Navalha
solitariamente, escrevo
como sei que devo
à luz dos olhos de Borges
a espada incandescente
do que, ruminante, penso
como um dístico do imenso
que a um só tempo sinto
esse estranho labirinto
feito de vida ordinária
essa copa duvidosa
a rosa seca do dia
que ao me abrigar, precária
repete a sentença
obriga-me à lembrança,
mineração involuntária,
febre doida de palavras
ouve vagas retumbantes
sobre o peito da muralha
essa súbita navalha
brota sem filosofia
carrega-me a razão fria
desferindo seu quebranto
um inominável canto
vindo da noite vazia.
Que essa navalha nos corte a todos!!!
Muito bom, Renato!
olá carlos,
"navalha" é um poema-signo dessa inquietude que me (nos) persegue, poeta(s). não sei se nos corta a todos, mas (como diria rilke) a quem corta, é bom que cuide bem das feridas...
abraços
Oi Renato!
Que bom te ver por aqui! Legal demais vc publicar seus textos no Overmundo!
abraços,
mano terça!
sim, estou feliz de poder fazê-lo. e creio eu, foste tu o primeiro a me falar deste sítio, onde agora venho plantar minhas sementes, passear debaixo de sombras frescas, e ao fim do dia, refrescar os pés em água de correnteza...
abrações!
muito interessante.
parabéns, renato!!
abs.
olá marcos,
feliz de ter teu interesse no que escrevo... obrigado!
abraços
Muito visceral, adorei e aqui mesmo agradeço o que me escreve, Você emociona. muito, tanto com os textos teus como no que expressa nos comentários.
Muito obrigado.
bçs.
cíntia,
e eu agradeço a tua visita-resgate desse que foi um dos primeiros textos que postei aqui no overmundo. que bom que não desisti de postar, e pude conhecer novos poetas, como você.
beijos,
r
Renato, estou me deliciando com teus versos!
Poesia paraense da melhor qualidade!
Flores sempre @>--
Renato Torres · Belém (PA)
Navalha
Muita beleza na Poesia.
Maior orgulho de ver e elogiar.
.......a espada incandescente
do que, ruminante, penso
como um dístico do imenso
que a um só tempo sinto
esse estranho labirinto
feito de vida ordinária
essa copa duvidosa
a rosa seca do dia...
Muito bonito
Temos de gostar e dao o mérito.
Abracáo Amigo
olá adriana,
uma delícia é receber visitas sensíveis como a sua. obrigado! o intento segue sendo o de aproximar humanidades...
beijos,
r
azuir,
ter que gostar me parece algo avesso ao sentido primeiro de se expressar, que é o encantamento, a naturalidade com que se captura atenções e sensibilidades. mas a tua generosidade não declina desse esforço louvável de incentivo e troca, e portanto, agradeço.
abraços!
r
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