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Nem orgasmo, nem estrelas

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Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS
13/3/2008 · 130 · 17
 

Um solitário sem sonhos
Nada aparece inteiro
Um fogo morto acabado
Espedaçado e rompido
as mãos cerradas, dormido

Ainda tão mal vestido
Mas por muito acordado
As fantasias de lado deixadas
Os desejos conspurcados

É uma mortalha que visto
O corpo já enregelado
O torpor dos esquecidos

A alma fugiu-me há muito
Atropelou-a o acaso
Sem de onde apossar-se
o nó dos tempos desatado

Esta roupa não me serve
É um duro andrajo seco
Quem me cerrou os olhos
Nos lábios deixou o amargo

Agita-se por último uma centelha
Tu ou uma tua lembrança vaga
A terra tapou-me a mortalha
Eu sem orgasmo nem estrelas

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Adroaldo Bauer
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Tita Coelho
 

Sabe, adorei te ler...a Saramr fala muito em ti, e passei a te ler...És muito bom, cheguei a perder a fala com essa poesia!
beijos

Tita Coelho · Porto Alegre, RS 11/3/2008 11:30
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Cintia Thome
 

Hão de haver estrelas para acordar o já dormido...
Poesia pura pela triste docilidade
bjus

Cintia Thome · São Paulo, SP 12/3/2008 13:46
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Rangel Castilho
 

Salve, Adroaldo!

E que centelhas crepitem nest'alma
Iluminando poemas como estes....

Parabéns!

Rangel Castilho · Anastácio, MS 12/3/2008 18:34
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Cintia Thome
 

Voto no solítario sem sonhos.
Poema prima, hein?

Cintia Thome · São Paulo, SP 12/3/2008 19:09
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Andre Pessego
 

Professor, não vou votar agora, faltam 36 hors e está no meio dos 70. Depois voto.
Mas, tem um overmano novo, acho, o YAMANO, pessoa inteligente,
já leu O
A IMIGRAÇÃO JAPONESA E O NEGRO BRASILEIRO
comentou e o Spirito já falou algo. Eu, voltei também a responder.

Andre Pessego · São Paulo, SP 12/3/2008 19:21
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Bethânia Zanatta
 

sem orgasmo nem estrelas.
triste.
bonito.
beijo.

Bethânia Zanatta · Santa Maria, RS 12/3/2008 22:46
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Lili_Beth*
 

Querido Adroaldo:

... Muitasa vezes, para vê-las, é preciso que haja escuridão... Vem o clarão... Contigo.

Beijos_Meus*
*

Lili_Beth* · Rio de Janeiro, RJ 12/3/2008 23:49
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Adroaldo Bauer
 

Agradecido, Lili, Bethânia, Cíntia, Rangel, Tita (a Saramar é um anjo muito meigo, Tita). Sois todas pessoas muito amáveis e sensíveis. Beijo em vossas almas.

---

Mestre André, estou acompanhando lá o vosso debate, ainda um pouco sem condições para retornar a campo, com o tempo picadinho que tenho, muito toubado ao sono, que no dia seguinte Santa Labuta cobra das pálpebras que teimam em cerrar fora de hora. Mas voltarei, espero, porque também creio que o centro da questão não são as pessoas, mas o processo e as circunstâncias, a política e a economia, que as traduzeem em relações sociais mundiais em nosso tempo, há há algum tempo.
Grato por tua presença.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 13/3/2008 00:10
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Valéria Geremia
 

Bela poesia, Adroaldo. Quantas vezes nos sentimos vestidos com mortalhas em nossas solidões da alma. Ainda bem que aqui no overmanos bebemos a água fresca da communhão, não?
Abraço.

Valéria Geremia · Fortaleza, CE 13/3/2008 05:05
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Nydia Bonetti
 

Ah... A sensação da noite vazia e escura, sem estrelas...
Mortalha. O sol está morto.
Não! Amanhã ele nasce outra vez... Pra morrer outra vez amanhã...

Mas enquanto se faz noite, sempre haverá réstias de luz a nos iluminar...
abç.

Nydia Bonetti · Campinas, SP 13/3/2008 08:55
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Tita Coelho
 

Vim ler um pouco mais sobre teus sonhos solitários...Nem tão solitários...
beijos

Tita Coelho · Porto Alegre, RS 13/3/2008 09:18
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Sérgio Franck
 

Adroaldo e, com maestria. A regência orquestrada da poesia.

abço.

Sérgio Franck · Belo Horizonte, MG 13/3/2008 11:26
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Adroaldo Bauer
 

Grato Sérgio, sempre amável e gentil, incentivas.
---
Se nem tão solitários, Tita, há os que sonhamos juntos... então. Agradecido.

---
Sempre virão, em ondas e sucessão, luzes e escuridão, não é isso, Nydia? Agradeço tua bondade.

--
Comungo sempre contigo, Valéria Geremia. Estava até já com muita saudade tua. Grato.

---
L*L*,
Essa luz comigo é a tua aura que emprestei, porque seduz.

---
Nem parecido com o Canto do Cisne, mas triste, sim... aquela noite, concordo, Bethânia. Sou grato.

---
Já voltei a sonhar, rapidinho, amiga Cintia. Mas, no momento do cometimento, era aquilo. Sou feliz contigo aqui, sabes.

---
Um fogaréu se aproxima, Rangel. inclusive disso já nos alertou Mestre André, por o ter percebido, talvez por antigo, mas penso que por sábio. Agradecido a ambos.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 13/3/2008 12:01
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Pedro Monteiro
 

Pois é meu caríssimo.
Uma bela poesia com a maestria de quem conhece muito bem o terreno que pisa.
abraços

Pedro Monteiro · São Paulo, SP 14/3/2008 00:36
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Adroaldo Bauer
 

Agradecido, Pedro. Gentileza, sua.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 14/3/2008 08:31
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Teka Karpstein
 

É...conquistou uma fã.
Você é pura poesia.
Parabens! Abraços

Teka Karpstein · Bauru, SP 14/3/2008 20:30
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Adroaldo Bauer
 

Teka,
E também assim me obrigas docemente a tentar ser melhor.
Grato.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 14/3/2008 21:24
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