Não conheço nenhum índio porque nunca estive na Índia, nem encontrei algum por aqui. E, se tivesse encontrado, penso que ao fazer alusão à sua origem ele se apresentaria como indiano.
Mas eu sei que tem índios por aí...
Encontrei sim muita gente apresentando índios, falando sobre eles, sobre seus costumes e as possíveis soluções para seus problemas. Mas alguém que se apresentasse como índio para expressar sua própria identidade, isso não encontrei.
Também encontrei pessoas que apresentadas como índios aceitavam o termo porque ele representava sua condição perante a sociedade brasileira. Assim eram vistos, assim sentiam-se em relação ao que não eram, cidadãos de alguma pátria.
Tais pessoas sabiam que não era a sua condição o que realmente os definia, porque para eles, no âmago de
sua existência, não se reconheciam como tal. Reconheciam-se como Terena, Kinikinawa ou Kadiwéu, pois foi assim que se apresentaram a mim.
Quanto aos índios que estão por aí, são apenas parte da imensa multidão que sobeja em nosso projeto político de nação, um liquidificador de gente que transforma pessoas em uma massa sem identidade cultural.
O presente texto é uma pequena introdução extraída do livro Porto Murtinho História e Cultura, Os Guaicuru/O Ciclo da Erva Mate (Spengler, Carlito. 2007 - pág 19)
Ficha Catalográfica
Spengler, Henrique de Melo, 1958-2003.
Porto Murtinho : história e cultura / Henrique de Melo Spengler,
Marcos Paulo Carlito. -- Coxim, MS : Ed. Dos Autores, 2007.
144 p. : il. (algumas col.) ; 29 cm.
Acima do título: A importância do que somos.
1. Porto Murtinho, MS – História. 2. Mato Grosso do Sul – Colonização.
3. Mato Grosso do Sul – História. I. Carlito, Marcos Paulo. II. Título.
S747p
CDD (22) – 981.71
Querido Marcos,
Naum havia ainda pensado dessa forma... que índios na real são os que vêm da Índia, e que nem eles mesmo se vêm assim... realmente... a ingênuidade pura de tais nativos brasileiros se perdeu...
Já vi "índio" que até ganha dinheiro dando palestra sobre sua cultura... vende cd, dvd e, pasme, mora num castelo...
Hoje em dia, o capitalismo impera, mesmo em quem nasceu em tribos, de crenças, costumes e valores totalmente inversos a esta forma de viver... fazer o q? Eram vistos como menos evoluídos, menos desenvolvidos, sendo que tinham a pureza em seus rituais, a leveza dos ancestrais, a natureza, a paz! E agora não tem mais..
Depois te falo mais..
Bj rapaz!
Clara,
Acho que o problema central tem a ver com identidade. Os nativos tinham sua própria identidade, seus laços com a terra, com seus mortos, com sua ancestralidade. Cada ritual, cada cerâmica, cada dança falava um pouco sobre eles mesmos, sobre o que pra eles fazia sentido, sobre o que tinha a ver com sua própria existência e evolução.
Hoje em dia tanto para nós ditos civilizados quanto para grande parte dos remanescentes das antigas etnias nativo-americanas (a quem chamamos simplesmente índios) falta identidade...
Pior do que não saber quem somos é não saber onde estamos, o que comemos, quem nos rodeia, de onde vem nosso remédio, enfim, não sabemos nada sobre nada. Em meio a tanta informação no mundo, estamos cada vez mais distantes de saber alguma coisa que realmente nos toque, nos importe, nos faça perceber algo sobre nós mesmos...
Somos tantos e tão sozinhos...
Todos nós "índios" sem tribo...
Poeta, obstaculos e distancias sao superados
ao longo das decadas..
na perseverança e no bom senso, entende?
A arte e a cultura indigina, assim coma a dos africanos, já foram bem assimiladas.. e isso nao se apaga. Assim como a dos "brancos" a eles... tudo se funde...e tudo volta ao seu eixo e explode em bem e mal.....
O que todos querem é IGUALDADE DE DIREITOS ou seja RESPEITO.
e o que atravanca (eita nome feio!) é essa poli=titica ai...
o que eu tento dizer é: SOMOS TODOS IGUAIS. Uns com menos outros com mais... mesmas neuras... mesma fé.
E como todos querem recursos pra promover mudanças, vamos só pedir aos ceus que cada escalada seja um degrau ao conhecmento e a sabedoria.
E se nãoooooooo sabemos é pq naoooo perguntamos. pensa !
bjsssssss;)
Já vi "índio" que até ganha dinheiro dando palestra sobre sua cultura... vende cd, dvd e, pasme, mora num castelo... (Claripe)
...é engraçado, o branco vai nas aldeias e explora tudo que acha que tem direito; usa e abusa dos recursos dos nativos, vende, tagarela sobre uma cultura que desconhecem e não dá nada em troca, a não ser mais e mais miséia.
E o nativo - seja qual for a etnia - quando dá uma palestra e "ganha" dinheiro dessa palestra ele repassa para o seu povo. Outra coisa - o nativo tanto qualquer outro ser humano desses tempos moderno também tem fome de tecnologia.
Acho que precisamos repensar melhor alguns conceitos.
Paz em Ñanderu, Graça Grauna
Interessante texto.
Aqui em Manaus no Flifloresta ( Festival Literário) tivemos encontros indigenas, os quais apressentaram trabalhos, livros, danças e canções divinas) mas não são mais chamados de Indios e sim "Povos da Amazonia" . Já tive uma ajudante que era descendentes de indios, mas nãos se reconhecia como tal.
bjs e votos
Quando é que toooodossssss vão entender que essa ideologia furada toda ja acabou....... que exploração existe em qualquer lugar.....e que nao existe mais "aldeia" na concepção da palavra.....acaaaaaaabouuuuuuuu, A GENTE SOMOS IGUAIS...
é cada um lutando pelos seus ideais......dançando conforme a musica.....mudando o ritmo......fusao perfeita de todas as raças.
vamos em defesa de todas as miserias e mazelas......independente de cor e raça........acaaaaaaabou.
ninguem quer só apito ........Clararipe substima.quer tudo como era dantes, pra que ???? pq é bunitinho ??? e Grauninha defende o que ? ambas precisam conviver uma semana no minimo em alguma terra de comunidade indigena brasileira..... só folclore agora. entendem ?
aff !!!
bjssssssss;)
Querida Cláudia,
Primeiro quero agradecer sua visita e seus comentários. Mas há muito mais do que a simplicidade do pensamento de que todos somos iguais. Quero deixar a conversa rolar um pouco mais para falar de minha experi~encia com os remanescentes de algumas etnias com quem convive algumas semanas. Ok?
Beijão e abraço Guaicuru!
Pois, amigo.
E eu aqui esperando meu livro prometido pra poder conversar de todo ele contigo...
Oi querido...
Estou mesmo um tratante não é?
Perdoe-me... Mas você o terá, garanto!
Abraços Guaicuru!!!
Querida Graça, Claudinha e Marcos,
Continuando as reflexões ...
Vejo que por mais missigenado que os povos sejam, por mais globalizado que o mundo esteja, por mais defazado que esteja o sistema e as aldeias, que estão sumindo cada vez mais do planeta, por mais iguais que os seres possam agora parecer, têm suas raízes, que devem, por eles mesmos, serem preservadas! Digo todos! Mas, é vero, todos tem direito de ganhar a vida como quiserem, neste ponto eu talvez tenha até me precipitado, mas vejo que todos, sejam de origem indígena, portuguesa, africana, japonesa, enfim, deve resgatar em si sua cultura, sua identidade! Isso fortalece ser humano, a humanidade!
Resgatar suas origens, e não deixar pra lá, pra sermos todos iguais...
Nãos acho que sejamos iguais... podemos ter direitos iguais, que é bonito, apesar de utópico nas atuais condições mundias, mas sermos iguais, jamais! E vejo que é muito válido e significativo cada gueto, cada tribo, cada etnia, cada povo, resgatar sua cultura!
Não porque é mais "bonitinho" mas por que a raiz de um povo, assim como nas árvores, deve ser bem nutrida, preservada, pra que o tronco, caule e frutos ocorram em sua forma mais vigorosa!
Acho muito saudável oque estamos fazendo aqui! Expor nossos diferentes pontos de vista, e isso é a prova de que não somos iguais! Pois cada um, mesmo em seus guetos, tem uma experiência de vida única! E esta é sua riqueza, seu tesouro! Que naum deve ser banalizado!
Bjs queridos!
Ei ei ei
indios não querem mais ser caras pintadas.......sacaram ?!
Não querem mais dançar a dança da chuva... vc dançaria ?
mas a cultura esta resguardada .o melhor foi assimilado....
aprendemos e aprenderam.
somos um só povo agoaaaaaara.......acorrrrrrrrrrrrda.
´uma minoria sofrida dentro de uma massa enorrrrrme de uma
sociedade quase falida... que só querem ser I É igual.
Abram seus planos e, caramba, cante !
bjsssssssssss;) de quem sabe indio....viveu dias indio.
Querida Cláudia,
Escrevi um livro que fala rasamente sobre 6 etnias do baixo, médio e alto paraguai, divisa do Brasil com o Paraguai na região entre Corumba até Assunção.
Além destas etnias pesquisei com enfâse a etnia Mbayá-Guaicuru, cujos remanescentes hoje são os Kadiwéus das Aldeias localizadas no município de Poerto Murtinho, região sudoeste de MS. Informações sobre este trabalho podem ser achadas aqui, no livro virtual que disponibilizei aos internautas: http://www.guaicurumurtinho.com/frameset.html
quem quiser pode baixar, é uma versão gratuita.
Neste meu trabalho de pesquisa, orientado pelo saudoso Historiador Henrique Spengler, especialista em História Regional, tive o prazer de pesquizar in-loco, dentro das aldeias (sim, ainda existem aldeias embora a configuração não seja a mesma de 500 anos atrás), o modo de vida, a cultura e a forma com que eles mesmos se enxergam e se assumem perante sí mesmo e perante a sociedade, que continua a engoli-los pouco a pouco (terras principalmente).
Pelos depoismentos que colhi, transcrevidos em meu livro, o índio não quer ser chamado de índio, porque índio é um adjetivo pejorativo que não tem propriedade alguma. É a mesma coisa de você se referir a um turista como "gringo". Pra muita gente gringo pode parecer apenas um turista desengonçado gastando dólar no Brasil, mas o chame de gringo pra ver se ele gosta. Não, nem um pouquinho, ele vai exigir, no mínimo, que você se dirija a ele por sua nacionalidade: português, alemão, italianos, etc.
Sabe porque? Porque ele tem identidade com sua terra, com sua cultura. Experimenta confundir um siciliano com um calabrês pra você ver se não vais escutar um bons palavrões comensurados.
Esta história de globalização é linda, mas ninguém quer perder seu referencial, sua ligação, sua identidade com língua, constumes e nacionalidade por uma série de motivos que vão desde o status até o sentimento de nascido e enterrado alguém nesta ou naquela terra.
Índio é nada, é uma forma de coisificar a nacionalidade de um povo, é a coisificação da identidade de uma povo. Muito embora o índio queira também co conforto e a tecnologia do processo civilizatório le não quer ser chamado de índio (porque como já disse, isso o coloca num lugar abstrato e indefinido). Ele quer ser identificado por sua etnia: kinikinawa, terena, xavante, etc, porque aasim somos obrigados a enxergá-los como um povo que tem (pelo menos parte) de uma cultura, de um jeito de ser e de uma terra na qual viveram seus ancestrais, terra sobre a qual ele tem direitos.
Você quer torná-los todos brasileiros? Então (creio que sem saber) você quer que eles percam de uma vez por todas as minguadas chances de ter direito a alguma coisa neste país, porque como brasileiros eles serão engolidos pela imensa massa pobre e sem identidade cultural que sobeja neste projeto de nação chamado Brasil, um liquidufucaor de gente que transforma etnias e culturas numa massa sem identidade cultural.
A igualdade que eles querem é o direito a terra, o direito de serem livres e se autodenominarem como quiserem e, principalmente, o direito de recriar a identidade que já perderam, num processo que os antropólogos chamam de a reinvenção da cultura.
Eles não são bobos para cair nesta cilada de globalização e igualdade, eles querem ser o que a consnguineidade lhes assegura: kinikinawas, terenas, hadiwéus, porque é assim que se reconhecem...
Você entende que a questão é um pouco mais complexa?
"Você quer torná-los todos brasileiros? "
mas bah! q pergunta. Eu não quero. eles sãoooo !
E eles (?)) lutam pelos mesmos direitos da maioria do povo brasileiro.
... iNDIO NÃO QUER SER CARA PINTADA NEM USAR SUAS TIPICAS ROUPAS.....SÓ EM DIAS DE FESTAS...ALIAS, JÁ ESTAO FORMANDO ASSOCIAÇÕES PRA TANTO.
TA CERTOS.....COMO OS NORDESTINOS...O JAPAS....OS SULISTAS...
ahhhhhh meu caro chega de fantasia. ta ?
bjssssssss e anaue !
Calma Cláudio, menos, afinal estamos colocando nossos pontos de vista em questão, nada mais, ninguém aqui vai mudar o curso da história... rsrsrsrs
A questão envolve nuances que você não está considerando. Você afirma que eles são brasileiros, mas porque na carteira de identidade deles está escrito, por exemplo, "Nação Kunikinawa"? A carteira é expedida pelo ministério da Justiça e tem legitimidade total, outorgando-lhes uma nacionalidade que não brasileira. Quer conferir? Entra aqui nesta colaboração chamada "Entrevista com os Kinikinawa parte I" :http://www.overmundo.com.br/overblog/entrevista-com-os-ex-extintos-kinikinawa-parte-1
, lei atentamente e depois vamos conversar mais um pouco, é sempre bom falar com conhecimento de causa...
Quanto a eles se vestirem de uma maneira ou de outra, de se pintarem como antes ou com pinturas reinventadas isso é irrelevante. Em suas escolas dentro das aldeias eles aprendem sua própria língua, resgatam antigos costumes, inventam novas danças e tentam impingir um novo significado a sua nova existência, já que pelo avanço do processo civilizatório estão impedidos de praticar as velhas tradições ao mesmo tempo que não encontram lugar no futuro dentro da proposta apresentada pela sociedade brasileira).
Se estou entendendo bem, sua filosofia é a da integração total a todo custo. Saiba que ela é bem antiga, começou com o SPI, passou pela FUNAI chegando aos dias de hoje através dos fazendeiros latifundiários que tomam as terras deles em contratos de arrendamento expúrios.
Afinal, o que você propõe?
Abraços Guaicuru...
Marcos, bela reflexão. Na brevidade do termo uma boa, e forte colocação. O Brasil, o brasileiro, (povo, nação, incluindo Estado), já reconhece e por isto defende a IDENTIDADE DA COBRA, da onça (embora já quase não mais tenha onça), já ha algum tempo, mas realmente não se pode dizer que o Brasil reconhece, defende a identidade do indígena.
Vejamos o caso, festejado, (com razão), do raposa terra do sol:
a) De quem são as terras do Raposa Terra do Sol? - do índigena?
- Não, absolutamente não. As terras são da União.
Triste: O indígena ainda não pode "ter" terra no Brasil. O indígena não pode ter escritura, somente "imigrantes" europeus e japoneses".
Então que igualdade de Direito quando negro e índios não podem ter terra, mesmo que ganhe na loteria.
Segundo o Médico e Historiador Luiz Mir, a identidade brasileira é a posse da Terra.
Como traduzir esta igualdade de todos? Como?
abraço,
andré
Muito bem colocdas suas observações André,
Realmente não dá para (embora todos nós queremos) resumir o quadro numa simples bandeira fraternista de "igualdade para todos".
Abraços meu irmão guerreiro!
Marcos, concordo com você.
Embora o indio tenha evoluido bastante, ele não deixa de ser indio porque quer, mas sim como vc disse pela conotação pejorativa que a palavra indio transmite. Não adianta dizer que somos iguais porque não somos, a cultura é outra e as origens também, mas nós não estamos preparados para aceitar o indio e suas diferenças, porque ele é diferente e sabe que é, mas o branco quer se impor desde sempre.
Descobri que minha ajudante era descendente de indios quando fui assinar sua carteira de trabalho ( assino, pago decimo, ferias e tudo)
e vi que ela era da Tribo dos "TANANTAS". Conversando com ela, ela me contou que não queria ser reconhecida como india por causa da discriminação e ela precisava trabalhar. Tai, a DISCRIMINAÇÃO,
é que faz o indio deixar de lado este nome pejorativo mas não suas origens, sua cultura, sua tribo e sua terra.
Em Abril, perto do dia do Indio vou editar um poema que fiz em homenagem ao JURUNA classificado como uma pérola bruta
B js
Bjs
Carlito, baixei a versão digital do livro que você disponibilizou.
Juntei tudo num só pdf e já distribui entre os amigos interessados.
Muchas Gracias!
Marcos, fiquei com gostinho de quero mais. Esse assunto das identidades é muito instigante. Principalmente em se tratando de identidades indígenas, que aqui são tantas. Acho até que por serem tantas sofrem com o fato de não haver reconhecimento para elas. Como os colonizadores, ainda estamos procurando nos índios brasileiros uma essência una, um algo que os defina como povo - os índios - esquecendo que são vários povos, várias identidades.
Ilhandarilha · Vitória, ES 27/3/2009 08:26A história de identidade de nativos virou uma miselânia tupiniquim! Tem malandragem mais do que tudo!
raphaelreys · Montes Claros, MG 27/3/2009 08:57Convivo com índios desde que 2001, quando conheci os Xukuru, em Pesqueira-PE. A cultura deles é viva e crescente. A cosmovisão é passada de pai para filho. É claro que concordo que existem os que "inventam" de ser índios devido aos tantos benefícios do Governo. Mas devemos fazer a diferença e reconhecer como índios aqueles que realmente são.
Adriana Leal · Pesqueira, PE 27/3/2009 18:42
Pessoal,
Estou muito feliz com um acontecimento inusitado. Hoje recebi um e-mail de uma Charrua do uruguai, etnia a qual estudei parcialmente antes de chegar nos Mbayá Guaicuru. Fiquei emocionado com este encontro casual que a internet proporciounou:
"mh wama h hermano
soy naygu gotaygoaz ,charrua do uruguai ,y eu te escribo pues vi tu comentario en varios documentos sobre os guaycuru.eu sou decendente charrua,mi gloriosa y orgullosa nacion que se dice de boca dos no indigena como extinta...mentira nos istamos aca de pie mantenindo niestras costumbres.pertenesco a la cominidad bascuade inchalà y los guaycuru por tradicion y memoria oral son nostros hermanos,vose e guaycuru???eu queru facer contacto,si voce ista a fin con estanostra causa indigena,dos filios de terra y gustaria de hacer contactos con nosotro os charrua ,bienvenido sea hermano carlo,lei qie vose e di un movimiento cultural gueycuru,ddos kadiweu????si te interesa sumar mas en esto escribime ."
Cláudia,
Tudo o que eu disse até o momento foi com base em minhas experiências pessoais. E elas são muito pequenas comparadas ao universo nativo americano que ainda resta no planeta. Você por acaso se deu ao trabalho de ir no link ( :http://www.overmundo.com.br/overblog/entrevista-com-os-ex-extintos-kinikinawa-parte-1)
que lhe indiquei logo acima na resposta a um de seus comentários?
Porque até o momento me parece que você está falando com base apenas em suas impressões sem conseguir uma base para apoiar seu ponto de vista. Afinal, o que você propõe? Porque até agora só vejo você criticar e fazer pilhéria com a opinião dos outros.
Não tenho muita paciência para conversas empíricas, então lhe peço, diga a que veio mas por favor, não faça isso como uma garotinha que "acha" isso ou aquilo do que não conhece. Conte-nos com mais propriedade qual é sua experiência de vida com o universo nativo-americano. O que você viveu com eles para saber tão bem assim o que pensam?
Abraços Guaicuru.
Marcos,
Grande e pertinente constatação. É mais ou menos o que acontece com o negro no Brasil, obrigado a ser uma espécie de redução, ou síntese de si mesmo quando é chamado de 'Afro-descendente' (as vezes, por seu próprio pessoal). Ora, a África é um continente. A ascendência do negro brasileiro, a sua identidade está muito aquém desta coisa rasa de 'axé', xangô e candomblé.
Noutro sentido, refletindo acerca das diversas identidades 'indígenas' (outra palavra que reflete o ponto de vista do 'branco'), sempre me chama a atenção os milhões de descendentes de ...'indígenas' no Brasil que, entre o ser 'negro' e o ser 'quase branco', optam por se afastar, totalmente de sua ascendência (que, em muitos casos é até direta, de uma nação destas aí) e ocupa a categoria não menos vaga do 'nordestino' ou do 'nortista'.
Assumir-se Terena, Tukano, Aparaí, Krixaná, Txucaramãe talvez seja uma opção urgente para milhões e milhões de brasileiros ainda apartados de si mesmos.
Abs
Spírito,
Seu ollhar é um sentir, de quem realmente conhece a complexidade do tema identidade e a necessidade de se encontrar em vários níveis de ser, cultural, nacional, existencial.
Meu amigo e mestre, muito obrigado pela presença inteligente e contribuitiva.
Abraços Guaicuru!!!
Pessoal, a todos os que participam com seu ponto de vista uma forte abraço Guaicuru rumo a preservação, a invenção e a continuidade das identidades que lutam por ainda existir!!!
Abraços Guaicuru!!!
Marcos,
Achei muito interessante, não só o texto, mas principalmente os enriquecedores comentários sobre a cultura indígena.
Abs
Caro Falcão.
Bondade sua me visistar, pelo que muito agradeço.
Mas, veja, é apenas a ponta de um icerberg de um conhecimento, realmente, interessante.
Abraços Guaicuru!!!
Marcos Paulo Carlito · Coxim (MS
Nativo Americano
Amigo Poeta Saudação Amiga.
Um Trabalho admirável que nos trás a luz o Índio e a sua situação em processo de evoluir para melhor.
Esta Vitória na questão das Terras da raposa da Terra do Sol deve de ter sido a grande Vitória nos últimos 500anos.
Estão crescendo em organização e não nos admiremos de conseguirem as vitórias merecidas que temos visto.
Legal o Seu tema que nos instrui alguma coisa.Todos precisamos nos instruir sobre tudo, para haver melhoras em tudo e o mundo ser melhor.
Parabéns.
Abração Amigo.
Cara, que discussão acalorada com a Cláudia, não? Pois é...
Muito interessante poder ver em outra pessoa um ponto-de-vista que eu também defendo. O pior é que nunca tive ninguém por perto que entendesse porque é que eu fazia cara feia quando alguém da Funai aparecia na Globo com o discurso "Os índios isso, os índios aquilo, os indígenas..." Quanta ignorância!
Acho triste que as tribos nativas não encontrem ONG's que lhes ajudem a preservar suas culturas. Já viu? Quanto gringo que vem pra cá pra "evangelizar", quantas missões católicas que se infiltram em suas ocas... Aí depois ainda vem a mídia com toda a cara de pau cobrir o "furo" mostrando pro Brasil inteiro que os "índios" estão adquirindo vícios das pessoas da cidade, que eles não gostam de usar camisinha... tenho vontade de quebrar a TV numa hora dessas. Só não quebro porque sei que um aparelho televisor destruído pelo dono não vai ajudar em nada a questão dos nativos.
Parabéns. Ótimo texto.
Obrigado pela presença e pelo comentário caro Rudny.
O processo de integração das sociedade nativas, ou melhor dizendo, de seus remanescentes, é um ato irreversível, porém, eles é que devem escolher como querem se integrar.
Grande abraço Guaicuru e meu manifesto de apoio à sua indignação.
Marcos, tentei votar no texto da ética e não deu certo, mas deixei meu voto aqui! Abraços! Poeta Malume!
Poeta Malume do Brasil · Fortaleza, CE 21/7/2009 19:49
Caro poeta Malume,
Muito obrigado pela presença. Na verdade o que importa realmente importa são as trocas e as impressões.
Grande abraço Guaicuru!
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