Nabucos Calados

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Jéfte Sinistro · Cabo de Santo Agostinho, PE
30/4/2010 · 2 · 2
 

De tempos ora distantes inda ecoam,
Lúcidas como o tenor do vento que passa,
As palavras libertárias que trespassam
As memórias de um anti-escravagista.

No presente que se doa descuidado
Em tanta valia se eleva a lembrança
Da justa herança das lutas bravias.

Acordemos, pois, hoje, da sina
Inda viva e obscura de nossa senzala
Dura nas ruas de meninos que inalam
O cruor amargo da vida.

Lancemos luz sobre o cruel descaso
Com a vida dos que, desencarnados
De tão azuis, lançam-se às estrelas.

Vejamos! Vejamos! Não viremos as costas,
Pois este mundo que célere desbota
Evoca o ímpeto da volta
Das vozes de Nabucos calados.


(Jéfte Sinistro)

Sobre a obra

Um clamor aos Nabucos que jazem calados diante da miséria da sociedade contemporânea.

- Poesia que me rendou o 1º lugar no concurso municipal de poesias "Ano Joaquim Nabuco".

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Autoria
Jéfte Fernando de Amorim Barbosa (Jéfte Sinistro)
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Jéfte Sinistro
 

Grande brasileiro que despertou para a luta no tempo em que viveu no engenho Massangana, na indescritivelmente maravilhosa cidade do Cabo de Santo Agostinho!

Jéfte Sinistro · Cabo de Santo Agostinho, PE 30/4/2010 22:15
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Nildo Cordel
 

Nabucos e pernas, pernambucanos, brasileiros, toda a gente... Acordem! Parabéns, muito bom!

Nildo Cordel · São Paulo, SP 1/5/2010 00:16
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