Foi uma ressaca
Esse amor de fumaça,
Panfleto de emoções.
Foi o gás atingindo o espaço,
Sufocando o avesso.
Foi confronto de partículas,
Descoberta do que é cético.
Foi doce de hortelã, purgante,
Azeite de dendê no acarajé apimentado.
Foi um remonte de aconchegado,
Osso duro de roer.
Foi um querer matando a gente,
Foi a gente sem se querer,
Foi começo de fim de estrada
E amando matei você.
Foi falta de abraços fortes
Que braços só pude ter.
Foi o regalo de fim de noite
Que só se sabe ao amanhecer.
É praga, é visgo grosso.
É traça traçando a sorte,
É morte traçando o amor,
É vida da tua vida
Na vida de um sonhador.
Foi.....
A Alegoria da Primavera de Botticelli colocada aqui junto ao meu trabalho mostra uma mistura de racionalismo, com neoplatonismo e cristianismo da época. Esse florentino, quando pinta "A Primavera" pra Médici na Vila Di Castelo, com representação de Afrodite e Eros, Clóris e Zéfiro em transcendência, mostra o lado do novo envolto ao nascimento dessa primavera. Há elementos importantes como as flores, a luz e a alegria, o jubilo!!!!!
A pintura que representa e festeja a chegada da primavera no meio de um bosque de laranjeiras.
Essa obra ainda trás ornamentos típicos das famílias "xiques" da época...
A pintura com a imagem forma num todo do meu trabalho fala desse neoplatônico no amor.
Ecila,
na sua divagação sobre a paixão que se derrama/derramou, inspira um belo poema, que dá um quê de dor e nostalgia, mas sensata apregoa:
"E amando matei você."
Parabéns ao poema
beijo
Cristiano acho que fui feliz nesse trabalho porque ele fala da paixão de uma forma louca, comprometida. Uma forma doentia, avassaladoura. Acho que o eu poético estava perdido de amor.
Ecila Yleus · Recife, PE 29/8/2008 08:36
Ecila,
lindo poema
são tantas coisas que a gente faz
movida pela paixão, que muitas vezes
nem a gente se entende...
..." foi um querer matando a gente
foi a gente sem se querer"
bjsssss
Muito interessante esta coisa de colocar o fugaz. Adorei demais do jeito que escreveu. Muito lindo e inteligente. Maravilha.
Hideraldo Montenegro · Recife, PE 29/8/2008 13:14
Amando matei vc! Sim, poeta, é morte traçando amor.
Como sempre sua poesia é majestosa. Sua verve é admirável, borda o pensamento, veste a lógica em alto estilo.
Parabéns
bjos
CD
Oi Ecila, mudança de paixão, derramada em profusões desse sentimento danado de bom!
beijão
RealmenteTem uma poesia que eu não sei o autor agora, que diz assim. è por certo na vida um triste , um desgraçado o que nunca chegou a ser assim amado ou amou assim nenhuma vez. rsrsrsrsrsdrsr
Ecila Yleus · Recife, PE 30/8/2008 12:14
Amiga, vou deixar a apresentação da sua obra de lado.nada entederei dela.Agora seu texto tão maravilhoso que se pode ver .
O regalo de fim de noite que só se sabe ao amanhecer.
Um beijo em seu coração.
Volto.
Clara minha linda clara te adoro sabia. O Botticelli é um pintor que fez suas pinturas na época do Rei Médici, e fazia as pinturas só para a família dele, só que os traços feitos pelo pintor mostrava a natureza que era trabalhada antes no paleolítico, quando o homem começou nas cavernas a descobrir o desenho e desenhou as mãos , como também depois os animais. Depois veio o período neolítico em 10.000 antes de Cristo, quando o homem começou a desenvolver-se na agricultura, na pintura. Seus desenhos agora eram geométricos, racionais. No tempo de Botticelli estava envolvido o conceito de platão, o conceito político da época e o religioso. Nesse momento o pintor solta a beleza da natureza e uma nova forma de ver do amor. Um amor menos platônico. Platônico significando um amor desmedido.Cheiro.
Ecila Yleus · Recife, PE 30/8/2008 18:20
"Amor platônico, na acepção vulgar, é toda a relação afetuosa em que se abstrai o elemento sexual, idealizada, por elementos heterossexuais de gêneros diferentes - como num caso de amizade pura, entre homem e mulher.
Esta definição, contudo, difere da concepção mesma do amor ideal de Platão, da qual surgiu a atual idéia grosseira, o filósofo grego da Antigüidade, que concebera o Amor como algo essencialmente puro e desprovido de paixões, ao passo em que estas são essencialmente cegas, materiais, efêmeras e falsas. O Amor, no ideal platônico, não se fundamenta num interesse (mesmo o sexual), mas na virtude".
Os neoplatônicos não acreditavam no mal e negavam que este pudesse ter uma real existência no mundo. Isto era mais uma visão otimista do que dizer que tudo era, em última instância, bom. Era dizer apenas que algumas coisas eram menos perfeitas que outras. O que outros chamavam de mal, os neoplatônicos chamavam de imperfeição, de "ausência de bem". Neoplatônicos acreditavam que a perfeição humana e a felicidade poderiam ser obtidas neste mundo e que alguém não precisaria esperar uma pós-vida (como na doutrina cristã). Perfeição e felicidade (uma só e mesma coisa) poderiam ser adquiridas pela devoção à contemplação filosófica.
Ecila Yleus · Recife, PE 30/8/2008 18:31
A descoberta do que não era tão perfeito assim e foi....
Ecila Yleus · Recife, PE 30/8/2008 18:33
Querida Ecila,
Iniciando sua votação.
Então é isso!
" amizade é o amor que nunca morre"
bjssssssss
Minha querida!!! Adorei a aula e agradecida voto.Acho e só agora percebo que acaleitei por tempo longo um amor platônico,apenas suave e sem apego sexual.
Aprendi muito com sua explicação.Obrigada e um beijo em seu coração.
Meus lindos amigos beijos e um excelente domingo
Ecila Yleus · Recife, PE 31/8/2008 11:07
Querida Ecília:
Muito forte e determinada a sua "Mudança de Paixão".
Quando o gás atinge o espaço e sufoca o avesso é hora de entender o incompreensível ...
MARAVILHOSO!
Também gosto muito desse quadro (A Alegoria da Primavera de Sandro Botticelli) e da sua transmissão dele.
Beijos_Meus*
*
Opsssssssssssssssssssssssssssss!!!!!!!!!!!!
Para o BANCO!!!
Não estava por aqui no fim de semana.
"É morte traçando o amor,
É vida da tua vida
Na vida de um sonhador."
Mas não podia deixar de ler
um abraço
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