Mistura

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Sebastião Firmiano · São Paulo, SP
10/3/2007 · 89 · 8
 


Roubar o âmbar de seus olhos
E as minhocas que são seus miolos
Juntar nossos desejos
Fazer inhec-inhec

Temperar com o sal do suor
A pimenta curtida na dor
Que antiga, já se foi,
Deixando só o caldo
Pra temperar com ardor
Nosso amor/ nosso amar
E o nosso amor de novo

Plantar meu néctar
No solo do seu corpo
Ainda que para isso
Minha poesia mude de tom
Mesmo porque, eu já mudei.
De mim para dentro de ti.
E assim me desfazendo
Para perpetuar a semente
Sugar seu hálito e suor
E injetar prazer e gozo
Fundir uma nova alma
Fruto da nossa mistura
E fome de felicidade.

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Sebastião Firmiano
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Rangel Castilho
 

Sublime ato de amor!!
E que o amor nos abençõe....
Salve, Sebastião!!!!!!!!

Rangel Castilho · Anastácio, MS 9/3/2007 00:06
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Robert Portoquá
 

Que a bênção do amor/prazer caia sobre "nosotros"!
Belo Sebastião. "Sem medo de ser feliz"

Robert Portoquá · Adamantina, SP 9/3/2007 22:32
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Carlos ETC
 

Uau! Que beleza, mestre Firmiano!
Isso cheira à mais pura natureza... cheira o natural!
Grande abraço, mestre!

Carlos ETC · Salvador, BA 10/3/2007 00:33
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Francinne Amarante
 

puro amor!
de tom em tom, semea seu canto.
eh Firmiano..que coisa linda, hein?
beijão
Fran

Francinne Amarante · Brasília, DF 10/3/2007 01:59
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Sebastião Firmiano
 

Obrigado a todos.
Estava sem pc. por isso a demora em responder.
Abraços Rangel
Abraços Portoquá
Abraços ETC.
Abraços Francinne.

Sebastião Firmiano · São Paulo, SP 15/3/2007 01:25
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Marcos Woortmann
 

Que bonito ato de amor vc descrever seu amor aqui para nós :)

Marcos Woortmann · Brasília, DF 23/3/2007 02:09
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zepereiranoticias.blogspot.com
 

Lindão. Já que você reclamou que eu ando não escrevendo nada ultimamente, resolvi fazer isto em sua homenagem:

Com a boca ainda muito amarga do vômito,
Ela beijou-lhe na boca, ante o olhar atônito
Da bisavó. Revirou os olhos como se amasse,
Fez-se toda sorrisos, a cada jura de felicidade,
Posto que sabia só para si de toda a verdade:
Era melhor esconder a barriga o quanto desse.

O corpo ia desfalecendo na ponta dos braços,
Como um condenado se entrega ao cadafalso.
Ela ainda sonhava, mas a vida não reservava
Perdão; naquela noite triste e sem paixão,
Ela se vingou de amar-lhe tanto, e então,
Sob os lençóis do pecado, amou como escrava,
Suou como prostituta, fez e desfez bem mais
Que podia. Ele, seu amante, seu capataz.

Quando não mais agüentava em seu peito,
Chamou-lhe no canto, e disse sem jeito,
Que carregava a criança de um outro rapaz.

Ele passou vários noites andando a esmo,
Se embriagando pelos bares do centro, mesmo
Evitando olhá-la nos olhos. Sem nem pensar,
Bêbado e chifrudo, tomou nas mãos uma faca,
Disse pra si: eu ainda acabo com aquela vaca,
E voltou ao barraco querendo de verdade acabar
Com a mãe dos seus filhos. Mas quando olhou
Fundo nos olhos dela, viu o assassino e parou.
Daqueles olhos infiéis escorria uma gota de dor.
Ele abraçou o seu ventre, ela pediu-lhe perdão,
E sem que trocassem um olhar de compaixão,
Eles se amaram. Ela era o pecado, ele o amor.

zepereiranoticias.blogspot.com · Belo Horizonte, MG 2/4/2007 11:14
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zepereiranoticias.blogspot.com
 

Reformulando:
Sentindo ainda o gosto amargo de vômito,
Ela beijou-lhe na boca, ante o olhar atônito
Da bisavó. Virou os olhos como se amasse,
Fingiu uns sorrisos a cada jura de felicidade,
Escondendo até de si toda aquela verdade:
Precisava esconder a barriga o quanto desse.

Seu corpo se desfalecia na ponta dos braços,
Como um condenado entregue ao cadafalso.
Ela não sonhava, porque a vida não reservava
Perdão; naquela noite tão triste, sem paixão,
Ela se vingou de amar-lhe, e por isso então,
Sob os lençóis do pecado, foi a sua escrava,
Suou como prostituta, fez e desfez bem mais
Do que era permitido. O amor era seu capataz.
Quando não mais agüentava em seu peito,
Chamou-lhe em um canto, e disse sem jeito,
Que carregava a criança de um outro rapaz.

Ele passou vários noites andando a esmo,
Se embriagando nos bares, evitando mesmo
Olhá-la nos olhos. E sem conseguir pensar,
Em mais nada, tomou nas mãos uma faca,
E disse pra si: eu acabo com aquela vaca!
Voltou ao barraco com a intenção de matar
A mãe dos seus filhos. Mas quando olhou
Fundo nos olhos dela, viu o passado e parou.
Daqueles olhos escorriam lágrimas de dor.
Ele abraçou-a no ventre, ela pediu-lhe perdão,
E sem demonstrar um pouco de compaixão,
Eles se amaram. Ela foi o pecado, ele o amor.

Ela não fez nada de errado, ele foi um ator.

zepereiranoticias.blogspot.com · Belo Horizonte, MG 2/4/2007 11:40
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