MEUS PRIMEIROS TROPEÇOS NO AMOR
Quase sempre nos pomos a matutar sobre a vida quando a temos corrida por longos anos ou então se as tropelias são tantas em tenra idade que fazem jus a isso. Estou no meio termo: nem sou tão velho assim, nem tive uma vida atribulada na adolescência. Mas algumas reminiscências hoje me fazem rir, e creio que também a quem ler esta crônica.
Era costume entre os adolescentes de minha turma em Carolina, para ganhar confiança e “chegar junto” na gata em uma festa tomar um copo americano da mais pura aguardente. Eu sempre ia às festas na companhia de dois ou três amigos inseparáveis, colegas de turma do colégio. Éramos tão amigos que quando um levava chifre da namorada os outros três sentiam juntos a dor de corno. Andávamos a pé, a cidade pequena colaborava. No grande largo do Colégio Sertão Maranhense, uma construção secular em forma de U com calçada alta e pátio central, acontecia a maioria das festas. Nas ruas em volta do largo as biroscas eram muitas, onde eu e meus colegas fazíamos fila entre os outros fregueses para “um copo de coragem”. Depois de virar o copo de um só trago e sem intervalo para o fôlego, pedíamos ao bodegueiro vários chicletes de menta para escamotear o bafo. Se resolvia, não sei; mas as meninas nunca reclamavam de nada.
Em 1977, eu com 17 anos incompletos, primeiro ano fora de casa, era ainda completamente xucro em matéria de amor. Elaborava então lentamente uma complexa técnica para as instâncias amorosas: simulava beijos de língua na pele das costas da mão que deixavam marcas roxas; ensaiava a abordagem e vários diálogos que não permitiam brechas para uma recusa; enfim, satisfeito, aprovava e repassava amiúde como uma lição a minha própria teoria amorosa. Pobre do Ovídio, se já o conhecesse àquela época, estou convencido que desdenharia com soberba de sua “obsoleta” técnica da Arte de Amar.
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Caro J.J..
Deu saudade dos meus tropeços da adolescencia, com os quais
aprendi muito ,e creio que você também.
Aprendendo, aprendendo, e continuando sem entender o amor.
Abraços.
hahaha...
é Ovídio que se cuide! afinal...tempos modernos, rs..essa é boa.
muito bom.
Foi muito interessante conhecer os teus tropeços no amor.
A saudade nos convida a dar um giro no passado depois que a gente lê essa tua crônica.
É uma bela reminicência. Parabens.
Carlos Magno.
jjLeandro,
Tropeçamos juntos nas histórias do despertar para o amor!
Amei!
Marluce
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