De tempos ora distantes inda ecoam,
Lúcidas como o tenor do vento que passa,
As palavras libertárias que trespassam
As memórias de um anti-escravagista.
No presente que se doa descuidado
Em tanta valia se eleva a lembrança
Da justa herança das lutas bravias.
Acordemos, pois, hoje, da sina
Inda viva e obscura de nossa senzala
Dura nas ruas de meninos que inalam
O cruor amargo da vida.
Lancemos luz sobre o cruel descaso
Com a vida dos que, desencarnados
De tão azuis, lançam-se às estrelas.
Vejamos! Vejamos! Não viremos as costas,
Pois este mundo que célere desbota
Evoca o ímpeto da volta
Das vozes de Nabucos calados.
(Jéfte Sinistro)
Um clamor aos Nabucos que jazem calados diante da miséria da sociedade contemporânea.
- Poesia que me rendou o 1º lugar no concurso municipal de poesias "Ano Joaquim Nabuco".
Grande brasileiro que despertou para a luta no tempo em que viveu no engenho Massangana, na indescritivelmente maravilhosa cidade do Cabo de Santo Agostinho!
Jéfte Sinistro · Cabo de Santo Agostinho, PE 30/4/2010 22:15Nabucos e pernas, pernambucanos, brasileiros, toda a gente... Acordem! Parabéns, muito bom!
Nildo Cordel · São Paulo, SP 1/5/2010 00:16Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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