Minha poesia nasce da necessidade premente de criar, dar vida aos sentimentos mais intensos e profundos.
Por isso tenho a impressão de que vivo me projetando inteira em cada texto escrito.
Acho que para mim a arte de escrever nunca vai ser a de pensar a poesia mas sempre vai ser a capacidade de expressar o meu mundo interior... o meu consciente e o inconsciente.
Os que me criticam dizem que tenho medo e dificuldades em permitir aflorar alguns sentimentos e citam como exemplo a sensualidade, a paixão. Os que me elogiam dizem que sou extremamente sensível, dona de sentimentos profundos e palavras apaixonantes.
Não sei. Só sei que ao escrever é como se o mundo tivesse se imobilizado, quieto, parado, sem rodar, após ter explodido em luzes e sons, roubando-me a consciência, atirando-me para o meio de um redemoinho de sensações e emoções indescritíveis.
Quantas vezes sinto que o tempo parece mudar, parar... o céu fica mais azul, o ar torna-se perfumado de rosas ou jasmins. Tudo adquire um brilho extraordinário, vida, louca e viva vida.
Outras vezes, o mesmo ar parece ficar carregado de uma forte emoção que ameaça roubar-me o controle de mim mesma, de minhas ações, e que parece dominar o caminho que minhas mãos devem trilhar ao conduzir a pena sobre as linhas do papel, na contramão do que a razão estava a escrever.
Então tudo gira, tudo se transforma e creio que acontece a transmutação da lagarta em borboleta, como se ao ganhar asas o mundo interior ficasse livre para voar até onde os sonhos podem nos levar, até onde o sol se mistura com a terra, as águas sussurram sonhos, até onde a lua dança a melodia das estrelas e as flores se dobram humildes em adoração ao universo que se desfralda em palavras.
E surge a poesia, pura, límpida, regurgitada na nascente de um espírito indomado e apaixonado pela vida.
E é nesse momento que minha alma se junta com a tua, numa magia encantada, como se fossemos unidos, entrelaçados por fios invisíveis que amarram, prendem e arrastam para o furor das emoções que procuro - sem sucesso -, em toda sua intensidade descrever.
A poesia que emana da alma, inspirada do fosso do espírito, brilha como o som da chegada dos primeiros pássaros do verão, como o farfalhar das primeiras folhas nos arbustos, como a montanha em toda sua glória, dourada pelo sol da manhã gelada, adornada pela sua luz...
É como o cheiro das maçãs carameladas de junho, do pão quente com manteiga, do vinho cozido com gengibre e canela para aquecer o corpo no inverno rigoroso.
É como um céu azul sem nuvens, uma tarde nebulosa e com odor de folhas secas. Como uma pequenina gota de orvalho que desliza pela face até os lábios trêmulos, enche o coração de esperanças e encontra extasiada em cada palavra... um sonho, uma promessa...
É. É assim, bem assim, no navegar do sabor da poesia que trago você para dentro da minha vida, do meu coração, dos meus sentimentos...
E é assim, bem assim, que sempre, sempre poderei, com toda intensidade do meu ser, amá-lo...
É assim mesmo......esse é e deveria ser pra todos o processo
de criar algo belo....de versejar...
sentindo cada palavra pulsar nas veias e vibrar os dedos.
falar sentindo e crendo......ler mil vezes antes de entregar um
texto......é por ai,
adoro ler...................entao escreva, assim da forma que vc disse.
TUDO POR AMOR
Bjssssssssss;)
Maria
dentro de nós habita um mundo de encanto e fantasia,
feliz daquele que sabe extrair as belezas desse mundo
e transpor para o papel assim como vc se expressa nesse texto.
é mesmo como o amor, um mundo de inspiração e transparencias.
bjs
Belo poema, revela um mundo interior muito rico e amante da beleza.
Isabel Furini · Curitiba, PR 26/3/2009 08:52
MARIA,
E assim a poesia chega e penetra nosso ser, fica lá quietinha esperando a hora de poder florescer.
Lindo e votado.
Bjs
Tão feliz que sabes como ninguém compartilhar as emoções, os sentimentos, poéticamente profundos e lindos.
Rose Rocha · Jundiaí, SP 26/3/2009 13:06Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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