Amava demais Alice.
Sabia que ela tinha outros homens, não conseguia ser fiel.
Aceitava, mas o sofrimento era muito grande, sempre alerta, vigiando seus passos.
Por varias vezes desistiu, mas sua vida triste e monotona, não permitia que ele a deixasse para sempre.
Antonio estava magro, trabalhava muito, nos cais do porto.
Vivia só, solteiro, sem familia.
Caminhava na noite gelada, garoa fina e abundante
Alice era secretaria em uma grande empresa, vestia se muito bem. ALTA, ELEGANTE, MULHER BONITA E INTELIGENTE, SUA COMPULSÃO POR SEXO, FAZIA COM QUE SE PERDESSE DO HOMEM QUE
DE FATO AMAVA.
Antonio procurava entender, pois não conseguia suprir-lhe tanto desejo.
Certa noite, quando estava chegando na casa de Alice, ouviu um ruido diferente.
O que estaria acontecendo, ela nunca trouxe ninguém em sua casa, seria demais para ele, sabia que ela o traia, mas não em sua casa, onde acreditava que fosse seu nihho de amor.
Sentiu medo, mas encostou seu ouvido na porta, e escutou o que jamais pensaria em ouvir.
Vem amor! estou enlouquecida! Vou sim minha gostosa, sabe o quanto eu te quero. Antonio, sentiu as pernas tremerem, imaginar, ja o fazia sofrer demais, mas ouvir, saber que la dentro ela estava nua, com um homem em seus braços, em seu corpo, enlouqueceu!
Pensou em derrubar a porta, suava frio, tremia..
Pensou melhor, e saiu dali a passos largos, tonto, enfurecido.
O que esta acontecendo? sei que ela é insaciavel, porque estou desse jeito?
Naquela noite ele não iria ve-la, mas seu compromisso fora desmarcado, pensou em fazer-lhe uma surpresa, claro que ela poderia não estar em casa, mas encontra-la com um homem, na mesma cama que há tempos se amam, para ele era como estar enterrando uma faca no coração.
Camnhava e sofria, chorava e se odiava. Porque não esqueço essa mulher, tarada, enlouquecida, não suporto mais essa vida de corno manso.
Voltou para casa de Alice, esperou que o homem se fosse.
Ja era tarde quando isso aconteceu.
Antonio tocou.
Alice atendeu, vestida em um rob vermelho, cabelos desgrenhados, descalça, e com cara de satisfeitissima.
Oi meu amor! que bom te ver. Mas e tão tarde, o que aconteceu?
Meu compromisso foi cancelado, o Pedro não poderia vir comigo, deixamos para amanha.
Que bom, amor!
Ele a queria muito, mas como ir se deitar com ela? acabara de estar nos braços de outro, seu cheiro ainda estaria la, não conseguiria.
Alice começou a passar as mãos em seus cabelos, foi decendo para o rosto, para o peito, e beijando-lhe, dizia quere-lo.
Alice, vou comprar algo para beber, volto logo.
Saiu desesperado, parou em um bar, pediu um pedaço de papel.
Sentou se em uma cadeira, pegou sua caneta, e escreveu.
Não farei nada com voce, sempre soube de seu desejo compulsivo, não me enganoum mas hoje, percebo o quanto não posso mais, não posso mais viver essa vida.
Queria voce só para mim, mas jamais vai acontecer, por mais que eu lhe de meu corpo, voce não se sacia.
Espero que consiga, ser feliz, pois cada qual o é, como pode ser.
Não a mataria jamais, o fraco sou eu, ou voce, não importa.
Vou deixa-la, para que viva da forma que acha voce que esta bom, e se assim acha, viva assim.
Voltou a casa dela.
Colocou o bilhete por debaixo da porta, e se foi.
Alice saiu do banho, quando passou pela sala, avistou o papel, assim que leu, se vestiu rapidamente, saiu correndo.Antonio caminhou a passos largos, fortes e desesperados, com seu cachecol enrolado no pescoço, usava um blaser marrom, tinha nos pes um sapato preto e aconchegante.
Parou no viadito e olhou para o nada.
Era muito alto, os carros passavam como formigas, as luzes vermelhas ofuscavam sua visão;
Alice andava depressa, precisava encontrar seu grande amor.
Faria algo para se contentar somente com ele, mas precisava chegar a tempo.
Qundo seus pes estavam proximos ao viaduto, ela viu o cachecol de Antonio no chão.
Avistou algumas pesoas por perto, seu coração acelerou, suas pernas e maõs tremiam.
Se aproximou, olhou, se contorceu, enlouqueceu, se desesperou e se atirou.
Lá embaixo, dois corpos, que em vida se amavam, mas a questão da posse, não permitiu que fossem felizes, como podiam, e não como dizem que que o certo não seria assim. Como seria?
Uma vontade de escrever algo na hora, o que viesse na cabeça, não tenho a menor ideia do que as pessoas vão achar, escrevi, pois e o que gosto de fazer.
Magnífico momento de inspiração. Intenso, envolvente e também dramático. Este é o preço da paixão desenfreiada...
Bom estar aqui.
sou dramatica e palhaça, depende o dia, o momento, obrigada, abraços
lili mani · São Paulo, SP 2/3/2010 09:07
Fico imaginado se voce quizesse realmente escrever, se tudo isso saiu de um so galope não que ro imaginar o que pode vier por diante.
Sensacional, voce é contista de mão cheia e cria roteiro na mente como um repentista.
Não desanime, continue a nos brindar com essas maravilhas e lembre-se: está maravilhoso e a estória e envolvente e nos prende até o fim.
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