Ando em cadência, no ritmo do meu peito que vibra. Dou passos no caminho de pedra, passos na grama, na terra úmida e de volta à pedra. Piso na poça que a chuva formou, não me importo. Não perco o compasso. Quero sentir, quero respirar. Redescobrir, re-conhecer.
Os pés gelados, a neblina cerrada envolve num abraço o corpo todo. Atmosfera de inverno da infância, promessa de infinitas possibilidades. O bosque velado, apenas as araucárias se impõem ao olhar, esculturas de majestosa atemporalidade, guardiãs do ontem e do sempre.
Meus passos são um pouco passos de criança, brincalhões. Mas são passos firmes, portam confiança, consciência. Buscam o passado, desejam o futuro, aceitam o presente, intensamente. Não é dia para passos melancólicos, de sabor agridoce.
Estou em casa...
José,
sou eu que agradeço. Obrigada pela leitura!
Um abraço,
Letícia.
Belíssimo texto!
Tem cadência, e pulsa.
Abraços, flores, estrelas...
Olá. Letícia:
Teu texto me lembrou os versos do poeta Antônio Machado:
Caminhante, são teus rastros
o caminho e nada mais;
Caminhante, não há caminho,
faz-se caminho ao andar.
Acessei teu blog, foi um prazer te ler.
Um abraço.
Voltou com tudo, Letícia.
Muito bom.
Abraço.
Adorei o texto. A maneira suave como descreves o espaço e as sensações. Dá prazer em ler!
Flores pra você, Letícia! Parabéns! @>-
Edson,
recebidos com muita alegria os abraços, flores e estrelas. E obrigada pela sua passagem pelo blog, que surpresa. Adorei. Vou deixar um comentário para ti por lá também.
Abraços,
Levi,
obrigada pelo estímulo e pela visita ao meu blog... contribuindo a retirar da absoluta invisibilidade minhas “efêmeras letras”! E te agradeço pela sensibilidade da lembrança de compartilhar o poema de Antonio Machado, belíssimo, e que não conhecia. É perfeito.
Um abraço, conterrâneo, e prazer em te conhecer,
Sérgio,
mil efusivos obrigadas!
Um abraço,
Adriana,
o prazer é meu em ler teus poemas e em poder compartilhá-los com o meu amor.
Poemas que se tecem de sutilezas, ora sutil melancolia, ora sutil sensualidade, sempre presenteando quem lê com imagens de incrível beleza.
Tantas flores para ti também,
Voltar para casa,nos dando o prazer dos teus versos,que maravilha!Abraços.
linney · Canoas, RS 24/8/2007 11:01Visitei o teu blog,me encantei,parabéns,amiga!Beijos.
linney · Canoas, RS 24/8/2007 11:32
Querida linney,
muito obrigada. Os meus nao sao versos, apenas brincadeiras em prosa. Mas teus versos, sim, me encantam. Siga em frente, escrevendo sempre.
Beijos.
Letícia,
Maravilhoso!
Estou em casa...
Um aBRAÇO, Marluce
São passos no sótão das reminiscências, soando firmes quando a sonolência se avizinha, sonoros à menor suspeita da proximidade do silêncio, líricos em meio ao caldeirão de gratuidades cotidianas... É um prazer visitar sua casa...
Pepê Mattos · Macapá, AP 25/8/2007 10:39
Marluce,
muito feliz que tenhas gostado. Obrigada!
Um abraço para ti.
Pepe,
obrigada pela acolhida ao meu convite. Otimo poder contar com seus sempre poeticos comentarios, sempre enriquecedores...
Um grande abraço, e volte sempre.
Retornar à casa com a beleza, os passos confiantes, "como criança", alegra e encanta.
bem vinda!
beijos
"Ando em cadência, no ritmo do meu peito que vibra..."
Tuas palavras encantam... como é bom sentir, respirar, redescobrir, reconhecer-me em casa contigo,
Um grande beijo, minha querida.
Saramar,
muito feliz em receber mais esta vez o teu comentario. Obrigada. Nao esqueço de uma poesia tua que li, a primeira que li aqui no overmundo. De uma sensualidade incrivel, autentica.
Um abraço,
Salve Letícia!!!
passos de água, de terra, de fogo e de ar, integrando-nos às entrelinhas de seu caminho.
Quase senti o cheiro da manhã de sua terra.
Passos de flores para ti,
com acenos de seus perfumes.
GRANDE cheiro!!!
Meu amor, meu querido,
eternamente te descobrir e em teus olhos reconhecer-me,
é tudo o que desejo!
Sempre tua Lê.
André,
muito obrigada pelas tuas palavras e pelos passos de flores.
Um abraço para ti.
Benny,
feliz com a tua leitura, obrigada!
Abraços,
Gostei da leveza desses passos.
Seguro estou que essa caminhada chega ao seu destino com firmeza e sucesso.
Parabéns!
Rangel,
tanto me alegro com as tuas palavras!
Obrigada por acreditar...
e obrigada pela leitura.
Um abraço,
Henry David Thoreau falava muito dessa arte de caminhar,
andar a pé, por onde a mente também nos acompanha.
belo texto.!
Letícia:
Voltei prá reler o teu texto, bela prosa poética, inclusive pela sua brevidade.
Me despertou a curiosidade de saber se alguma paisagem, algum lugar específico, te inspirou.
Um abraço.
olá letícia,
meditar sobre as caminhadas é um excelente exercício, e aqui me vieram ecos de alberto caeiro. nos levas contigo, como num passeio sem mãos dadas, apenas seduzidos pela atmosfera de seguir caminhando. e me vi, repentinamente, surpreendido com o teu estou em casa, a me perguntar: chegaste em casa mesmo, ou estás dizendo que a casa é o proprio caminho? e nem importa, né?
beijos,
r
ps: não deixei de escrever... é que demoro mesmo a postar... tenho estado muito envolvido com trabalho. mas agora quero me dedicar um tanto a ler e comentar a produção dos outros cá no overmundo!
Olá Humberto,
quem melhor de Thoreau na arte de caminhar, e da natureza “sugar a essência da vida”?
Bela lembrança, obrigada.
Um abraço,
Levi,
que honra tê-lo novamente aqui. Mas não perca tempo relendo muito minha prosa. Como diriam lá pros lados de Bagé, “não gasta pólvora em chimango”... (merecem ser relidos os “versos baldios” do Benny, isso sim).
Apesar de ter nascido em Porto Alegre e morar lá, tenho fortes vínculos afetivos com a região da campanha e com a serra alemã. Os dois cenários me inspiram muito. Mas quando escrevi “meus passos” - e de fato dei aqueles passos - estava na serra, em uma rápida visita à família (pois estou morando na Itália).
Se fosse na campanha, substituiria as araucárias pelos bosques de eucaliptos... igualmente majestosos.
Um grande abraço,
Lê.
Renato,
muito boa percepção do duplo sentido de “estar em casa”...
Fisicamente, sim, eu havia de certa forma chegado em casa (mas para em poucos dias abandoná-la de novo), já que estar pisando na minha terra, no meu país, sempre faz com que eu me sinta no meu chão.
Mas a idéia de que eu possa, ao trilhar um (velho ou novo) caminho, reconhecer-me, redescobrir-me e mesmo reinventar-me – e, assim, sentir-me em casa a não depender de onde fisicamente me encontre – esta é de fato uma idéia fabulosa.
Abraços,
Letícia.
Lindo texto...lindo... Caminhei com você nos teus bosques velados de araucárias... Abçs...
Nydia Bonetti · Campinas, SP 5/9/2007 07:04
Cara Nydia,
obrigada! Coisa boa saber do compartilhar de minha caminhada. Nada mais poderia desejar com os meus pequenos passos em prosa.
Um abraço grande.
Amiga Letícia,
adorei esse teu espírito de determinação em busca do objetivo.
Os pés gelados, a neblina cerrada envolve num abraço o corpo todo, isso é poesia. Meus sinceros aplausos e beijos.
Carlos Magno.
Carlos,
fico muito feliz com a tua leitura e que tenhas gostado.
Obrigada pela gentileza de tuas palavras...
Um abraço para ti!
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