Se acaso, abstrato até do que tenho sonhado
Ainda estou neste mundo só comigo
E, sincero, ao que já não serve nada
Pelos mesmos caminhos enveredados, sigo.
Domina em mim desfeito o que já contei
Como minha imaginação aberta que falava
E muito pouco daquilo que provei
O amargo e o doce do acordo planejado.
Aí me solto, abro as mãos e tudo largo
E conto o tempo, nutro a minha aparência
E me confundo se fora tudo sonhado
Ou de verdades que me dói a consciência.
Se em outros lugares a vida teme aportar
E de pequena se faz, triste dormida
Se por encanto a lua e o sol ficam a desenhar
As mesmas aflições e esperanças repetidas.
Os conflitos que experimentam a maioria dos habitantes da terra.
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