Ainda vivo os cárceres deste amor...
Navego em pulos d'água ribeirinha
Bebo o ópio que me engana e fortalece
Conto às paredes a dor da saudade minha
Crio rimas por temer além-padrões
E sou o contrário do que as letras me exigem
Sou bobo da corte, mendigo esquecido
Que guardou sua moeda bordada em fuligem
Não tenho saída, meu amor é uma certeza
E fui entregue ao castigo do poeta
Sua lembrança dói, seu cheiro, seu calor
E me sufocam na escuridão quieta
Sou a lama que seus pés espalham
E se perde na avenida dos loucos
Sou a gota de álcool que falta
Para a terrível tragédia dos outros
Excelente versos, Alan!
Ricos e sóbrios, apesar de ébrios desse amor...
Abraço,
Carlos ETC
http://interludios.blogspot.com
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