Foto: Flickr/Creative Commons
I
Golfas-me o remorso!
- Já (Eu...) não consigo dissimular
Esse adeus que se mortifixou
No prepúcio da fala.
II
Reclamas-me o ar perdido!
- Há o abandono alquebrado,
Porque rejeitaste as madrugadas despidas,
Cuja veste não Vos instruiu
A suportar o influxo do mormaço para,
Então, afugentar a sombra de uma singular algema
Que se desatou de Mim.
III
Nada por Ti!
A silente fricção
Que o fazes nas mamãezadas mãos
Diz-me que há muito já desististe
De regurgitar o tempo-ido,
E agora só esperas o momento,
A despedida.
IV
Tudo por Mim!
As lágrimas falam com o olho,
Nesse olhar dizem-me que, além,
O mau sonho findará,
Ainda que não o precipite,
Beberei o mais puro néctar
Do amanhã.
Benny Franklin
Benny, esse canto triste de despedida é emocionante.
A "singular algema" que se vai é uma imagem tão perfeita que parei ao lê-la e fiquei pensando nas coisas do amor e seus misterioso jeito de nos doer.
Belíssimo!
beijos
"Esse adeus que se mortifixou
No prepúcio da fala"
Rapaz, coisa de doido teus versos, viu!
Abraço
http://interludios.blogspot.com
__Muito bom!... nota 10.../
__Abraços Benny.
Que triste Benny...
Mas o mau sonho finda. E o amanhã sempre traz esperanças...
As imagens que você usa são sempre incriveis!
bjo.
Benny, acho que esse poema revela pela primeira vez, desde que te leio, um outro lado de Benny. Te vi triste e me emocionei como se fossem para mim aquelas palavras.
Mas, creia-me, a melancolia deixou sua poesia mais humana, mais real e muito mais bela.
Bjs
Benny!
Uma obra-prima! e segundo Victor Hugo, "uma obra-prima é uma espécie de milagre"
Flores @>--
Gosto demaiis dos teus versos poeta Benny. Meus sinceros aplausos.
Carlos Magno.
Beberemos Benny, beberei contigo...
Enobrece o dia lê-lo, parceiro Benny.
Grande abraço
Querido Benny:
Muito bom!
..., mas nada..., assim_assim nadinha de na_dica de nada? rsrsrs
Instigante!
Beijos_Meus*
*
Um poema que faz renascer.
Muito bom.
NADA POR TI...
Poema da entrega total!
Da visão interior,
Do nada,
Que já foi o tudo...
Dos versos remados
Na correnteza,
Dos rios alagados,
Em tempestades
De incertezas...
Hó ponte estreita!
Que derrubas
sonhos inundados
De poesias,
E prantos!
PARABÉNS,
ABRAÇOS!
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