Confesso! Toda vez esperança perdida
Vem renovada de tua presença sentida
E ausência tornada peso, pluma desliza
Convenhamos: é uma grande sorte minha
Tê-la próximo, inda distante, equidistante
Vê-la em meio a meus lençóis, adivinhas.
Jogo búzios por apenas jogar e retornam
Mais sortes que falta de sorte, que sorte
A minha de tê-la tanto... menos bastante
Dia, creio, sobrevirá em que faremos festa
Tanta festa, mas tanta festa faremos essa
Vez que não sobrará desinfeliz para chorar
Amor, o desamor acabará em toda a terra.
Querida, amada, suspiros de varar hão
Todas as auroras, desde a tenra noite
Por todas as madrugadas até que sejam
Coisas os nadas aflitos dos nossos dias
Tornados azuis, de as tempestades idas.
Entre o desejo e a ausencia ?
Um amor pra toda vida ?
ahhh um amor que se espera...
joga buzios pra mim e...
me explica "Nadas aflitos tornados coisas róseas"
charmoso poeta.
bjssssssssss;)
Tão agradável presença, Cláudia, antecipa as festas por vir.
Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 15/3/2009 15:06
"Um amor assim delicado", como disse o Caetano e a esperada festa dos amantes são as sortes da vida.
O poema, tão bonito, de saudades mesclado, é, ainda assim, de esperança. Dessa esperança que, quem ama, jamais deixa morrer.
Como sempre, a leitura é um prazer.
beijos
Saramar, quanta saudade da tua meiguice inteligente.
Benny, um prazer sempre grande em tê-lo junto a meus escritos.
Agradecido, pessoas.
Dia, creio, sobrevirá em que faremos festa
Tanta festa, mas tanta festa faremos essa
Vez que não sobrará desinfeliz para chorar
...que seja uma festa! Gostei do poema. Bjos.
Fico feliz que tenhas gostado, Grauninha. Muito mesmo feliz fico.
Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 17/3/2009 10:29
"...é uma grande sorte minha
Tê-la próximo, inda distante, equidistante
Vê-la em meio a meus lençóis, adivinhas..."
És um grande poeta.
Abraços e Parabéns.
Enlevado fico. De mais agradecido sou. Grato, Cau.
Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 17/3/2009 11:11
Claudia, teu carinho conforta. Grato.
Agradeço a todas as pessoas terem aqui comentado e votado.
Deixo beijos e um abraço terno e apertado.
"...Querida, amada, suspiros de varar hão
Todas as auroras, desde a tenra noite"
é como se eu pudesse sentir a textura
dessas auroras e noites.
a d o r e i
bjsssssss;)
Abrem-se, então, os olhos da percepção, que da alma são.
Grato Cláudia Campello.
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