Miséria
Olhai os lírios,
Das ruas,
Travessas,
( vielas )
esquecidos como sobras,
Nas sarjetas,
Fétidas,
Alimentam-se,
De restos,
Padecem
de
Exclusão,
Mal do individualismo,
Cárcere de almas em litígio,
Sonhos,
Perdidos,
Cólera e temor
O homem de olhar banal sentou na amurada,
Soluçava!
Abaixo o mar violeta,
Amanhecer,
Sua tristeza inundava o querer,
Enxergava sombras,
Na mais fatídica escuridão,
O filho,
Falecera,
Inanição...
Uma lágrima violou,
As leis,
Gravidade,
Caiu,
Suprema,
Austera,
Nas entranhas do mundo...
A exclusão social é uma forma de ataque em quem não tem defesa. É um ato de distorção do tempo e espaço, do tempo por tratar-se o outro como que alguém nascido do descaso, do mero ocupar das horas; do espaço, por traduzir vida em mercadoria, trazendo ao sol apenas sua própria nesga de terra, impingindo a si mesmo os poderes
de senhorio, posseiro e donatário, aquele a quem cabe distinguir e tornar-se distinto.
Marcos André Carvalho Lins
Belo texto.
Ah...tem mais um texto meu para votar:
http://www.overmundo.com.br/_banco/produto.php?titulo=todas-essas-formas
Marcos, a exclusão, sem dúvida é uma das grandes maszelas da sociedade.
Que um dia possamos olhar os lírios da ruas e encontrarmos tão lindos tanto quento os 'lírios dos campos'...
Grande abraço
OLÁ, GOSTEI MUITO!!!
AGORA CONTO COM VC PARA O RAPP DO INDIVIDADO!!!
E POS FAVOR ENTRE NA www.YOUTUBE.COM.BR PARA ASSISTIR MEU VIDEO:*HUMURISTA*-BRIAÇO DO ZÉ DO CORGO!!
PASSE PARA UM AMIGO PASSAR PARA OUTRO AMIGO....!!!
VC JÁ TEM MEUS VOTOS!!!
É poema prima, clamando para aquilo que não se tem,pessoas que são tolas, individuais e individualistas sem perceber que amanhã ele será caído...
Jà deixei recado pra você...combina bem com o teu poema, apesar que por lá acabou o tesão vendo o descalabro do ser humano com o chão que pisa....
Parabéns...
bju
Meu querido essa é a bandeira,esse é o poema.parabens!
meu carinho e meu voto.
ó cara eu gostei também do seu negócio. Parabéns. A sua poesia soa como uma ofensa aos poderosos carniceiros do mundo.
abraços (me visite véio!)
Oi... com destino certo sua poesia, a fala de quem tão pouco pode fazer por si e tão injustamente colocado na divisão dos bens, na partilha das terras, no direito aos direitos. Abraço.
analuizadapenha · Natal, RN 29/3/2008 08:45
Gostei e votei. Parabéns....
www.clerioborges.com.br
Esse é um triste problema, o qual a cada dia fica pior. Abraço e voto.
Falcão S.R · Rio de Janeiro, RJ 29/3/2008 13:00
Muito me anima vê-lo postar poemas contra a miséria humana.
Isso (também) é poesia...
Valeu!
Grande abraço.
Benny.
AMIGO MARCOS!
A miséria é imperdoável... Nascemos pelados e iguais geneticamente. Temos sangue... Ele é vermelho! Viemos do mesmo ancestral... Somos seres superiores? Não... Claro que não! O planeta Terra é de todos os seres vivos! Se eu sou um ser vivo e moro no planeta Terra, cadê (ou quede) a minha parte de terra? Os outros seres vivos pegaram a minha parte e de outros seres vivos... E criaram os países! As nações são de todos os habitantes que nelas vivem? Qual o segredo de alguns não terem um teto? Alguns são mais espertos que outros?
As mesas de poucos são fartas... A maioria come os restos dos poucos! Parecem porcos - outros seres vivos - geneticamente parecidos com os humanos... E assim, humanos criaram leis! Leis para poucos... Para seres humanos! Não para porcos... E estes seres humanos espertos, manipulam a apropriação daquilo que é meu (e de outros) por direito! Sou um cidadão do planeta Terra! Onde está a minha parte de terra? Onde está minha dignidade humana? Foi jogada aos porcos?
A “miséria” é uma afronta à vida... Brasília Teimosa que o diga! E os mares já não são de peixes! As lulas dominam os oceanos? Sei lá... Estou triste!
Gostei da reflexão poética! Até viajei...
Parabéns...
Abraços.
Lailton Araújo
Gostei demais deste poema. Por isto, li, reli e votei.
abrs,
É, a exclusão social é isto mesmo causa e feito, como cachorro correndo atras do proprio rabo.
um bom, com a tua marca,
um abraço, andre.
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