Se causei transtorno, constrangimento ou mal-estar, desculpe.
Parrini, desculpe-me pelo uso do espaço.

david.ang · Santa Cruz do Sul, RS 14/4/2008 16:00
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Saramar
 

Carlos, o texto é muito divertido e esclarecedor, reflexo de suas experiências por este imenso país.

Quanto aos comentários do Carlitos, creio que foram exagerados e um tanto fora da realidade.
Primeiro ficou clara, no seu texto a opinião sobre o respeito aos animais:
"Eu sou contra a caça esportiva, e também do comércio de animais para fazer-se artigos de vestuários ou luxo (...). Mas não sou contra a utilização como alimento".

Ora, defender a natureza é uma coisa. Deixar de lado a cultura alimentícia de uma região é outra que foge à realidade do próprio homem, que sempre se alimentou de outros animais. Por outro lado, fingir que os índios não comercializam caça é ser ingênuo. Quem vive com eles sabe bem que esta é uma conduta comum.

Quanto a usar a expressão "nativo...", conforme Carlito ensinou, caberia em alguma tese ou livros científicos. Nunca em crônicas ou impressões pessoais, onde soaria pernóstico e acadêmico demais.

Desculpe-me se me alonguei.

beijos

Saramar · Goiânia, GO 14/4/2008 16:06
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Marcos Paulo Carlito
 

Não David, você não causou transtorno algum, você foi, simplesmente, uma voz em defesa do Carlos Parrini.

Quem causou transtorno fui eu ao ser repressivo.
Fui impulsivo e só pensei nos meus valores, ao final fui eu o etnocêntrico maniqueísta incapaz de conviver com as diferenças.

Realmente fui chato e poderia ter dito o que disse em reservado.

Marcos Paulo Carlito · , MS 14/4/2008 16:09
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Carlos Parrini
 

Grato David e Saramar.

Marcos, grato mais uma vez.

E bola pra frente.

Carlos Parrini · Rio de Janeiro, RJ 14/4/2008 18:36
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david.ang
 

Votado ;)

david.ang · Santa Cruz do Sul, RS 15/4/2008 10:45
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Carlos Parrini
 

Grato David. Conte comigo sempre. Abraço.

Carlos Parrini · Rio de Janeiro, RJ 15/4/2008 11:04
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Luis Santana
 

Feliz de quem tem e fez a sua própria história; e mais feliz deve ser quem tem tempo e jeito para contá-la.
Clicando aqui meus humildes 3 votinhos.

Forte Abraço.

Luis Santana · Rio de Janeiro, RJ 15/4/2008 13:29
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anamineira
 

Muito legal seu texto.
Continue...
Votado.
Um abraço das Gerais.
Ah! Tem histórias de Minas pra contar?

anamineira · Alvinópolis, MG 15/4/2008 13:39
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Carlos Parrini
 

Pois é Luiz, mts dessas histórias, escrevi viajando de barcos pela Amazonia. Não existe outra coisa pra se fazer dentro desses barcos além de ler e escrever, rs. Um grande abraço e grato pelos votos.

Carlos Parrini · Rio de Janeiro, RJ 15/4/2008 14:15
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Falcão S.R
 

Carlos, meu voto e um abraço.

Falcão S.R · Rio de Janeiro, RJ 15/4/2008 14:45
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Marcos Pontes
 

Parrini, sem entrar no mérito da discussão entre você e o Carlito, gostria que me permitisse duas pequenas correções no seu texto: 1. Tchucarramãe é uma tribo de Roraima, não do Xingu, salvo engano meu; 2. Tracajá é uma espécie de tartaruga "fluvial" e não "maritima". Afinal de contas, no Xingu não existe mar. Por essas pequenas falhas eu não poderei votar em seu texto, a não ser que ele seja devidamente corrigido.

Marcos Pontes · Eunápolis, BA 15/4/2008 16:45
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clara arruda
 

Nunca me atraso para a festa rsrs.aqui deixo meus votos e meu carinho.

clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 15/4/2008 21:07
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Carlos Parrini
 

Prezado Senhor Marcos Pontes:
Realmente o Senhor está equivocado.
Veja na descrição abaixo:

As reservas indígenas são, atualmente, os principais locais de preservação da cultura e das línguas nativas brasileiras. As mais conhecidas são a dos Yanomámi e o Parque Indígena do Xingu. A primeira, localizada nos estados de Roraima e do Amazonas, é uma das maiores em extensão territorial, com 9.664.975 ha. Concentra 9.300 índios, que falam várias línguas da família yanomámi (ninám, sanumá, yanomám e yanomámi). No nordeste do Mato Grosso está o Parque Indígena do Xingu. As 17 tribos que vivem no local evitam a extinção de suas línguas, preservando entre elas o txucarramãe (família jê), o caiabi (família tupi-guarani), o kamayurá (família tupi-guarani), o txkão (família caribe) e o trumai (língua isolada).

FONTE :ALMANAQUE ABRIL – ENCICLOPÉDIA BRASILEIRA EM MULTIMÍDIA, ABRIL MULTIMÍDIA, 1997


Segundo a Funai, essas são as tribos que estão em Roraima:

Grupos Indígenas - Roraima

População total: 30.715

Ingaricô
Macuxi
Patamona
Taurepang
Waimiri-Atroari
Wapixana
Waiwaí
Yanomami
Ye'kuana

Sendo que mts índios Yanomami, são encontrados no Amazonas. Veja uma foto que eu tirei com uma índia Yanomami em meu perfil. Repare que a boca dela é arredondada e fica sempre aberta, por ter sido formatada artificialmente desde criança.
Já o Índio Tchucarramãe que conhecí em São Felix do Araguaia MT, é daqueles que tem o lábio inferior bem pra fora e arredondado, formatado por um disco. Um exemplo é o famoso Cacique RAONI.

Agora, falando da Tartaruga marinha, usei este termo pra diferenciá-la da tartaruga terrestre, Se eu falasse de tartaruga fluvial, ficaria estranho. Mas foi boa a questão pois assim fica bem claro a diferença. As duas são muito parecidas por causa das nadadeiras.

E em relação Polêmico e Índio Branco e de olho Azul? Trouxe este tema pra lhes mostrar coisas interessantes, polêmicas e que não são mt divulgadas, mas estou vendo é que alguns de vcs estão mais preocupados em me criticar pelo que faço, o que como, ou outra coisa.
O fato é que eu gostaria sinceramente,que esta história, repletas de detalhes e curiosidades, fosse publicada como um alerta, denuncia é uma história bacana de nossos irmãos que tem sido prejudicados de uma forma ou de outra e para que vcs tb, possam encontrar nelas as coisas lindas que contêm como eu e muitos aqui, encontramos.

Grato pelas críticas. Com certeza elas ajudarão em meu aprimoramento.

Abraços

Parrini

Carlos Parrini · Rio de Janeiro, RJ 15/4/2008 22:12
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Carlos Parrini
 

Oi Aninha. Grato pelo voto. Ainda não tive experiencias marcantes entre os mineiros, apenas com as mineiras, rs. Bom, minhas histórias estão baseadas no Rio Grande do Sul por onde viví uns 3 anos e na Região Amazonica (Acre, Mato Grosso, Rondonia, Roraima, Amazonas, Amapá e Pará, onde vivo a trabalho há quase trinta anos. Quem sabe um dia terei algo pra rabiscar sobre essa terrinha maravilhosa?
Um grande abraço querida.

Carlos Parrini · Rio de Janeiro, RJ 15/4/2008 22:23
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Carlos Parrini
 

Mt grato Clara e Falcão. Um grande abraço.

Carlos Parrini · Rio de Janeiro, RJ 15/4/2008 22:24
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McAfee
 

Aeee rapaz, muito boa a história e com um sentido muito amplo, índio não quer só mais pipoca...Abraços.
Ps.: votado

McAfee · São Paulo, SP 15/4/2008 23:22
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Jota Pê
 

hahahahahahha

Estória super bem humorada!

Vou até comprar o livro!

Muito show!

Parabéns!

E um grande abraço!

JP

Jota Pê · Belém, PA 15/4/2008 23:26
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Tãnia Barros
 

Muito bom.Gostaria de ler o livro. Que experiência e tanta!
votadíssimo, e agradecida, tb, pela presença e voto em meu trabalho.
Luz!

Tãnia Barros · Rio de Janeiro, RJ 16/4/2008 11:09
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Ailuj
 

Bom ,carlos,ja visitei seu site,adorei,gosto das suas historias e por isso estou votando e me avise sempre qdo tiver algo novo,,aqui ou lá
Beijos

Ailuj · Niterói, RJ 17/4/2008 11:08
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Aepan
 

Excelente texto...
Airton
Estrela-RS

Aepan · Estrela, RS 27/4/2008 15:12
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ayruman
 

Votado meu amigo. Quero mais textos!.jbconrado

ayruman · Cuiabá, MT 29/4/2008 16:09
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Aepan
 

Meu amigo, aprecio muito seus trabalhos... Tabém gosto da natureza... Grande Abraço...
Airton
Estrela-RS

Aepan · Estrela, RS 2/5/2008 14:34
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Tita Coelho
 

Não havia lido ainda esse texto! Gostei demais e deixei meus overpontos para ti!
beijos

Tita Coelho · Porto Alegre, RS 5/5/2008 22:54
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ayruman
 

Eu obedeço unicamente aos meus próprios instintos e intuição. Nada sei por antecipação. Freqüentemente expresso coisas que eu mesmo não compreendo, confiante no conhecimento de que mais tarde elas tornar-se-ão claras e significativas para mim. Tenho fé no homem que está escrevendo, que sou Eu mesmo, o escritor. * Henry Miller.

Um grande abraço. Estou no Over:
1 - http://www.overmundo.com.br/banco/nao-existe-arte-so-na-cabeca-1

2 -http://www.overmundo.com.br/banco/vovo-viu-a-criacao-do-universo

se gostar deixe seu comentário. Sou grato. JBConrado

ayruman · Cuiabá, MT 17/5/2008 23:26
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azuirfilho
 

Carlos Parrini · Rio de Janeiro (RJ)
Meu amigo Tatuncanara, um índio branco, de olhos azuis e que fala alemão!

Amigo querido, que trabalho extraordinário.
Vocé se tornou o nossso Antropólogo moderno e Poeta.
Grande contribuição e informação.
Maior alegria ver essa sua produção.
Por favor me avise sempre dos seus ttrabalhos.

Abração Amigo

azuirfilho · Campinas, SP 22/5/2008 08:00
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Carlos Parrini
 

Obrigado Azuir. Volte sempre amigo. Abraço.

Carlos Parrini · Rio de Janeiro, RJ 22/5/2008 08:58
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