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Não serei mais
Juscelino Mendes · Campinas (SP) · 4/10/2008 11:52 · 176 votos · 59 comentários ·  
1
overponto
O Bom Pastor, mausoléu de Galla Placidia, Ravena, Itália. Início do século V d.C
O Bom Pastor, mausoléu de Galla Placidia, Ravena, Itália. Início do século V d.C
"...Cada vez que eu me despeço de uma pessoa pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez. A morte, surda, caminha ao meu lado. E eu não sei em que esquina ela vai me beijar..."

Raul Seixas¹







Acontecerá num vôo qualquer,
automóvel,
guiando ou guiado,
pedestre
numa desatenção,
pensando no primeiro movimento
"Trois Gymnopedies" de Satie?...

Numa explosão no mar,
batida brusca,
um leve desaparecer,
lendo, escrevendo
um livro, cujas linhas sumirão
feito névoa?...

Não serei mais
nada
quando ela chegar;
não será mais
nada
quando eu me for.

Contudo, estarei além do rio
em ruas de ouro
para sempre.






--------------------------------------------------------------------------------
(1) Epígrafe: trecho da letra "Canto para minha morte" de Raul Seixas e Paulo Coelho.

sobre a obra
Reflexão poética sobre a vida, a morte e o depois. Neste sentido o último inimigo a ser destruído é a morte, conforme 1 Carta de Paulo aos Coríntios 15:26. Se não serei mais, ela não mais poderá me alcançar, daí a vitória definitiva.

1 Cor. 15:26 - O último inimigo a ser destruído é a morte.


tags: Campinas SP poesia morte vida corintios paulo
 
canto_esquerdo informações canto_direito
Autoria   Juscelino V. Mendes
Ficha Técnica  

E não se enganem pelas aparências do poema. Gosto muito da bela música de Caetano Veloso:

Araçá Azul é sonho-segredo
Não é segredo
Araçá Azul fica sendo
O nome mais belo do medo

Com fé em Deus
Eu não vou morrer tão cedo




Data   04/10/2008
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É, meu amigo, sempre a vida contra a morte. Não é o contrário.Se as ruas serão de ouro? Ah, prefiro ruas de terra batida além do mar;))
beijo
Compulsão Diária · São Paulo (SP) · 2/10/2008 08:45 
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Coluna do Domingos MINHA OPINIÃO

Não serei mais, é um posicionamento sobre a a arte do existir. Penso que a maior limitação humana é a morte.
A Morte é a certeza de que o fim material é uma relidade imutável, penso até que a redenção da humanidade durante toda a existência na passagem terrena é a morte.
A civilização dos seres humanos foi toda estruturada em guerras, desde a primeira, que o homem vem se preocupando com o grupo, com com a ética, com o contrato social, com a interação social,( Paz x Guerra} na verdade penso que o maior inimigo do Homem é a morte.
Acredito que se não existisse a morte o homem era o senhor do mundo, era o dono do existir. A História seria diferente.
A história era ensinada como foi que o primeiro homem criou o mundo, o universo, a vida, porém a morte inviabiliza esta possível versão.
Comentário extraido de Não serei Mais Juscelino Mendes Campinas(SP) Overmundo Outubro,2008
Coluna do Domingos · Aurora (CE) · 2/10/2008 10:12 
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Juscelino

Um assunto que muitos não gostam nem de falar.
Mas, pelo que sei, não tem querer.
Eu gostei

Um abraço
EdimoGinot · Curitiba (PR) · 2/10/2008 11:28 
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É viver para morrer , todos teremos que fechar os olhos para o mundo e quem sabe viver para eternidade. Abraços...
delen · Cotia (SP) · 2/10/2008 11:36 
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O legal é a ironia, a de encarar isto. Não vou entrar numas de filosofia, afinal, o barato aqui é o seu poema, que é muito legal. Mas, dizer "legal" é dizer pouco ou nada (uma forma de contornar). O poema é muito bom, muito inteligente.
Hideraldo Montenegro · Recife (PE) · 2/10/2008 13:59 
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rsssss...
Não me enganei.

Achei admirável esta leveza tão bonita com você contou como poderá ser o último encontro.
Como naquele livro "A menina que roubava livros" eu até achei a "indesejada" atraente.
Maestrias de poeta.

beijos
Saramar · Goiânia (GO) · 2/10/2008 16:30 
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Olha eu aqui de novo, para aplaudir!
Eloy Santos · Rio de Janeiro (RJ) · 2/10/2008 22:59 
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"...primeiro movimento"Trois Gymnopedies" de Satie..." imagino a morte assim...com essa leveza do piano de satie...e um beijo calmo...que me leva a um recomeço em algum lugar...

Seu poema, Juscelino, deu esse tom leve e transcendente à morte...como se fosse uma música que vai nos levando...
Gostei muito, também, da epígrafe do Raulzito e do trecho de Araçá Azul que tanto gosto...

"Quem não tem medo da vida também não tem medo da morte".
Arthur Schopenhauer
Um beijo azul...


Raiblue · Salvador (BA) · 2/10/2008 23:01 
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Bela a imagem!!
Raiblue · Salvador (BA) · 2/10/2008 23:02 
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Numa pincelada só você pintou o quadro completo. Compreensão na medida exata. Araça azul é bonita essa música e o disco todo. Raul, sempre Raul, Schope e Satie. Só falta um muro para morrer encostado... :) Obrigado, Blue-Chips.
Beijos.
Juscelino Mendes · Campinas (SP) · 2/10/2008 23:58 
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Eloy, seja sempre bem-vindo. Um abraço.
Juscelino Mendes · Campinas (SP) · 2/10/2008 23:59 
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Saramar,
belo comentário e citação de uma excelente obra literária. Obrigado e um beijo.
Juscelino Mendes · Campinas (SP) · 3/10/2008 00:00 
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Hideraldo,
sempre gentil e racional. Obrigado, meu caro. Um abraço.
Juscelino Mendes · Campinas (SP) · 3/10/2008 00:01 
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Delen,
é a música de Gil: Drão. Tudo a ver com que você disse. Obrigado e um abraço.
Juscelino Mendes · Campinas (SP) · 3/10/2008 00:02 
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Edimo,
devíamos falar como parte da vida, mas evitamos porque arraigados na terra. Você tem razão. Abraços.
Juscelino Mendes · Campinas (SP) · 3/10/2008 00:03 
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Domingos,
se o homem fosse o senhor do mundo já teríamos sido, talvez, exterminados...rs
Grande abraço.
Juscelino Mendes · Campinas (SP) · 3/10/2008 00:04 
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CD,
prefere as ruas de terra batida além do mar, mas tudo isso vai terminar... :) Obrigado.
Bj.
Juscelino Mendes · Campinas (SP) · 3/10/2008 00:06 
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OLÁ dr.Juscelino,esse inimigo,não podemos domina-lo,como seria bom,condena-la!Algemar seus poderes macabros,tiranos,cruéis!!! Só para dar tempo,de criar mais poesias...parabéns pela profundidade dos seus pensamentos,amigo bjão
JACINTA MORAIS · Cascavel (PR) · 3/10/2008 18:14 
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Obrigado Jacinta pela sua presença e comentários. Grande abraço.
Juscelino Mendes · Campinas (SP) · 3/10/2008 18:34 
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Juscelino,
Leio seus textos com gosto.
Beijos,
Regina
Regina Lyra · João Pessoa (PB) · 3/10/2008 19:41 
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E recebo a sua palavra com carinho. Beijos.
Juscelino Mendes · Campinas (SP) · 3/10/2008 21:27 
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Juscelino,

Poetas como você, são imortais.

Abraços
Falcão S.R · Rio de Janeiro (RJ) · 4/10/2008 06:36 
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bela imagem, adoro Raul Seixas e sou fã do seu trabalho, parabéns.votado.
O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca (SP) · 4/10/2008 08:37 
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Caramba concordo com minha deusa Cdezinha!
Meus votos querido poeta!
Te adoro!
beijo na alma!
celina vasques · Manaus (AM) · 4/10/2008 08:43 
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EdimoGinot · Curitiba (PR) · 4/10/2008 08:48 
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Celina, minha quase xará, querida!
Sempre generosa em suas mensagens.
Obrigado. Um beijo.
Juscelino Mendes · Campinas (SP) · 4/10/2008 10:04 
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Falcão, você é músico em suas mensagens. Obrigado e abração.
Juscelino Mendes · Campinas (SP) · 4/10/2008 10:06 
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Obrigado meus caros Edimo e Marques. Grande abraço.
Juscelino Mendes · Campinas (SP) · 4/10/2008 10:08 
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Cara, muito massa. Reflexivo demais. Eu penso igual o Raul Seixas, e provavelmente igual a você, principalmente quando se trata da morte e o depois.

Seus poemas são extremamente agradáveis, gosto muito de todos. Sua temática é sempre interessante.

Sou seu fã!

Carpe Diem!
Turbilhão Psicodélico · Cuiabá (MT) · 4/10/2008 10:49 
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votado keridaum!
Paulla Lagos · Itaguaí (RJ) · 4/10/2008 11:06 
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Quando eu morrer e no frescor de lua
Da casa nova me quedar a sós,
Deixa-me em paz na minha quieta rua...
Nada mais quero com nenhum de vós!
Quero é ficar com algumas poemas tortos
Que andei tentando endireitar em vão...
Que lindo a Eternidade, amigos mortos,
Para as torturas lentas da Expressão!...
Eu levarei comigo as madrugadas,
Pôr de sóis, algum luar, asas em bando,
Mais o rir das primeiras namoradas...
E um dia a morte há de fitar com espanto
Os fios de vida que eu urdi, cantando,
Na orla negra do seu negro manto...

Mario Quintana

Um beijo azul...
Blue

Raiblue · Salvador (BA) · 4/10/2008 11:49 
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Gostei muito! )e cheguei para publicar!)
Parabéns!
Abç, FlEavia
FlaM · Florianópolis (SC) · 4/10/2008 11:52 
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Turbilhão, você é maneiro! Eu também sou seu fã, cara! Um abraço.
Juscelino Mendes · Campinas (SP) · 4/10/2008 11:53 
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Paulinha, obrigado queridona! :) Bjs.
Juscelino Mendes · Campinas (SP) · 4/10/2008 11:54 
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Blue Chips, você sempre será Chips,
mesmo sendo voltando a ser Rai.
O Mário é maravilhoso! Está no pedestal com a sua inteligência e poética de estilo inconfundível.

Um beijo vívido.
Juscelino Mendes · Campinas (SP) · 4/10/2008 11:57 
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Juscelino.
Legal seu poema.
A morte é um reflexo da vida,
todo o dia morremos um pouquino
e de repente nos vamos de vez.

E fica a dor de mil espinhos
as perguntas sem respostas
e a saudade machucando.
bjsssss
Doroni Hilgenberg · Manaus (AM) · 4/10/2008 11:58 
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Flávia,
publicou e lhe mando um beijo carinhoso. Apareça sempre.
Juscelino Mendes · Campinas (SP) · 4/10/2008 11:58 
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digo, FlEavia... :)
Juscelino Mendes · Campinas (SP) · 4/10/2008 12:01 
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Claríssimo Juscelino !

a morte é bela, but, a vida, por enquanto, é mais !!!

". . . E é morrendo que se nasce para a vida eterna."
(S. Francisco de Assis).

Gostei demais!
abraço,
Amoun Ri · São Paulo (SP) · 4/10/2008 16:04 
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A saudade machucando. E como! Bj, Doroni.
Juscelino Mendes · Campinas (SP) · 4/10/2008 16:08 
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É isso aí, Amount! A vida é sempre melhor. Abraços.
Juscelino Mendes · Campinas (SP) · 4/10/2008 16:10 
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Hehe, é Flávia, mesmo: Flávia e péssima digitadora...
Abç, Flávia
FlaM · Florianópolis (SC) · 4/10/2008 18:02 
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Deixo meu voto e admirações . Abraços...
delen · Cotia (SP) · 4/10/2008 18:11 
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Coluna do Domingos Votado
Coluna do Domingos · Aurora (CE) · 4/10/2008 18:14 
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Abraços
Falcão S.R · Rio de Janeiro (RJ) · 4/10/2008 19:17 
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Pois é, meu Poeta querido,
"Vencida foi a Morte", ainda que,
aparentemente, ela vença
e nos obrigue a despedidas...
Forma elegante de sublimar
a constante luta interior
sobre vida e morte.

meu beijim

Ivy Menon · Maringá (PR) · 4/10/2008 20:51 
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votado
PASSAVANTE · Recife (PE) · 4/10/2008 20:51 
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Que bela poesia sobre o morrer e a morte. Muito bom. A calmaria me lembrou o poema do Manuel Bandeira, "Cantoada".
E estes versos para terminar o poema, são belíssimos.
"Contudo, estarei além do rio
em ruas de ouro
para sempre."
Sucesso.
Votado.
Giovanni Guidi · Piracicaba (SP) · 4/10/2008 20:58 
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num instante desalento, noutro, arrebatamento...
num instante tormento, noutro, estranho lamento...
Névoas, torpor, leveza, luz branda, calmaria profunda...Paz
e o encontro com outros Irmãos de Luz...

( ou não...pois "O plantio é opcional, a colheita é obrigatória..." rovérbio chinês) e...
"Os homens semeiam na terra o que colherão na vida espiritual: os frutos da sua coragem ou da sua fraqueza". Allan Kardec

"...em qualquer esquina eu paro, eu qualquer botequim eu entro, e se houver motivo, é outro samba que eu faço..."
( Ze Keti / Hortêncio Rocha )

Poema especialmente sensível , com tema complexo e profundo...Erik Satie agradece, à deferência...
Adorei, fiz o DL, e guardei...
abs cordial, amigo !

joe_brazuca · São Paulo (SP) · 4/10/2008 22:24 
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Delen, Domingos, Falcão, Ivy, Passante, Giovanni e Joe, um caloroso abraço e um feliz domingo.
Juscelino Mendes · Campinas (SP) · 4/10/2008 23:40 
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Gosto sempre de lembrar um texto de Gibran:
O que é morrer,se não expor desnudo ao vento,libertar o hálito quente de nossas marés agitadas e buscar a deus livrimente?
Um beijo em seu coração meu querido.
clara arruda · Rio de Janeiro (RJ) · 4/10/2008 23:47 
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Claríssima! Você não desapareça... quem poderia lembrar do Gibran, que não você! Bj e obrigado pela vinda.
Juscelino Mendes · Campinas (SP) · 5/10/2008 00:09 
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Lindo poema !
Juliana S. Valis · Brasília (DF) · 5/10/2008 01:04 
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a morte é a única certeza da vida. espero ela chegar todos dias, mas vivo como se ela não existisse... não são meus versos que lhe encantam, mas sua alma que é sensível às palavras... obrigada!
Maria... · Blumenau (SC) · 5/10/2008 10:59 
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Compulsão Diária · São Paulo (SP) · 5/10/2008 18:43 
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Poucos animas possuem a consciência da sua morte. O Homem, apesar de conhecer o caminho, prefere não encarar esta passagem, deixando-a tão traumática.

O poema aponta-nos esta passagem com um dedo do velho Raul.
Seus versos são forte e bem marcados.
Não sei se lerá do lado de lá, mas sei que com suas poesias o seu ser será eterno, não deixando as linhas sumirem!

Abraços!
Paulo Esdras · Salvador (BA) · 6/10/2008 08:57 
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A morte é sempre algo misterioso. é nossa única certeza, mas talvez a grande incerteza do mundo por não ter hora para se manifestar.
Que bom que ela tbm pode inspirar versos como os seus, ir além das lágrimas que ela sugere.
Parabéns.
Vinícius Motta · Rio de Janeiro (RJ) · 6/10/2008 11:51 
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Belissíma poesia, feliz escolha de imagem.Votado.
Orisvaldo Tanniy · Teresina (PI) · 8/10/2008 06:35 
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Juliana,
Maria,
CD,
Paulo,
Vinicius,
Orisvaldo,
grande abraço a todos pelas presenças e votos.
Juscelino Mendes · Campinas (SP) · 10/10/2008 20:10 
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