Miss Amy Winehouse, Vagabundas, Disciplina e meu PAUM *
Certa proposta.
Corro, e ao correr, pelas calmas manhãs, em lugares tranqüilos da periferia desta modesta cidade do interior, posso observar meu corpo. Reage bem à essa nova fase de “corridinha da saúde”, (aquela de passo leve, rococó-mosaico, em que quase não se quer sair do lugar, mas lá se vai) e a ociosidade se esvai... O corpo, essa instituição biopsicológica, reativando sua memória disso, demonstra gostar da coisa, quer mais, ir além... e através da minha mente deixo. Lembro de tantas coisas, nesse constante remeleixo, inclusive de Miss House... que se foi, muito além de comportamentos de “renúncia”, de excessos e riscos da sorte, da morte, de um norte forte e sem volta. Jean, Joplin, Presley, Morrisom, Regina, Monroe, Seixas, Jackson e tantos se foram assim... de nada, por nada, para o nada... deixando curiosidade e memórias vãs como a realidade desse mundo que (outros) ousaram chamar de Maya (ilusão). Aquela garota que cantava bem, diferente, autêntica como cada um o é, absorvida pela indústria, “corroída” foi (Chapplin) e, rodou a roda de sansara (sânscrito-devanagari: perambulação - Vida e morte-Budismo). Ora, em uma sociedade pós industrial, pós cultural, pós capitalismo selvagem (agora se domesticando na aldeia global), pós e ultra-consumista, as mulheres querem mesmo é demonstrar, exibir e coibir com a exposição gratuita a posse material do patrimônio natural que possuem. Então mostram seu ouro, seu corpo para competir “de igual para igual”, com toda a posse material de outrem, certamente induzidas pelas mídias, neo-mídias e outras perfídias, que delas fizeram objeto, consumo, produto. Nisso confundem-se enquanto corpos pessoais com as imagens materiais e poluem com a beleza de seus corpos semi-nus todas as outras coisas, promovendo uma orgia que nos levará a um belo caos. Eu gosto e respeito mas, uma linha tênue e imaginária coordena minha mente em profusão, compondo já o primeiro risco de um desenho... um conjunto de pontos, bem dispostos, perfaz-se em longa linha, um fio, um arame, um cabo de aço, uma corda, um muro, uma muralha, um caminho pavimentado, um planalto, um planeta, um planetinha qualquer e salve-me Antoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe de Saint-Exupéry...pois sou ainda um pequeno-princípe em tão imenso maquiavelismo da civilização descivilizada! Um emaranhado desordenado, onde do nada me pergunto se um conjunto de fios, de linhas pode compor o que chamaríamos de uma “disciplina estética”? Não precisamos ir longe: - depende do significado que dermos a isso e ponto, quer queira final. Tradicionalmente temos reserva da autoridade, venha ela de onde vier... (andar meio nu?). Lembro-me agora, de Gilberto Gil, enquanto ministro, muito zen, falando de “Ubiqüidade”, (qualidade do que é “universalmente presente”, está em toda parte, todo lugar) e ele falava isso para nós, inclusive ele, que confundimos “disciplina”, com “Doutrina”, com “ordem”, com “sistema” e com ainda outros “temas” mas e por outro lado, tudo isso pode ser “similar” e não “igual”. Permitam-me: Disciplina tem origem etimológica similar a “discipulado”, “aquele que segue”. Já “Doutrina” é genericamente “conjunto de princípios” e, “Ordem” é tradicionalmente, “A Disposição Natural das Coisas”...Já “Sistema” é o modo, a combinação de partes que, coordenadas, concorrem para certo fim então, “Disciplina” possui acepção de seguir, “Doutrina” de “principal conjunto”, “Ordem” de “disposição natural” e, “Sistema” de “modo combinado” ... Observemos, Seguir, (“Disciplina”), seguimos Princípios (“Doutrina”), em “Ordem”, (que é a disposição natural das coisas, já implícita em “seguir”) mas, seguimos de certo modo, portanto “Sistema” daí, deduzimos que: Culturalmente seguimos princípios, em disposição natural mas, seguimos de certo modo. “Certo Modo”, de sistema, quer dizer “Não discordante”, até e mesmo, “Harmonioso”. Daí, de –pensar que se é desarmonioso- é de onde vem o que chamaríamos rebeldia, ou “disposição contrária”, tipo insubmissão, revolta, tanto de Miss Amy, das “Vagabas”, ou do meu *PAUM, procurando perscrutar certas questões e “levantando a bola”, em meus humildes textos, procurando elucidá-la (a bola), “depois do meio de campo”, em “área inimiga”, (-“pensar é complicado”, disse meu engraxate), procurando (eu), assim um pouco de livre-pensar (!) em meio à minha disciplina própria de seguindo o vazio, ser contemporâneo e nisso, - Ver as coisas como são e onde estão-, -Como um almoxarife tonto-, às vezes louco varrido, ao -avalanche principal (de princípios) pós moderno- onde quantidade (midiática recorrentíssima), é sinônimo de doutrina e não nos resta, em nossa “disposição natural”, nossa verve, nossa ordem, seguir a ninguém, mas temos obrigação de - Ubiqüidade Universal-, (obrigação, necessidade ou condição?), literal, imagética, semântica e quântica- e alimenta-nos sempre, a ilusão de termos “saído do sistema”???? (Vai Miss House...) Certa garota linda, soberana, madura e intelectualmente livre, (por isso mui bela), -Assim como as mulheres deveriam ser-disse-me certa-vez, quanto a questão esotérica religiosa: -“que não gostava de doutrina e ” (e acrescento eu -esses troços-). Entendi que ela dizia em verdade, estar aversa a seguir princípios, em disposição natural harmoniosa... Lamentei pois reflito muito sobre isso, que me é objeto de pensamento e hoje, meu corpo percebi, sugeria mas de certa forma reclamava de maneira imperativa, quase impunha em harmonia com tudo ao redor, (e suas pró-disposições biológicas internas), certa disciplina a mim, “seu dono”, que muito e em audição dedicada o seguia ao correr de certo modo, certa quantidade e certo tempo, nessa busca constante de liberdade, autonomia, harmonia e...pensamento em um mundo bastante problemático onde um discurso emblemático nos consome a opinião... Impõem-nos a idéia da segurança de seguir, vendem-nos a título de “princípios”, nossa condição digo, “disposição em escala natural” e com isso, convencem-nos de que “nosso modo” é (pode ser), “original”, porque iludem-nos com uma idéia, (uma interpretação), da Idéia de “liberdade de pensamento”, (claro, dentro do modus vigenti e operandi). Com certeza nossos tradicionais escolásticos, não sabem, (souberam), portanto não podem nos falar da verdade e, em sua maioria, os “seguíveis” detentores de distinções, não podem localizar em relação a isso, nem a ponta do “Fio de Ariadne” ou (nem) a tampa da “Caixa de Pandora”, quiçá o “Curso do Rio” ou mesmo a “Sustentável leveza de ser”... Mas, como dizia, alimenta-nos sempre, a ilusão de podermos “saír do sistema.
Ora, e novamente Ora (e orai, pois é preciso -Mudar de plano-), nem a morte é para nós solução. Desse lado, iludidos todos estamos (e retro-seguimos) com o –Metabolismo do Ouro- (-O conjunto de valores materiais da Terra), e do outro “Lado do Véu”, com o
-Metabolismo da vida- (O conjunto de forças que nos impõem certos caminhos post-mortem)... desditas e benditas à parte, na melhor das hipóteses procuramos trôpegamente responder o trio clássico e sistemático: - “Quem somos, de onde provimos e para onde vamos” , assim encerro esta certa proposta.
PAUM - (Pontifícium Analisem, Usurpadorium de Modestium).
At. Zemh Teixeira
Inverno de 2011 dedicado à DD.
Que é afinal livre-pensar ( e disso deveria "vir tudo")? Mas, como dizia, alimenta-nos sempre, a ilusão de podermos “saír do sistema.
Ora, e novamente Ora (e orai, pois é preciso -Mudar de plano-)mas,mostram seu ouro, seu corpo para competir “de igual para igual”, com toda a posse material de outrem e, inclusive de Miss House... que se foi, muito além de comportamentos de “renúncia”, de excessos e riscos da sorte, da morte, de um norte forte e sem volta. Desse lado, iludidos todos estamos (e retro-seguimos) com o –Metabolismo do Ouro- (-O conjunto de valores materiais da Terra), e do outro “Lado do Véu”, com o
-Metabolismo da vida- Eu gosto e respeito mas meu PAUM - (Pontifícium Analisem, Usurpadorium de Modestium). não me deixa mentir!!!!
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