Infame a violência,
desatada pela exploração
chega à miséria de violar o explorado a si próprio
Clama que se escreva
e se cante e fale alto
falta a consciência sobre ela
de onde é ela
quem a gesta
para quem faz festa
Uma mãe que tem as filhas roubadas
se arma em defesa a escrita
que se diga da necessidade de refletir
é um lugar no mundo, é um lugar qualquer
também aqui, um lugar assim
Faça-se a crônica da violência crônica
em que primeiro pisam rosas...
depois do jardim pisam em ti e em mim
quando ninguém mais sequer nos olha
as sombras todas nossas soldadas aos corpos
no chão a nossa própria cara
A violência tem nome, sobrenome e ascendentes
nos corta a carne com afiados dentes
não esqueçamos, dormentes, insones
que sendo gestos humanos, têm direitos
sendo gesto bandido, haveria que ter justiça
e se recorde que ela, mesmo cega,
sabe quem a maneja e não os fere.
A justa ira da letra armada,
por todas nós ultrajadas
muito bom, Juliaura!!!
a Lígia merece!!!
abraços,
Juliaura:
Às vêzes a realidade explode na nossa cara com uma intensidade que o poema sangra e jorra com a mesma contundência e verdade.
Lendo o depoimento da Lígia tomei a liberdade lá de fazer do seu poema também meu porta-voz.
Um abraço.
Olá Juliaura!
Muito bom, adorei!
Um abração!!!
Matheus,
Levi,
Marcos,
Sois muito gentis e adoráveis
Agradecida.
Hoje, estou nas cidades do Rio Grande do Sul...cada um mais perfeito que o outro Juli...
Votado.bjinho, rs
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