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Pobre pensar!
Couraça de fino alumbramento.
Passo a adornar o belo.
A guiar o verbo. A domesticar o poeta.
Por si só o cansaço se morre de tédio e arrependimento...
Mas cônscio eu bebo a chuva idosa.
Arremessar o momento
É como acoitar as mariposas desgovernadas...
Ofereço ao tempo
O grude e o trago do mediterrâneo.
Navego de volta à língua.
Retornar ao céu de vidro coberto de madrepérolas,
Ir além dos passos idos da montanha de mim:
É quase um dever de vida,
É quase uma guerra santa
De inoperância e desordem...
tags: Castanhal PA poesia montanha-de-mim caiomariojorge castanhal para textos-literatura
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informações |
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| Autoria |
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Caio Mário Jorge |
| Contato |
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caiomariojorge@gmail.com
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| Data |
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16/10/2007 |
| Arquivo |
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20 Kb ·30 downloads |
| Licença |
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