Cantas,
Um canto único,
Particular para quem te der ouvido...
Faz-se lindo se te escutem!
Mas o homem não te ouve,
Dar-te voz de prisão!
O que o pássaro deve ao mundo,
Que o homem aprisiona-o?
Quanto “o mundo” te deve...
Roubar a liberdade é imperdoável
E de quem “vôo” em tuas asas,
Uma dívida incalculável,
Aprisionamos, nós!
Asas sem sonhos,
Sonhos sem asas!
Homens e pássaros sem vôos...
Vôos presos pela ignorância!
Ignorância que faz enclausurar,
Que prende o que é de todos, e não é de ninguém,
A um dono exclusivo!
Prendendo os sonhos:
O vôo,
O ninho,
A vida,
Vidas tantas...
A jaula que te abriga,
Enjaula o homem,
Tu e ele, aprisionados pela mesma causa,
Que se faz vê a vida por frestas de uma gaiola,
Pela qual não quer se ver a vida,
Na qual não quer se privar a vida,
Mas, aprisiona-se um outro, e a si, também...
O prisioneiro, o homem e o pássaro!
Um canto só, que é preso, silencia o mundo...
Cala a liberdade, emudece a vida!
Mas o senhor que te faz escravo
É um homem “desalmado”...
Quando o pássaro já velhinho,
Depois de anos de escravidão, a liberdade,
Uma carta já sem crédito!
Tu nem sabes mais o valor dela!
Mesmo liberto,
Voltas à prisão,
Prisão que ti roubou os sentidos...
E cantas um canto só,
Um pesar de dor...
No canto pequenino do teu peito um canto só de tristeza...
Um canto reservado do teu peito para cantar as dores
De não poder voar...
O teu coração, nem meu coração de pássaro define...
Como é paupérrimo o homem que aprisiona,
Nem sente no canto de um pássaro
O contido choro
De um em minúsculo coração de asas...
E de tanto viver preso,
Nem se sabe mais quem se é!
E canta todas as notas,
Em uma nota só, dó!
E canta preso em seu mundo,
Vendo viver em liberdade, o mundo lá fora!
O homem cantarola,
O homem que te prende, o que consente...
Povo impiedoso,
Quem ressequiu teu coração, aprisionou tua sensibilidade,
Quem também te roubou os sentidos,
Nem te deixou um só, o de ter dó!
Deixaram-te com o coração,
Para sentir triste o cantar do passarinho
Que canta na prisão?
E o teu coração miserável?
Não se compadece ao indefeso,
Que sua única defesa é comer em tua mão,
Mão que possui em si o poder do vôo, e deixa ficar...
Acalentando o coração de um homem
Que vive morto em estupidez,
Na ignorância que o faz preso,
Que o faz prender...
E não defini o canto do choro...
Até mesmo quem tem asas
A ignorância priva o vôo...
Aprisionam-no em tuas mãos egoístas,
Um coração vôo,
Um coração pássaro,
Um coração preso,
Que mesmo encarcerado, ganha asas,
Faz-se liberto no papel
E vôo eu e o pássaro no infinito branco do papel...
E liberto em alforria o coraçãopássaro que habita
Em minhas entranhaspoeta,
Dão asas a minh’alma
Que minhas mãosvôos
Sabe o valor da liberdade e vôa
No universo infindo palavras...
E canto e vôo,
Mesmo que esse “mundo” aprisione pássaro e
“Palavrasfemininas”,
Acorrentam-se coraçõespássaros, mãosvôos...
E eu livre escrevendo!
E quem é pássaro
As jaulas não é limite...
E o pássaro
Aprisionado esquece a fronteira que a prisão lhe impõe
E liberta-se da visão que lhe indica a clausura,
E canta!
Apura o coração com o seu penar
E "cria" asas
E voa em minhas palavras
Em meu coraçãopássaro
Em minhas mãosvôos
Os “pássaros” têm liberdade,
Que "dou" a meu coração,
Meu coração poeta!
Esse pássaro da imagem não é cativo ele foi encontrado ferido e está em recuperação para alçar vôo...
Tenho foto dele ferido!
vou comentar assim! vivo sempre escutando as cantigas de vem vem, olhando pelo caminho por ti não passa ninguem.
tudo em volta é só beleza, sol de abril a mata em flor, mas assum preto cego dos olhos não vendo a luz chora de dor.
sou menino passarinho com vontade de voar!
vôa , vôa minha liberdade!
e por aí vai, marluce, simplesmente genial como tudo que v. escreve!!! quebra a gaiola e alça vôos mulher!!!
abraços...
Minha querida poeta Marluce,
Sempre que leio teus versos, me abasteço de poesia porque tudo que você escreve me sensibiliza, como este poema maravilhoso seu que acabei de ler agora. Meus sinceros aplausos, grande poeta. Beijos.
Carlos Magno.
"Asas sem sonhos,
Sonhos sem asas!"
Não poderia ser mais belo...
Bravíssimo!!
:-)
Lioviola,
Quando o vim-vim cantou corri prá você, atrás da serra o sol estava prá esconder...
Assim eu agradeço teu comentário, comentário de um reipoeta!
Um aBRAÇO muito amigo, Marluce
Carlos,
Teus comentários são contidos de uma sabedoria humana invejável, isto é, admimirável!
Um grande aBRaÇO meu querido amigo, Marluce
Fê,
Fico muito grata por teu comentário, ele dá asas aos meus sonhos...
Obrigada!
Um aBRAÇO, Marluce
Muito bom. Gostei.
Benny.
Marluce,
seu coraçãopássaro aspira por vôos mais altos, muito além das formas que te aprisionam na gaiola da existñcia humana
Lindo poema
Parabéns
Agenor
Benny,
Obrigada mais um vez por teu apoio. Fico muito feliz por tê-lo aqui.
Um aBRAÇO, Marluce
Agenor,
Menino do céu,o que falastes não é comentário, é pura poesia!
Pedistes licença a meu coração com essas palavras e tocastes minh'alma...
Muito obrigada!
Um aBRAÇO, Marluce
Ainda bem que posso dividir o voto, entre a foto e o texto, tá feito, ande
Andre Pessego · São Paulo, SP 17/6/2007 18:06
André,
Obrigada André, sempre!
Que bom que gostastes da foto e da poesia, as duas falam muito sobre mim...
Um grande aBRAÇO, Marluce
Marluce.
Tua sensibilidade bate com a minha. Os batimentos do teu coração batem sincronizado com os meus. Tua alma anda pelos mesmos caminhos que a minha. A liberdade dos pássaros é a liberdade que também busco rasgando o ventre de todos os ventos.
Sigo seus caminhos, seus olhos ariscos, o ruflar das suas asas e nelas navego todos os meus sonhos.
Gostei muito
Com ternura
Noélio Mello
Este pássaro chama-se emoção e é ele quem arromba a grade da gaiola do meu coração e liberta essa lágrimas que estão rolando no meu rosto neste momento, querida Marluce.
Divino poema.
Bjs!!!
Noélio,
Tuas palavras ajudam-me a alçar vôos mais altos como pessoa, como ser humano! Como poetisa, tuas palavras são rosas jogadas em meu coração, faz-me fortalecer a alma no prosseguir, no acreditar que as palavras têm um poder de união, também como possuem outros poderes, mas vou agarrar-me nesse poder que faz unir pessoas de almas afins!
Um abraço cheio de afeição para um coração tão irmão ao meu!
Muito obrigada Noélio!
Marluce
Marcio,
Pessoas de coraçãopássaro de mãosvôos se reconhecem como tal. Podem estar a mil léguas, nunca terem se visto, se reconhecem uns nos versos um do outro de forma tão perfeita que quebram as grades dessas prisões e os fazem abraçar nos versos um do outro.
Um aBRAÇO, Marluce
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