Não quero ser passageiro
Turista num mundo que é meu
Nem ser peça de tabuleiro
Num jogo de homem querendo ser Deus
Não quero beber os pobres
Não quero sorver oprimidos
Não quero viver à custa de quem morre
Nem dar risada à custa dos aflitos
Não quero ser massa de moldar
Brinquedinho fácil de montar
Números no lugar de um rosto
Gente que olha pro mesmo lugar
Não quero viver com medo
Fulano sem sobrenome
Só digital no dedo
Estomago vazio com fome
Muito bom ler estes versos nobres deste poeta que eu admiro mais e mais! Maravilha de poema! bjs.
nina poeta · Rio de Janeiro, RJ 28/4/2009 16:53
Rangel,
grande poema
e como poetas
podemos ser o que quisermos
menos um predador,
bjs
Salve, NIna!
Menina, você me enobrece.
Abraço Pantaneiro.
Salve, Doroni!
O poeta sempre será a cereja do bolo.
Abraço Pantaneiro.
Rangel que bacana esses seus versos fala da impossibilidade de tomarmos conta do nosso próprio destino essa divergencia que há entre o pensar e o agir é um dilema crucial. É mesmo dificil tomar o timão do nosso próprio barco e quando, em algum momento que seja, se consegue isso a solidão é tanta que às vezes concluimos que não vale a pena! Desculpe-me se me alongo é que escrevi, ainda pouco, algo que envereda justamente por esse vies! Belo poema Parabéns! Abraços cá do pantanal pra ti!
"Humano demasiadamente humano"
entediado de tanto céu
não sei onde nem quando
vou pousar
pesa em minhas asas
a sina dos que vêem
a vida de cima
já não sei
se isso me faz bem
ou se isso me faz mal
já não sei
se gostaria
de ter os pés
sujos de poeira
e a humana
indecisão
diante das encruzilhadas
deuses
são sempre
solitários
como aves
que se perdem
do bando
era menino
quando decidi
ser deus
e agora
estou tão cansado
que sou capaz
de trocar
meu par de asas
pelas patas indolentes
do boi
que segue o rebanho
Paulo Ednilson
Salve, Ednilçson!
Beleza de escrito!
Melhor ter a essência do vôo
que ter asas e não querer voar...
Abraço Pantaneiro.
PS - Ao escrever seu nome houve um erro.
Ao digitar a letra L peguei o Ç também...
Me desculpe.
Abraço Pantaneiro.
Salve, Doroni!
Sua presença é meu prêmio maior...
Abraço Pantaneiro.
Pantaneiro, eu quero as mesmas coisas que você quer, ou melhor, não quero nada daquilo. Quem quer?
Belos, muito belos os seus versos.
Ivette G M
Salve, Ivette!
NInguém quer, amiga.
Mas quero muito sua felicidade.
Abraço Pantaneiro.
Rangel, como diz o ditado: tudo na vida é passageiro, menos o trocador e o motorista... rsrsr
Falando sério, tá muito bom. ninguém quer ser passageiro, todo mundo quer ter as rédeas na mão. Mas a vida é assim, né: uma hora damos as cartas, outra somos a aposta...
beijos
Salve, Claudia!
Beijão!
Abraço Pantaneiro.
Salve, Ilha!
Salve, Claudia!
Salve, Rangel!
A única verdade sobre tudo isso é que iria faltar ônibus pra todo mundo...hehehe.
Falando sério, gostei de sua ultima frase - posso usá-la?
Obrigado por seu carinho.
Abraço Pantaneiro.
Claro! aqui tudo é licenciado em CC, inclusive os comentários. heheh
abraços
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