do trabalho do poeta
não sou a doce inspiração,
nem o outono que tira seu sono
ou satélite em ascensão.
não sou a musa do seu estro
nem sua mulher maravilhosa,
tampouco a nina de seu mundo
ou sua amante poderosa...
sou lesão permanente
de sua vida encoberta,
da eternidade a ilusão,
a fantasia dileta...
nau perdida no tempo,
navegante do vazio...
semântica indefinível,
triste orgasmo do frio.
poetisa dos olhos tristes,
consorte da ilusão...
naufrágio da sedução,
expectativa de seu não...
sou história sem solução,
ápice da vida sem amor...
sou seus equívocos, seus erros,
a fria e cinza lágrima da dor...
oi. as vezes a gente navega na ilusao... e alguém bota o dedo na nossa paisagem... e ela se perde no cinza das horas...
Rose Rocha · Jundiaí, SP 3/12/2009 23:28Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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