Nem mesmo a dor
Já não há castelo, não há
princesas, não há calabouços
nem menos contos de fadas que
possamos nos esconder.
Qual será meu escapismo agora?
A aventura contínua, um papel e um lápis,
descoberta de novos amores inatingíveis
ou somente fungir de mim te odiando.
Pequenas criaturas, trabalham, trabalham
dia após dia, noite após noite, para
sua sobrevivência, criaturas minúsculas
com imensa força, por que não temos, ao menos
um oitavo da força de uma formiga?
Faça-se em mim então, um castelo,
uma fortaleza, um farol longíquo, inabalável
inatingível, faça-se em mim uma rocha
uma montanha que permanece intacta
não importa o tempo, não importa o dia
não importa sentimentos, nem mesmo a dor.
Rodriangelo Ferreira
E, vamos edificando nossos castelos.
Faça-se em mim então, um castelo,
uma fortaleza, um farol longíquo, inabalável
inatingível, faça-se em mim uma rocha
uma montanha que permanece intacta
não importa o tempo, não importa o dia
não importa sentimentos, nem mesmo a dor.
Vim para aplaudí-lo, Rodria!
Teu poema parece-me uma luta entre a utopia poética e o pragmatismo da realidade. Assim eu vejo!
Abs,
Herculano
Nem mesmo a dor é bela poesia, amigo.
Parabéns.
Meu querido, parabéns pelo belo poema. A poesia certamente é o farol, a rocha viva em ti.
IVETE DE OLIVEIRA · Campina Grande, PB 21/11/2008 22:49
Qual será meu escapismo agora?
Este é o grande mote. O nosso grande trote.
belo poema. Parabéns.
Obrigado pela indicação. valeu.
Um abraço
Rogrigo
" Faça-se em mim uma rocha"
quantas vezes queremos ser como a pedra para escapar da dor?
belo poema
bjs e votos.
é isso ai, muito bom mesmo seu texto.
votado.
o meu escapismo está no pingo da chuva que atinge em cheio a minha cabeça, no silêncio das madrugadas, nas breves caminhadas em praias vazias, na aurora que despertam os pássaros, nas coisas simples da vida..
gostei do texto!
abraço!
Votei, porque gostei muito.
Se puder, leia o meu novo artigo também!
Obrigado
Muito bom, seu poema,Rodria!
Reflexivo, profundo.Depois que tudo se desfaz...depois de todas as perdas, qual será o meu escapismo agora?
Refazer,caminhos,reconstruir castelos, sempre buscando algo que cesse essa dor das perdas e do vazio de tbém não sentir nem dor...é preciso que alguma coisa nos preencha de qualquer jeito!
Muito bom!
Parabéns,querido!
beijinhos azuis
Blue
Belo poema. Grande a dor.
Reconstrução, sempre.
Beijos. Votos
Então está aí. Você fez a rocha. E seu castelo será construído de versos.
Abraços
Rodria...
Fiquei a pensar, talvez meu escapimo sejam as letras. Boas ou ruins, não sei... A realidade às vezes assusta.
Beijo
Rodria,
A aventura contínua, um papel e um lápis,
parabéns!
Claudia
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