Abraça-me
Hoje, preciso de seus braços
Seu calor.
Preciso sentir que não estou só.
Não quero este vazio...
Sofrer assim é tão ruim,
Não saber o porque é pior...
Deixa eu chorar
Inundar o meu vazio
Liberar a energia acida que corrói meu ser
Sentir o sangue que corre nas veias
No pulso frágil
Na jugular macia.
Morrer é tão fácil...
Não sentir a dor maior.
Não me deixe
Tenho medo
Me abraça
Me faz esquecer
Diz que a vida pode ser boa
Que os que sofrem
Hão de colher doces morangos.
Que os que não se reconhecem
Hão de conhecer o inebriante perfume da vida
Que os que choram
Sentirão a carne quente dos amantes
Deixa eu sentir teu calor
Esquecer o mundo-caos
Frio e confuso.
Não consigo odiar sequer
Se ao menos odiasse...
Fica esta noite.
Ao amanhecer
Estarei bem.
Hoje não.
Tenho medo
O silencio
A noite
Os caminhantes despreocupados
Aquele que sou e não quer mais ser.
Não
Me
Deixe
Só.
É tudo que peço
Talvez seja a hora de deixar aquele que és partir, já que o novo eu precisa chegar...
Gostei da sua poesia.
Convido-o a ler a minha:
http://www.overmundo.com.br/banco/silencio-de-grilo
Abraço.
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