Na Saída. (um conto sobre ir embora)

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Daniel Duende · Brasília, DF
5/9/2006 · 134 · 42
 

"Eu disse para eles que queria morrer. Eles só continuaram a me olhar, sem expressão. Ninguém falou nada. Alguns talvez nem tivessem ouvido o que falei. Estavam horrorizados com a cena, com a situação, eu podia ver isso. Eu disse "Eu quero morrer, e quem não quiser me ajudar, vá embora! Eu nunca mais vou ver nenhum de vocês!". Alguns fizeram que iam embora, com lágrimas nos olhos, mas não foram. Outros nem conseguiam se mover. "Pelo amor de Deus... eu só quero morrer...", eu dizia... Eu não tinha mais esperanças quando disse isso..."
(fragmento do conto "Na Saída". para ler o conto inteiro, clique no botãozinho azul de "Download")



Um conto escrito para exorcizar um pesadelo. Fala de saber o valor das coisas, e dar dor de perdê-las... para sempre. Fala também de ir embora, como diz o subtítulo.

Espero que gostem.

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Autoria
Escrito por Daniel Duende Carvalho entre agosto de 2004 e setembro de 2006.

Sim... eu escrevia devagar.
Ficha técnica
Surgido originalmente de um sonho ruim, este conto veio aparecendo e desaparecendo na minha lista de "escritos a revisar" durante dois anos. Agora resolví retomá-lo. Foram poucas modificações para chegar em seu formato final.

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Marcela Fells
 

Ê TREM, bacaninha mesmo, digo, bom d everdade. Final inesperado hein? você deve saber quem é.
não sei pq mas achei esse titulo apropriado: você deve saber quem é

Marcela Fells · Belo Horizonte, MG 3/9/2006 20:05
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Daniel Duende
 

Que bom que gostou! Gosto muito dele também. Carinho verdadeiro...

Gostei de "você deve saber quem é". Se eu voltar ao tema, acho que aproveitarei sua sugestão de título.

abração do verde pra vc, Maria.

Daniel Duende · Brasília, DF 4/9/2006 03:20
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Ana Cullen
 

Putz! Esse ficou muito bom! Tá muito bem escrito...a história é surpreendente...tá fechadinho entende? Os detalhes que você mudou fizeram muita diferença...

Ana Cullen · Brasília, DF 4/9/2006 10:40
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Ana Cullen
 

Putz! Esse ficou muito bom! Tá muito bem escrito...a história é surpreendente...tá fechadinho entende? Os detalhes que você mudou fizeram muita diferença...

Ana Cullen · Brasília, DF 4/9/2006 10:43
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Daniel Duende
 

Valeu mesmo pelos elogios, Aninha :D
Eu também gostei um bocado do efeito das pequenas modificações, e também achei que ele ficou fechadinho!

Espero que todos gostem :D

Já tenho mais um no forno...


Abraços do verde...

Daniel Duende · Brasília, DF 4/9/2006 12:17
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Fernanda Nogueira
 

“Na saída.” Interessante o título! Mesmo!
Cara, você gosta de falar se sexo e cerveja, não?! É quase uma marca registrada!
Mas... Voltando ao conto... Você me surpreendeu com a simplicidade das palavras. Como pôde fazer palavras tão simples expressassem plenamente a morte?! O texto está lúdico – até. Não é dramático, mas ainda sim é forte. Gostei dessa maneira de escrever clara e concisa que você usa. Irei plagiá-lo, ok? *rs* É uma literatura feita para todos! A função da linguagem é essa: entender os outros e fazer-se entender!
=)

Fernanda Nogueira · Belo Horizonte, MG 4/9/2006 14:06
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Daniel Duende
 

Olá HanaBr...
Fico feliz que tenha gostado deste conto. Tenho um grande carinho por ele também. :)

Quanto à temática do sexo e cerveja, acho que não deixei claro o bastante que todos estes contos pertencem a uma época onde estes dois temas estavam bastante presentes em minha escrita. De fato sexo e cerveja são dois dos elementos principais do meu primeiro livro, que foi engavetado e ao qual agora estou retomando, se por nenhum outro motivo, pela dívida que tenho com aqueles velhos contos...

mentira. eu gosto um bocado deles e acho que eles merecem ver a luz do dia, e dos olhos dos leitores... :)

Este conto, especificamente, retrata alguém que encontrava uma redenção além do "sexo e cerveja" no momento em que o acaso, ou o destino, o rouba de qualquer outro caminho. Desistindo então de buscar uma saída de vida... ele encontra outra saída. É triste, eu sei, mas é um tema que gosto de tratar... essa tal morte... como uma forma exorcismo e de expressão de fascínio. Neste conto tentei encontrar o equilibrio entre a desgraça e a redenção, mesmo que de uma forma muito estranha e particular. :)


Fico feliz que tenha gostado.


Abraços do verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 4/9/2006 17:30
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Fernanda Nogueira
 

Não o pré-julguei, ok! Com ou sem porquês você fala muito de "sexo e cerveja". Nem conotei degativamente, ok? Eu, pelo menos, falo sempre de cidades; sempre! Cada uma tem algo que nos individualiza. Cada um TEM que ter.
Re-re-re-afirmo (Falo até em megafone se quiser.): o texto é bom!
=)

Fernanda Nogueira · Belo Horizonte, MG 4/9/2006 21:23
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Daniel Duende
 

Calma, moça. Eu não me sentí julgado nem pré-julgado por sua afirmação. Estava apenas explicando o "padrão" que se pode encontrar nos 3 contos... todos eles escritos (ou ao menos concebidos) em uma mesma época, fazendo mais ou menos parte de um mesmo corpo de trabalho.

Pretendo publicar um de meus contos novos até o final da semana que vem, cuja temática é um pouco diferente. Estou, por hora, trazendo à luz contos de um certo período que acredito merecerem ver a luz o quanto antes...


abraços do verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 5/9/2006 01:04
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Daniel Duende
 

Opa... acabei perdendo o prazo de edição para colocar a imagem. Não tem problema, vou arranjar uma imagem mesmo assim e publicá-la, junto com o fragmento do texto, lá no meu blog (o Alriada Express) assim que tiver um tempinho.

Abraços do verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 5/9/2006 15:57
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Daniel Duende
 

em tempo... o link do Alriada Express é http://newalriadaexpress.blogspot.com/

Daniel Duende · Brasília, DF 5/9/2006 15:58
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Fernanda Nogueira
 

Ebba! Agora já dá pra votar!
Uhuuuu!!!
=)

Fernanda Nogueira · Belo Horizonte, MG 5/9/2006 18:14
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Daniel Duende
 

Valeu pelo voto, dona Hana :D

abraços do verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 5/9/2006 18:27
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Daniel Cariello
 

Xará, cada vez que leio algo seu, surpreendo-me ainda mais. Esse tá muito bom. Parabéns!

Daniel Cariello · Brasília, DF 5/9/2006 18:55
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Daniel Duende
 

Valeu MESMO xará! :)

E vamoquevamo...
tenho mais coisas no forno (que só não lancei hoje pq estava na correria de tratar as fotos do festival).

abraços do verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 5/9/2006 19:38
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Fábio Fernandes
 

Acho que estou meio desligado... Achei que já havia comentado teu conto, Verde. Sensacional!! Tire mais coisas do forno que eu tenho fome de texto! (e participe lá do romance coletivo, rapá!)
;-)

Fábio Fernandes · São Paulo, SP 5/9/2006 22:26
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Daniel Duende
 

Poisé, meu velho... eu tb já tive episódios de paranóia deste tipo... :)

Outras coisas sairão do forno amanhã ou depois. Pode deixar. :D

E quanto ao romance coletivo... eu me meterei por lá logo que tiver um tempinho.

abraços do verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 6/9/2006 02:56
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Sebastião Firmiano
 

No geral , gosto de tudo que você escreve.Seu estilo, seu discurso
limpo.Este conto em particular não consegui abrir,talvês por minha
inaptidão em lidar com essa engenhoca (com puta dor ).
De qualquer forma,só por este 1° paragráfo ja vale.

Sebastião Firmiano · São Paulo, SP 6/9/2006 12:23
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Daniel Duende
 

Não conseguiu abrir, companheiro?
Puxa... eu tenho que dar uma olhada nisso...

De qualquer forma, se quiser, me passe seu email (o meu email está alí em cima, nos contatos) e eu terei prazer em te passar o conto por lá.

Valeu mesmo pelos elogios e pelo incentivo!

Abraços do verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 6/9/2006 12:29
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Marcos André Carvalho Lins
 

excelente texto. concordo com todas as opiniões acima.
parabéns!!

Marcos André Carvalho Lins · Recife, PE 6/9/2006 20:35
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Daniel Duende
 

Obrigado pelos elogios, Marcos. :)
Este estímulo é muito importante para mim. Valeu mesmo.

Abraços do Verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 7/9/2006 03:19
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Thiago M.
 

Pesadelos... No momento estou precisando exorcizar alguns "encostos" também. Esquecer épocas, palavras e pessoas que só fizeram me maltratar e me ferir.

Grande texto. E obrigado pelo comentário lá no meu, o "natureza morta". =D

Preciso voltar a escrever também. Faz tempo que eu não sei o que é isso. Um abraço!

Thiago M. · Olinda, PE 7/9/2006 20:12
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Daniel Duende
 

Hey Thiago... todos precisamos exorcizar algumas coisas, e fazem uma faxina, de vez em quando...
Usar uma vassoura de palavras é um modo nobre de fazê-lo. :)

Vamos continuar com nossos bons (e higiênicos) trabalhos...
Continue a escrever.

Abraços do verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 10/9/2006 11:50
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 A. Wagner Oliveira
 

desculpa maninho e opiniões, mas o texto não me agradou, não sei se pela linguagem em primeira pessoa e com a repetição de muitos "eus", ou se pela temática da morte... ela também foi reccorrente em meus poemas, mas o amadurecimento nos faz ver em volta, além da nossa dor e umbigo. o mundo de fora é mais doído do que , acho, o nossso, classe média, média alta, rica. A vida parece carregar desilusão pro que alguns refletem muito sobre tudo, inclusive eu...nada passa aos meus olhos sem análise, as vezes o controle nos foge, mas deve ser passageiro, como tudo...

A. Wagner Oliveira · Cuiabá, MT 14/9/2006 12:46
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Daniel Duende
 

Olá A. Wagner, meu caro. Antes de mais nada eu agradeço pelas críticas, portanto não precisa se desculpar por elas. São observações bastante razoáveis. :)

É muito natural que algumas obras e temáticas agradem mais a uns do que a outros, dependendo do momento e dos interesses de cada um. Estava, na verdade, achando curioso que ninguém até agora tivesse feito crítica alguma. :)

À guisa de defesa da minha obra, só o que tenho a dizer é que a repetição dos "eus" se deve à coloquialidade do texto e ao modo de falar do personagem-narrador. É um "vício" proposital. A temática, por sua vez, é um tanto recorrente em minha obra de 2004 -- que agora publico no Overmundo. Devo publicar um conto novo, bem diferente deste, nos próximos dias.

Quanto aos temas sociais, deixo-os para quem os aborda com primazia. Eu não me arrisco a escrever sobre eles, sob risco de soar pedante e hipócrita. Falo do que sei e do que vivo....


Abraços do verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 14/9/2006 12:59
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LalaNowak
 

Duende,

Neste momento eu não estava mais em frente ao computador, estava sentada numa poltrona de um teatro pequeno, escuro, só uma luz no palco...

Exorcizei uma dor hoje ao ler seu texto. E agradeço por mostrá-la a saída.

LalaNowak · Florianópolis, SC 22/9/2006 20:50
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Daniel Duende
 

Puxa Lala... eu fico emocionado com seu comentário, e fico muito feliz que o conto que escreví para "mostrar a saída" para uma angústia minha tenha sido um bom "cicerone" para suas dores também... :)

São coisas assim que me estimulam a escrever sempre mais e mais... :)

Abraços do Verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 23/9/2006 11:17
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[ds]
 

Eu pensei q era pra rir e era pra chorar! Conto triste. Acho triste bom! Gostei!

[ds] · Recife, PE 28/9/2006 21:43
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Daniel Duende
 

Que bom que gostou. :D

Abraços do Verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 28/9/2006 22:23
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brigitte
 

O conto é uma realidade vivida por muitos jovens que misturam bebida e direção. A abordagem do vazio da vida, da falta de sentido também traz à tona os dramas da adolescência, várias vezes mencionado no texto. Ótimo texto para ser lido e analisado em sala de aula.Gostei!

brigitte · Goiânia, GO 10/10/2006 23:03
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Daniel Duende
 

Puxa Brigitte... eu nunca havia pensado nisso. :D
Você é professora, representante de turma, coisa do gênero? Se fizer algum experimento (ou souber de alguém que o fez) com este texto em uma sala de aula, conta pra gente! Eu vou ficar muito feliz, e já estou muito curioso com a proposta! :D

Abraços do Verde!

Daniel Duende · Brasília, DF 11/10/2006 00:23
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Daniel Duende
 

Por outro lado, em defesa de minha personagem o que tenho a dizer é que ele não estava realmente bêbado... O acidente não foi culpa dele, embora ele se culpe um bocado por isso...

Abraços do verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 11/10/2006 00:24
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brigitte
 

Sim, sou professora. Assim que eu tiver oportunidade para utilizá-lo, o farei e te dou o retorno. Combinado.

brigitte · Goiânia, GO 11/10/2006 21:52
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Daniel Duende
 

Obrigado mesmo! :D
Estou ansioso para ouvir os resultados.

Abraços do Verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 12/10/2006 05:07
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Jotaoliveiraa
 

Muito bom amigo Duende. Tem muita emoção, tem início, meio e fim. Beleza de conto. Parabéns!

Jotaoliveiraa · Brasília, DF 10/2/2007 23:27
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Daniel Duende
 

Muito obrigado pelos elogios, amigo Jota.
Como eu disse, foi um conto tomado, deixado e retomado várias vezes... e nestas idas e vindas acabou tomando forma e força. Força esta que já tinha desde o princípio, acho, pela força do pesadelo que o concebeu...

E, relendo os comentários, sabe que até gostei da idéia de escrever um conto chamado "você deve saber quem é"?
Boa idéia, senhorita Fells... :D

Abraços do Verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 11/2/2007 01:12
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zepereiranoticias.blogspot.com
 

Bacanão!

zepereiranoticias.blogspot.com · Belo Horizonte, MG 3/5/2007 10:00
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Daniel Duende
 

Valeuzão :D

Daniel Duende · Brasília, DF 3/5/2007 13:21
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ThiagoIsaac
 

Mesmo sem seu um "baladeiro" e beber pouco, e fazer menos sexo ainda (u.u que merda hein?) o conto me falou sobre o valor das coisas. Sobre como tudo pode mudar de forma violenta em questão de segundos... No fundo no fundo serve como um toque de amigo: se liga... aproveita as coisas boas... dá valor ao que tu tem... porque daqui a pouco pode não ter mais....

ThiagoIsaac · João Pessoa, PB 21/6/2007 09:23
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Daniel Duende
 

É... acho que no fim das contas este é um conto sobre o valor das coisas, e sobre a vida... e a morte.

Fico feliz que tenha sido tocado por ele.

Abraços do Verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 21/6/2007 11:21
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Jairo Oliveira Ramos
 

Gostei do texto. Limpo como um quarto de hospital. Ou aparentemente limpo. Ou não.

Jairo Oliveira Ramos · Aracaju, SE 22/1/2008 12:30
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Daniel Duende
 

Fico muito feliz que tenhas gostado, Jairo.

Abraços do Verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 22/1/2008 14:01
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