MEU NOME
Meu nome é Pablo.
Pablo de todos os povos,
Pablo de todas as orígens.
Sou mais um símbolo da dignidade humana,
Sou a imortalização da idéia;
Sou o nascer de mais uma noite
Ou a ânsia de melhores dias.
E meu nome é resumo de proposição.
Não te preocupes se não sou José,
Não te deprimas se não nasci Maria.
O que realmente importa --
E isso pesa como pesam as portas --
É que criarei asas tão possantes
Que possam anular meu próprio peso
E equilibrar minha direção.
Só preciso que a ignorância não me alimente,
Pois já estou comprometido com a FOME,
Com a GUERRA e com a MOEDA.
Pablo é meu nome.
MCC.
Poxa... intrigante.
Fica a pergunta de um ignorante:
quem, então, seria Pablo?
Abraço!
http://interludios.blogspot.com
Carlos, grato pela observação. Pablo é uma criança que nasce num certo contexto de incrtezas, mas que carrega em sua natureza, como todos os humanos que renovam o espaço soclal, a simbologia de mais uma singularidade, norteada, pelo nome (que é Linguagem) que, de certa forma, é um referencial das grandezas artísticas que compõem a constelação de muitos renovadores da cultura, ente eles os incontáveis anônimos que alimentam os matizes das raízes espanholas, pricipalmente na cultura popular. Esse Pablo, que hoje é médico, é, aqui, a simbologia da esperança de um mundo melhor, porque " mais que nunca é preciso cantar..."
Grato pela explicação!
Muito legal!
Abraço!
http://interludios.blogspot.com
Hum...adorei...Pablo? Gostei da explicação. Mas quem é na foto, esqueceu o crédito?
Voto com prazer....
Cintia, descuidei do crédito por ser material prório de minhas incursões pelo reino do discurso fotográfico, sobre o qual me debruço há meio século. Essa é uma foto tirada quando morei na Ilha de Paquetá e o Pablo ensaiava seus primiros vôos. Recentemente, trabalhando no Sertão nordestino com crianças, resgatei, via photoshop, impressões fotogáficas tematizadoras, entre elas algumas da minha família. Grato pelo olhar carregado de paixão humanizadora. Abraços, Márcio.
maravestruz · Caiçara do Rio do Vento, RN 17/12/2007 10:07
Pablo somos todos nós, desde o excluido ao abastado. Aqui chegamos e cada um faz a sua história como está podendo. Geração vai geração vem e de "apuro em apuro" a humanidade vem traçando seu rumo!
Tenha uma boa Semana.
Quando puder seja bem vindo!
É isso ayruman!...
Ryle que me perdôe, mas sua justa leitura do mundo da Linguagem Verbal, exatamente como o autor do texto metabolizou em suas estruturas referenciadoras, põe em cheque a especulação sobre o "valor" da Linguagem Ordinária (pau é pau). Obrigado pela estonteante contribuição às minhas necessidades literárias. Abraços.
Caro Márcio!
Endosso as palavras de Ayruman. Amei a sua poesia!
No meu caso, eu não nadei tanto para morrer na praia... Um dia ainda terei asas possantes... Tenho missões a cumprir...
Enquanto isso, escrevo... escrevo...
Beijosssssssss
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