Sei não, sei de mais nada
tá um dia de pôr o dedo na tomada
Tem espera pra mais horas
e tanto assim , louca senhora
voraz a torto e a direito devora
Só sei que não demora
Sei que pra tudo tem hora
Sei lá
nada mais sei de nada
nem de nadar de costas
nem de dar as costa a nada
sei de ir em frente
decadente
crescente
poente
nascente
sei de um rio e de um mar
lembro até de como era amar
um dia mais, um dia menos,
uma noite mais ou menos
estrela de quantas pontas
estréia de faz de contas
um ano mais outro e lá se vai
eu fico, vou queendo ficar
não acredito que tudo passará
mesmo o passredo
embora não tenha medo
não sou de vacilar
o que dá na mesma
igual a mesa pôr
figurando doce em calda
escultura de isopor
cultura de tirar e botar
Estatura de gostar
de alturas e do ar
de lonjuras e de cá
de ficar sem ir
de ir sem ficar
de sem em nada
de nada agradada
terrificada
em água fresca
assombrada
na eira assobradada.
Tudo, aliás, é a ponta de um mistério, inclusive os fatos. Ou a ausência deles. Duvida? Quando nada acontece há um milagre que não estamos vendo. (Guimarães Rosa)
Tenha um bom domingo.
Juliaura · Porto Alegre, RS
Na eira assobradada
Uma lição de lutar, porque a hora sendo chegada, mesmo a eira mais assombrada, no mostrar a vida danada, mostra também que pode ser mudada.
Parabéns pelo Trabalho Inspirador.
Saudação Amiga.
Feliz de tornar a vê-las pessoas queridas. Grata.
Juliaura · Porto Alegre, RS 29/11/2011 15:01
Que beleza Juli, voltaste a escrever ou eu que não tenho tanto tempo para ler.
Maravilhoso Amiga Juli
bjus.
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