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Necrofilia

Ilustração: ADALON (d'après Picasso)
1
Circus do Suannes · São Paulo, SP
10/1/2009 · 200 · 32
 

"As batalhas são boas nos quadros e nos livros históricos; no campo, também não são más, mas hão de ser vistas de longe. Oh! de longe são adoráveis!"
(Machado de Assis)

Erich Fromm, já na década de 70, intuíra haver nítida relação entre o culto da tecnologia e tendências necrófilas. “A fusão da técnica com a destrutividade não se mostrava ainda visível por ocasião da Primeira Guerra Mundial. Havia pouca destruição por parte dos aviões, e o tanque era apenas uma evolução das armas tradicionais. A Segunda Guerra Mundial trouxe uma mudança decisiva: a utilização do avião para a mortandade em massa. Os homens que jogavam as bombas mal tinham consciência de que estavam liquidando ou matando pelo fogo milhares de seres humanos, em poucos minutos. As tripulações aéreas eram uma equipe: um homem pilotava o avião, outro incumbia-se de sua navegação, outro jogava as bombas. Não estavam preocupados com o ato de matar e mal tomavam consciência de um inimigo. Estavam preocupados era com o manuseio de seu próprio avião, uma complicada máquina, construída segundo as linhas mestras referidas em planos meticulosamente organizados. O fato de que, como resultado de seus atos, muitos milhares e, algumas vezes, mais de cem mil pessoas seriam mortas, queimadas e mutiladas era, sem dúvida, do conhecimento deles cerebralmente, mas dificilmente compreendido sob o ponto de vista afetivo. Era um fato, por mais paradoxal que isso possa soar, que não lhes competia. Foi provavelmente por isso que eles – ou, pelo menos, a maior parte deles – não se sentiram culpados por atos que pertencem à lista dos mais horripilantes que um ser humano pode realizar”, dizia ele.

Se a palavra do professor de Heildelberg não valia nada, dada sua reconhecida formação marxista (menos sob a ótica política e mais pelo humanismo que caracterizou as preocupações do outro pensador alemão), a julgar pelo incremento da indústria bélica norte-americana na última metade do século passado, que dizer dos comentários irrespondíveis de Noam Chomsky a respeito de atos terroristas (assim ele os classifica) praticados pelo governo norte-americano, como, por exemplo, o bombardeio das instalações farmacêuticas de Al-Shifa, no Sudão, levada a efeito em agosto de 1998? “As instalações de Al-Shifa eram as únicas a produzir drogas contra a tuberculose, para mais de 100.000 pacientes, a preço de cerca de uma libra inglesa por mês. Qualquer remédio importado (mais caro) não é acessível aos sudaneses – ou aos maridos, esposas e filhos dos doentes, que serão infectados a partir de então. Al-Shifa também fabricava drogas de uso veterinário para esse vasto país, que vive na sua maior parte da produção pastoril. A especialidade de Al-Shifa eram as drogas para matar parasitas, que passam do gado para quem cuida dele, e que são uma das principais causas, no Sudão, da mortalidade infantil”, relata ele, citando reportagem de James Astill, publicada no Guardian de 2 de outubro de 2001.

Tudo isso, porém, são dados estatísticos. Dados reais são os nomes dos fuzileiros navais norte-americanos mortos no Vietnã e imortalizados no panteão a céu aberto erguido por seus compatriotas. Se fosse possível identificarmos todas as vítimas do terrorismo norte-americano na Ásia, na América e na África, tal como registra Chomsky, e teríamos, certamente, de utilizar a muralha da China para imortalizar seus nomes.

Façamos, a esta altura, alguns closes com nossa câmera investigativa: Bouvanah Maneevong é plantador de arroz no Laos. Cuidadosamente ele procura, com as mãos, no local alagado, pela presença de algum artefato explosivo. Quando os encontra, leva-os cuidadosamente para um buraco aberto além, e aciona um gerador para explodir as bombas em segurança. Mas sabe que sempre haverá o risco de elas explodirem durante o transporte. Até 1993 ele e seu sócio haviam encontrado 45 desses artefatos.

Em agosto de 1993, Nag Saiko e sua filha Posua, de 13 anos, trabalhavam lado a lado no jardim de sua casa, na província de Xieng Khouang, no Laos. Posua tocou com seu instrumento de trabalho em um artefato de metal, que explodiu, matando-a. Estilhaços feriram a mãe no rosto e na perna.

Chantaly era uma moça de 18 anos, que sonhava casar-se e ter filhos. Em julho de 1993 uma explosão de um de tais artefatos causou-lhe graves queimaduras, além de cegá-la. Quando chega alguma visita, ela se esconde, envergonhada de seu aspecto. Em 1976 ela já havia perdido um irmão, quando uma dessas bombas explodiu. Ele tinha 11 anos de idade.

Em novembro de 1993, os dois filhos de Tu Va Chao, Kou Ya, de 4 anos, e Sai Ya, de 6, levavam um búfalo para o pasto. Sai Ya encontrou uma bola metálica e a apanhou, supondo fosse um brinquedo. Em seguida atirou-a na direção de seu irmão. A bomba explodiu, matando Kou imediatamente. Sai Ya morreu dois dias depois. Um ciclista que passava pelo local ficou ferido com a explosão.

Que há de comum em todos esses casos (e em muitos outros que poderiam ser lembrados), exemplos típicos de terrorismo, consoante a definição de Chomsky? De 1964 a 1973, o Laos fora submetido a um dos maiores bombardeios de que se tem notícia, pois os Estados Unidos pretendiam destruir a infra-estrutura montada naquele país, vizinho do Vietnã, pelos comunistas, bem como apoiar as campanhas militares favoráveis ao governo norte-americano, que era preciso estimular. Daí a decisão do bombardeio massivo de um país que, oficialmente, não estava participando da guerra.

Estima-se que foram realizados mais de 580.000 vôos ao longo desses nove anos, que despejaram cerca de 6.000.000 (seis milhões) de bombas convencionais além de 100.000.000 (cem milhões) de “bomblets”, que eram uma espécie de granada redonda, pouco maior do que uma bola de baseball, transportada em uma bomba especial que, ao se aproximar do solo, explodia apenas para o efeito de espalhar essas granadas aleatoriamente por toda a área. Assim, essas “bomblets” transformaram-se em minas, em armadilhas mortíferas, à espera de serem detonadas quando alguém, desavisado, as tocasse. Só na província de Xieng Khouang foram despejadas mais de 300.000 toneladas de bombas, o que corresponde a duas toneladas por habitante!

Ocorreu que, por força das chuvas torrenciais que costumam cair sobre aquela região, as monções, essas bombas foram levadas para outros lugares ou cobertas pela lama, ficando imperceptíveis. Somente quando tocadas por algum objeto mais duro (um instrumento agrícola, por exemplo) elas acusam sua existência, explodindo.

Mais de 11.000 pessoas foram mortas ou feridas nos vinte anos seguintes ao término da guerra do Vietnã, em razão da explosão dessas “bomblets”.

Esses dados constam de relatórios da Mennonite Central Committee, organização não-governamental, sediada nos Estados Unidos e ligada à North American Mennonite and Brethren in Christ, e que desenvolveu, juntamente com outras entidades (como a inglesa Mines Advisory Group), trabalhos de assistência naquele país. Evidentemente, não há como saber quantas bombas restam para serem detonadas nem como recolhê-las todas, pois, com o passar do tempo, a própria vegetação ou os efeitos da erosão escondem ainda mais tais armadilhas, tornando-as mais perigosas.

Temos, portanto, que um propósito inicial voltado para uma causa que se dizia justa, por mais criticável que fosse, vem acarretando danos perfeitamente previsíveis e cuja ocorrência se dará sabe-se lá por quanto tempo ainda, pois é impossível calcular quantas bombas ainda não foram localizadas. Vive-se ali, literalmente, em um campo minado, sem que ali haja guerra. E sem que o país tivesse estado sob uma guerra oficial. Ironicamente, muitas das vítimas (mais de 50% são crianças e jovens com menos de 15 anos) nem haviam ainda nascido quando a guerra terminou, ao menos oficialmente.

Sobre a obra

Esse texto é cópia de capítulo do livro "Justiça & Caos", Editora Instituto Memória, 2008. Não acrescentei nem retirei uma só palavra.
Qualquer relação entre esse texto e fatos que estão ocorrendo neste início de 2009 certamente não é mera coincidência.
Valha notar que o Brasil fabrica e exporta essas tais "bomblets", por mais pacifista que seja o discurso de seus governantes.

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Ficha técnica
Sobre a ilustração -
Dizem que um grupo de militares espanhóis contemplava o quadro Guernica, do Pablo Picasso. "Foi você quem fez?" indagou um dos militares ao pintor espanhol. "Eu não", respondeu o pintor. "Foram vocês".
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Ivan Cezar
 

Muito oportuno seu texto.
Neste momento, promove-se mais uma matança.
Nem que se opte por NÃO indagar a essência da guerra, ainda assim, a diferença de armas dos envolvidos e a desproporção de causas, são gritantes.
Conforme deixei opinião em outro postado, lamentavelmente, a espécie humana parece não ter aprendido com os séculos. A opção pela morte se repete nos livros de história. O terrorismo de estado é mais uma faceta moderna da brutalidade.
abraço

Ivan Cezar · São Sepé, RS 7/1/2009 14:36
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Zé Preá
 

A lembrança veio na hora certa, caro mestre Suannes e a associação me parece também inevitável. Vendo todas aquelas crianças mortas carregadas pelos seus pais ou pelos médicos da Ajuda Humanitária, cada vez mais admiro a "legítima defesa" do "povo escolhido"! Grande abraço e volto pro voto.

Zé Preá · Recife, PE 7/1/2009 22:14
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raphaelreys
 

Todo avanço tecnológico logo é usado para matar! O homem é um predaror kármico! A eterna luta do Eu com o eu deixa um espaço nas consciências. Uma defasagem! A eternidade,no dizer de Panomina registra da mesma forma o sague derramado por um martir e o ato de um vil! É tragédia e comédias. A mistura platônica refletiva! Beleza de postado mestre! Digno de um debatre internacional! Um abraço!

raphaelreys · Montes Claros, MG 8/1/2009 09:01
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Zé Preá
 

Inaugurei a votação, mestre! Cadê o pessoal? Eu sou como o Celulari, não fujo da Raia! Abraços do

Zé Preá · Recife, PE 9/1/2009 16:12
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Ivan Cezar
 

votando

Ivan Cezar · São Sepé, RS 9/1/2009 17:18
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raphaelreys
 

Ivan Cezar, não é só você que é Celurari. Eu também sou chegado numa capricorniana tipo Raia! Mestre Adauto, o Over está meio vazio com as férias! Meus votos e meus abraços!

raphaelreys · Montes Claros, MG 9/1/2009 20:07
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O NOVO POETA.(W.Marques).
 

na hora certa, um belíssimo trabalho.votado.

O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 9/1/2009 20:51
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Claudia Almeida
 

Continuam...bjs

Claudia Almeida · Niterói, RJ 9/1/2009 21:37
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Sergio Berrini
 

Votado!

Sergio Berrini · Rio de Janeiro, RJ 9/1/2009 22:05
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joe_brazuca
 

Booooooooommmmmmmmmmmmmmmmm !!!!

joe_brazuca · São Paulo, SP 9/1/2009 22:24
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  Gorete
 

Uma palavra: estarrecedor!
Votado!

Gorete · Ipatinga, MG 10/1/2009 00:54
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Vives
 

Votado. Oportuno. Pela paz, sempre. Abaixo a hipocrisia!
Parabéns, amigo poeta .
Poebeijos.

Vives · Porto Alegre, RS 10/1/2009 01:28
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graça grauna
 

Na luta por um mundo melhor. Bjos e votos, Grauninha

graça grauna · Recife, PE 10/1/2009 09:14
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azuirfilho
 


Circus do Suannes · São Paulo (SP)
Necrofilia

Um Trabalho Impressionante que a gente tem de tirar o chapéu.
Trabalho de Utilidade Pública e de benefício para a humanidade.
Fico abismado com a realidade dos fatos...

...Dados reais são os nomes dos fuzileiros navais norte-americanos mortos no Vietnã e imortalizados no panteão a céu aberto erguido por seus compatriotas. Se fosse possível identificarmos todas as vítimas do terrorismo norte-americano na Ásia, na América e na África, tal como registra Chomsky, e teríamos, certamente, de utilizar a muralha da China para imortalizar seus nomes....

Precisavamos retomar a Humanizacáo do Homem antes que náo tenha mais volta.

Parabéns pelo Trabalho.
Abracáo Amigo.

azuirfilho · Campinas, SP 10/1/2009 10:12
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nina araújo
 

nina araújo · Rio de Janeiro, RJ 10/1/2009 11:01
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José Carlos Brandão
 

a placa cinzenta

"o touro assassinado na arena
o toureiro com o chifre na barriga

a máscara as tetas da solidão e
a menina morta na cozinha

um peixe uma flor flutuam no ar
dançando com um esqueleto

o mundo é uma placa cinzenta
o mundo não é uma imagem

um olho nasce de uma lâmpada
sobre o cavalo esquartejado

um velho agoniza no leito destruído
com o seu cão e as moscas velando

arlequim chora uma lágrima de vidro
eu disse que o mundo não é uma imagem

parem o mundo que eu quero descer"

Abraços.

José Carlos Brandão · Bauru, SP 10/1/2009 11:57
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victorvapf
 

victorvapf · Belo Horizonte, MG 10/1/2009 18:13
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valdezz
 

valdezz · Arraial do Cabo, RJ 11/1/2009 11:13
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Lígia Saavedra
 

É realmente impressionante a atualidade desse texto, caro overmano.
E não é só isso, a tecnologia agora nos mostra combates ao vivo, corpos voando e crianças sangrando por conta da ambição que se esconde atrás de discursos passifistas de poderosos hipocritas.
Aqui, como formiguinhas plantemos a Verdade. É um árduo trabalho que talvez nem tenha resultados favoráveis neste século mas que é a parte que nos cabe.

Parabens pelo texto!

Um grande abraçaí com tapioca para ti.

Lígia Saavedra · Ananindeua, PA 11/1/2009 16:07
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Falcão S.R
 

Suannes ,

Diante de tantas atrocidades, fico estarrecido com a atitude do Brasil, que se diz: " Coração do Mundo e Pátria do Evangelho", e vai faturando as custas os Urutus, Bomblets e a desgraça alheia.

Abraço

Falcão S.R · Rio de Janeiro, RJ 12/1/2009 03:13
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camuccelli
 

Abraço!

camuccelli · Rio de Janeiro, RJ 12/1/2009 13:48
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marcia fernanda
 

coisa mais linda

marcia fernanda · Porto Alegre, RS 12/1/2009 16:18
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MonyBlu
 

uau... sem palavras, tio
bjkk

MonyBlu · São Paulo, SP 12/1/2009 17:01
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peninha
 

e o triste é o que nos sobra ... só o lamentar que nossa breve passagem na existência do humano tenha que conviver com estas ignominias pestilentas, que nos fazem cada vez mais querer ter nascido pedra. É nojento...

peninha · Butão , WW 12/1/2009 23:21
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Lila Su
 

mano, não sei o que dizer. Votarei para incentiva-lo a manter a fé, a esperança de um dia melhor. Lila Su

Lila Su · São Paulo, SP 13/1/2009 21:17
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victorvapf
 

Dizem que antes do fim do mundo, veremos sinais que nos conduzirao a ele...mas eles estao aparecendo ha decadas e nada acontece! Ou quem sabe, ja entramos neste estagio! Acabando aos poucos...

victorvapf · Belo Horizonte, MG 20/1/2009 18:18
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jair
 

Destaco dois pontos, na minha rasa visão:
- O ser autômato e portanto, sem discernimento, que contribui "inocentemente" direta ou indiretamente para a destruição da humanidade.
- E a indústria da morte, que a cada dia cria artefatos mais destrutivos que contribuem decisivamente para a destruição, se não física, mas moral, da nossa espécie.
Otimo texto.

jair · Manaus, AM 21/1/2009 00:36
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Andre Pessego
 

Lindo texto. E oportuno. Duas belas oportunidades, o momento de esperança que o Mundo Vive; a possbilidade de que a verdade sobre a esperança tenha chegado de verdade ao oriente médio.
abraço
andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 21/1/2009 17:56
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cibele salma
 

Que Karma!
Concordo totalmente com Raphael!
Votadíssimo!
Abraços.

cibele salma · Brasília, DF 21/1/2009 22:33
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Fatima Merigue de Mendonça
 

Nossa, que tudo! otimo texto, bjus

Fatima Merigue de Mendonça · Itu, SP 27/1/2009 14:37
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Vasqs
 

Me lembrei da frase do piloto americano que jogou a bomba
em Hiroshima: " Salvei mais vidas que tirei". Esse tipo de desculpa
cínica os gringos (polícia do mundo) vêm usando até hoje. Vamos ver o Obama, a torcida é grande. (Incrível, né?, estamos agora todos torcendo pra que os EUA ( o Obama) dê certo.)Abraço, ótimo trabalho.

Vasqs · São Paulo, SP 12/2/2009 13:07
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azuirfilho
 

Circus do Suannes · São Paulo (SP)
Necrofilia
Um Trabalho admirável que tem a ver com nossa realidade Brasileira e mundial de violênca e desrespeito ao Humano.

Crimes Contra a Humanidade.

...os nomes dos fuzileiros navais norte-americanos mortos no Vietnã e imortalizados no panteão a céu aberto erguido por seus compatriotas. Se fosse possível identificarmos todas as vítimas do terrorismo norte-americano na Ásia, na América e na África, tal como registra Chomsky, e teríamos, certamente, de utilizar a muralha da China para imortalizar seus nomes.

Ninguém Prestou conta de nada e ficou por isso mesmo.
Votaram Leis para tornarem isso tudo legal.
As Bombas jogadas em Hiroshima e Nagashaki, praticamente mataram civis, foi uma desumanidade.
Parabéns pelo Extraordinário Trabalho.
Uma grande contribuição a História e a Humanidade.
Porque precisamos nos Humanizar para o mundo ser melhor.
Parabéns Amigo Poeta, seus trabalhos honram e instruem ao Brasil e ao Overmundo.
Abração Amigo
Abração Amigo

azuirfilho · Campinas, SP 23/4/2009 10:16
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