Nesta corporação da vida
sou apenas um Silva
filho do lirismo e da tecnologia
com dedos que me levam ao fim do dia.
onde caio, levanto, canal em canal
às vezes masturbo meu eu intruso
com litros de cola no estômago
sangrando letras na ferida aberta
Eu berro mudo ao redor do mundo
cancelando desalegrias, control Z
cantando versos de Vinícius,
eu sei que a amada ainda está viva
ecoando com Cartola, pois o mundo é intranqüilo,
e, Silva pequeno que sou, carrego meus livros
pisando passos de labirintos.
Excelente, Ramiro!
Muito, muito bom!
legal , ramiro!!
abs.
"Eu berro mudo ao redor do mundo cancelando desalegrias..." Fantástico!
brigitte · Goiânia, GO 27/1/2007 21:03
Gosto muito desse teu poema. Manda ver...
Pedro Vianna · Belém, PA 13/2/2007 19:09
ramiro,
beleza de texto, com imagens vibrantes, entrópico, num bulício de contemporaneidade exemplar. gosto bastante... soa cena, soa transiente... soa.
abraços,
r
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