Rio de Janeiro, verão de 1968. Meninos e meninas bronzeados na Praia do Arpoador. O mar estava ótimo, dia de pegar onda! Naquela época, surfista não tinha patrocinador ou qualquer tipo de apoio. A galera simplesmente sonhava que o Hawai podia ser aqui. Usavam muita parafina no cabelo, camisetas e pranchas importadas. Alienados da polÃtica, moral e bons costumes da burguesia, iniciaram um movimento pela preservação dos mares e profissionalização do esporte. A ideologia era surfar a onda perfeita, não importa onde. Graças a esses pioneiros, o surf virou esporte profissional no paÃs. O carioca Rico de Souza, surfista há mais de trinta anos, detém o tÃtulo de "Embaixador do Surf Brasileiro". Rico fundou a primeira escola da categoria, no inÃcio dos anos 90. Hoje, as escolinhas não param de crescer e os meninos e meninas do Rio e de todo Brasil estão no topo do ranking mundial, surfando todas as ondas.
Tomei o postado como um beijo, Cris.
Saudades do Rio, apesar da tensão flutuante, que era desejo, eterno flerte, arrepio nas águas frias de Ipanema. Vi as Dunas. Vi Petit, quase morri;))). Sou de Sampa, mas eu me "achava" uma menina do rio;))
Parabéns ao Rico de Souza. O surf consola tantos jovens. E anda violento, que soube. O Hawai é aqui. Lá disputam ondas a tiro! Este museu traz de volta uma época. Esqueci, ao ver as imagens, da barra em que vivÃamos. Afinal, era pisar na praia e esquecÃamos. Parabéns ao Alexandre dos Santos Pereira Neto, Alexandre Mac Mac.
Obrigada, Cris! Adorei
Beijos
Oi, minha flor!
O Mac também me trouxe doces lembranças com esse vÃdeo. Éramos meninos e meninas do Rio, (não importa ter vindo de Sampa, as areias de Ipanema são neutras!) Éramos livres e despreocupados. Ficávamos horas torrando no sol, esperando nossos namorados largarem nossas rivais, as pranchas e as ondas. Mas isso só acontecia com o pôr do sol, sempre saudado com aplausos! Saudades dos beijos com gosto de mar!
Obrigada por ter vindo flutuar comigo...
beijão!
Rico é o garotão de bigode, terceiro a aparecer no vÃdeo!
crispinga · Nova Friburgo, RJ 28/10/2008 21:12
Consertando, Penho é o goratão de bigode, parecia com Rico, seu contemporaneo, um dos mais antigos surfistas do Rio de Janeiro.
crispinga · Nova Friburgo, RJ 29/10/2008 09:38
Viajei nessas imagens! Adoro ver fotos antigas e essas são mesmo o retrato de uma época. Tomara que o Mac Mac se anime a postar mais de sua produção, que pelo visto é muito boa!
Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 29/10/2008 18:30
Com certeza, Helena. O Mac será o novo colaborador do Overmundo e promete abrir o seu baú com muitas surpresas! Aguardem!
crispinga · Nova Friburgo, RJ 29/10/2008 18:42
A galera simplesmente sonhava que o Hawai podia ser aqui
muito Real
Parabéns por mais este também belo resgate histórico, amiga.
E desta vez sobre o surf, esporte tão ligado ao Rio mas que sempre vi com certa distância.
Eu invejo essa geração, como admiro os jovens surfistas de hoje. O que eu fazia naquele verão de 1968?
Militância polÃtica. Eu estava no asfalto.
Querido Eloy,
Eu certamente brincava na areia, era criança, não tinha idéia do que estava acontecendo no nosso paÃs. Minha geração viveu a censura e a plena Ditadura Militar, talvez por isso tenha nos faltado mais ideologia para viver. Os surfistas eram os hippies sobre as ondas, talvez. O lema era a paz e o amor à natureza.
Agradeço a visita, meu caro jornalista!
Ai que saudade me deu do meu arpoador Crispinga. Obrigada por esta homenagem tão real ainda hoje.
Bjss
"Vagar nas ruas desertas das pedras do Arpoardor..."
beijos, Dalena
Voltei para ver mais um pouquinho. Tão bom! Tão lindo.
Compulsão Diária · São Paulo, SP 30/10/2008 11:15
Eu era apenas um jovem infante naquela época, colecionando figurinhas e jogando bola, nem sonhava com o mundo lá fora e minha mãe me proibia de atravessar as ruas perigosas, depois que o meu irmão nasceu e eu aprendi a duras penas a dividir as coisas foi que eu fui compreendendo o valor de tudo, lendo sobre ela, essa década de sessenta, realmente foi muito louca !
um beijo !
Alcanu,
Pensando bem, loucos são os tempos de agora. Fora a Ditadura que nos foi imposta, eram tempos mais ingênuos, a violência não imperava. Felizes eram eles, os meninos dos mares, atrás dos tubos perfeitos!
de muito bom gosto, parabéns.votado.
O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 30/10/2008 18:27
Agradeço ao novo poeta pela visita e aos amigos que vieram pegar onda!
Beijos!
A onda perfeita, a nota perfeita, a pessoa perfeita, a circunstância perfeita, a cidade perfeita, a terra perfeita, a idéia perfeita é sempre e também foi minha uma idéia generosa das juventudes.
E contra elas todas as imperfeições da exploração e apropriação privada da produção social, desde antes e mesmo agora, em estertores de um perfil, no torpor, a impor a expropriação.
Nessa praia eu estive, muito antes dos patrocinadores levarem as balas para a disputa das ondas.
Como apatifam em tudo o que se metem para realizar lucro.
Esse, de 68, em que se caminhava e cantava sem lenço sem documento, foi o último verão do primeiro golpe. No próximo, o AI-5 - o golpe dentro do golpe - se encarregou de mostrar a caratonha inteira do Brasil que ia pra frente.
...
São deste tempo também essas lembranças, Cris.
"amigos presos, amigos sumidos assim... pra nunca mais..."
Querido mestre,
Tão brilhantes suas exposições que emocionam. "Bem que eu me lembro da gente sentado alÃ, na grama do aterro sob o sol, observando hipócritas, disfarçados, rondando, ao redor...Amigos presos, amigos sumindo assim... Prá nunca mais.."
Lembro quando ouvà essa música do Bob Marley, na voz do Gil, belÃssima. Era adolescente e estava "exilada" em BrasÃlia, longe do mar. Lá, na "Ilha da Fantasia", vivÃamos mais que alienados, éramos jovens tentando entender o que queriam aqueles milicos com tanta censura e austeridade. Meus amigos mais velhos já estavam na Universidade (UNB) e já começavam a participar de diretórios estudantis. Eu comecei a ler Sartre, a "A Ilha", do Fernando Morais, Subterrâneos da Liberdade, o livro proibido do Jorge Amado...Detalhe: Éramos todos filhos de militares no poder. Foi então que eu perdà a inocência...
Beijos, querido
love you
DelÃcia de fotos, Cris! Não vivi o Rio nessa época. Mas acho que essas imagens são parte de todos nós. De alguma forma, a juventude dos anos 70 era (não importando o lugar do Brasil em que estivesse) frequentadora do posto 9.
beijos
Ilha, querida
Adoro seu trabalho e sou sua fã!
O Rio nos anos 70, Ipanema, Arpoador e Posto 9, território livre, para todos! Era só sentar e agradecer à vida, aplaudindo o por do sol e o indo e vindo infinito das ondas...Era fácil ser feliz ali!
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