Mulheres Idealistas

1
Vitória Caroline · Tupã, SP
10/8/2014 · 1 · 1
 

Durante muito tempo, as mulheres foram vítimas da opressão. Elas eram proibidas de trabalhar, estudar, de exercer sua cidadania através do voto, as mulheres não tinham direito à liberdade. Na concepção da sociedade, uma mulher tinha como finalidade casar-se, ser uma esposa submissa, ser uma dona-de-casa exemplar, cuidar da casa, dos filhos e do marido, enfim. Ser uma mulher “Amélia”, como diz a música de Roberto Carlos. Moral da história: a pobre mulher desde muito cedo já era predestinada a cumprir essa sina machista, a partir do momento em que seus pais lhe arranjavam um casamento ainda na adolescência, com um estranho que ela nem conhecia. Sem opção de escolha, ela casava-se com o indivíduo e era obrigada a obedecer àquelas propostas tão machistas.
Aquela situação era pouco questionada pelas mulheres. Até porque, era a cultura daquela época, e também as mulheres eram acometidas pela ignorância e pela falta de instrução, pois eram privadas de acesso ao conhecimento, logo não refletiam nem tampouco questionavam sua condição.
Mas felizmente essa situação não perdurou por muito tempo. As mulheres passaram a ter mais acesso ao conhecimento, e consequentemente questionar sua condição. E aos poucos, por meio de muitas lutas, protestos e reivindicações, elas foram conquistando direitos inalienáveis. Para começar, elas conseguiram o direito de votar. Depois, muitas das mulheres finalmente “saíram da cozinha” e foram trabalhar fora de casa, estudar, ter uma formação acadêmica. Aos poucos, elas deixaram de ser aquelas mulheres sem sal, sem personalidade, ignorantes, alienadas a padrões machistas impostos pela sociedade da época.
Mas não foi fácil. Elas tiveram de enfrentar o preconceito e travar muitas lutas em prol da liberdade. Mas graças ao idealismo dessas mulheres corajosas, hoje todas elas podem desfrutar os direitos que antes não lhes eram concedidos, tais como o acesso à contracepção, direitos trabalhistas, licença-maternidade, salários iguais (pois as mulheres sempre ganharam menos que os homens), e proteção a violência doméstica e ao assédio sexual.
O mundo progrediu bastante em se tratando de igualdade de gêneros. Hoje já podemos ver uma geração de mulheres idealistas, mulheres que trabalham, que chefiam suas famílias e que até mesmo são chefes de Estado. Elas conseguem ter pulso firme, autoridade e personalidade no que fazem, e o mais interessante: sem perder a essência feminina. É possível ter as duas coisas. Não se pode ser extremista em relação a isso. É possível que as mulheres exerçam atividades muitas vezes consideradas masculinas pela sociedade, mas sem perder a feminilidade. E isso é muito bom, visto que apesar das mudanças de pensamento, sempre devemos tomar uma posição mais conservadora para alicerçar nossa opinião e senso crítico.
Não podemos permitir que haja uma inversão de valores. Muitos pensam: ou a mulher deve ser uma “Amélia”, como citado anteriormente, ou deve ser totalmente masculinizada. Está mais que provado que uma mulher pode votar, trabalhar e tudo mais, sem mudar sua essência original. Afinal, uma mulher nasceu para ser mulher. Nasceu para fazer a diferença na sociedade da maneira que é, sem mudar.
E hoje, finalmente vivemos em um mundo democrático, com direitos iguais para ambos os sexos. Logicamente, ainda é possível ver casos de machismo, mas esses casos são esporádicos e isolados, pois a mudança de pensamento predomina em nosso meio. E tudo isso serve de exemplo a todos nós, para que sejamos críticos e idealistas, para que saibamos lutar por nossos direitos, reivindicar melhorias, erradicar conceitos errôneos propostos pela sociedade, enfim. Mudar uma realidade absurda e fazer do mundo um lugar melhor para se viver.

Sobre a obra

Nós, mulheres, não devemos nos alienar perante conceitos machistas propostos pela sociedade. Temos direito a trabalhar fora, estudar, direito a contracepção, fazer nossas próprias escolhas. O mundo mudou. Já se foi o tempo em que mulher era obrigada a ser dona-de-casa e totalmente submissa ao marido. Agora a realidade é outra.

compartilhe



informações

Autoria
Vitória Ferreira
Ficha técnica
Vitória Ferreira
Downloads
304 downloads

comentários feed

+ comentar
alcanu
 

Vida longa a essa nova Mulher !
Um beijo !

alcanu · São Paulo, SP 11/8/2014 10:20
sua opinião: subir

Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.

baixar
pdf, 4 Kb

veja também

filtro por estado

busca por tag

revista overmundo

Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!

+conheça agora

overmixter

feed

No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!

+conheça o overmixter

 

Creative Commons

alguns direitos reservados