Num copo de bar,
Numa infecta latrina,
Num beijo melífluo
Está um vírus cruel,
Em seu poderio infernal,
Brinca de esconde-esconde
Num jogo amargo e infame.
Numa viagem clandestina,
Uma bomba palestina,
Faz um corpo estilhaço
Num desfecho ingrato.
Um corpo estendido
No hospital da aldeia,
No albergue de fim de vida,
Escorre gota a gota
Em precórdicos ruídos abissais,
De uma discórdia precisa,
Entre o continuísmo criativo, respiratório, cabalista...
E o fim inerte, pútrido, indefeso...
As surpresas do músculo pulsátil,
Ainda, jovem que pára;
Agora,
Gongo silencioso
Imerso em seus sonhos;
Angustiado coração que não pára
Num corpo rígido,
Vivente escravo de tubos, poções...
Que se mantém neste mundo,
Como punição cibernética,
Ao fugidio calor uterino,
Na incompreensão do sentido vital.
Morte que se aninha
Na batalha fratricida,
Que toma conta do corpo
Na degenerescência neural,
No distúrbio hormonal,
Que faz fim a montes celulares
Na pústula final,
Que se aproxima sorrateira
Em despejos infecciosos inconseqüentes.
Salve, Frederico!
A morte, esse ser infalível, tem mil formas.
Às vezes, cantá-la faz com que seja mais branda...
Belo escrito, muito bom.
Abraço Pantaneiro.
gostei.......apesar das varias idas ao dicionario.........rsrsrssrs
um texto forte.....bem construido e impactante.
sabe, a pior poli-titica que existe.....é o amém que damos
áquilo que nos ataca a vista ...que nos perturba a nossa paz. acho.
ahhh qdo morre se a esperança. fim.
bjs;
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