Em meio a brumas e neblinas de mistério
ela repousa...
No crepúsculo vai em busca de abismos, becos escuros,
Densas florestas, para exercer o seu maior prazer
o ato de ser enfrentada.
Caminha por sobre os lagos profundos toca
o desconhecido o não descoberto,
flutua pelo ar incansavelmente a procura de
tocas inexpugnáveis.
Desliza entre madrugadas desertas
mantendo assim sua áurea de possibilidades
infinitas, sempre a se ocultar, nos devaneios se manifesta,
cada vez mais presente na voz,
no som dos passos ao longe no cair
de uma rocha na fenda mais negra e profunda...
O poeta ao sentir sua presença se assusta, mas relaxa,
e se tranqüiliza: - A bom, é apenas a mística pairando pelo ar...