Mergulho noutras palavras
Atrás de um sentido lato
Barbatanas seriam exatas
Movimento meus pés de pato
A vírgula promete um tempo
O ponto encerra o assunto
O hífen perdeu o assento
E o acento quase foi junto
Retorno sem ar ao mar
Ouço cantares de outras terras
Irmãos africanos a me saudar
Velhos lusitanos fazendo a guerra
Esqueço essa língua sem dono
Escrevo versos sem pertencimento
Por baixo desses escombros
Morre minha poesia no esquecimento
Sem a língua queimada, soltas o verbo em poesia!
Morrer no esquecimento? Imagina, estarás bem viva e para sempre!
beijão
Salve, Rapha!
Que a eternidade nos leia em português brasileiro.
Obrigado pela leitura.
Abraço Pantaneiro.
Salve, Branca!
Saudade d'ocê!
Ainda bem que viverei na lembrança dos amigos...
Beijão.
Abraço Pantaneiro.
Poeta pantaneiro, mesmo com as mudanças (inoportunas) da língua dos gramáticos, onde
"O hífen perdeu o assento
E o acento quase foi junto..."
as poesias dum pantaneiro não morrerão no esquecimento, tornam-se eternas nos corações de muita gente.
Continue navegando...
Salve, Onivaldo!
Choro nossa língua com seus meneios próprios,
agora igualados pela régua da globalização...
E vamos juntos navegar.
Abraço Pantaneiro.
Muito humilde o poeta cujos versos desmentem a si mesmos.
Que pé de pato? Que nada!
É o puro fluir pela língua, essa (e outras, será?), ainda que alterada, em versos belos em qualquer idioma, na maestria do poeta.
beijos
Não acho que seja uma língua sem dono. O fato é que somos poucos os donos, se comparado com o espanhol.
Somos poucos, mas bons e fazemos bom uso dela. As palavras também queimam a língua, mais do que o café.
Votado. Ivette M
Salve, Saramar!
Obrigado pela imensa consideração
a esse pantaneiro.
O poeta submerge universal...
Abraço Pantaneiro.
Salve, Ivette!
Imagine a França, um conjunto habitacional com suas casas
pintadas de branco, todas iguais e uma lá no meio
com a bandeira do Brasil na janela.
Eu imaginaria que ali mora um brasileiro...
A língua fica sem dono sem particulares.
Eu acho.
Abraço Pantaneiro.
é poeta, confesso: faRtou-me CuRtura para mode ieu intende essa. vou istuda um tiquinho... dai eu voRTo...pq nada queimou ca dentro, entende ?
bjsssssssss ;)
Rangel,
Salve pantaneiro querido, passando pra deixar um beijo.
Muito bom seu poema.
Não vai morrer no esquecimento não... versos como este devem ser cantados em todos os lugares onde a língua permite que o mesmo seja desfrutado :)
Eric Araújo · Belo Horizonte, MG 17/2/2009 10:39
Salve, Claudia!
Sua presença é um agrado.
Obrigado.
Abraço Pantaneiro.
Salve, Raphael!
Obrigado, sempre.
Abraço Pantaneiro.
Salve, Eric!
O problema maior é que nossas idéias, escritas como hoje, serão vistas como erros pelas futuras gerações...
Mesmo assim obrigado, amigo.
Abraço Pantaneiro.
Rangel, entre os poucos, o reverencio por tantos...
Sérgio Franck · Belo Horizonte, MG 17/2/2009 11:58
estico o dedo
a minha asa quebrada
e resvalo a tecla
pra dizer que ainda voas
Lindo, gostei, merece muitos votos!
Roberto Pelegrino · Campo Grande, MS 17/2/2009 23:59
Salve, Sérgio! Você é que me é especial.
Salve, Cintia! Esse voo agora é assim. Obrigado, sempre.
Salve, Roberto! Doutor dos belos escritos.
Salve, Ayruman! Poeta da chapada.
Obrigado, sinceramente.
Abraço Pantaneiro.
Minino; como se atreve a dizer tamanha heresia?
Sua poesia sera eterna; ja se encontra gravada nos nossos coracoes!
...e tenho dito!
bjossss e votos!!!
Salve, Gorete!
Obrigado pelo dito e pelo resto todo!
Obrigado, sempre.
Abraço Pantaneiro.
Levantam-se algumas cortinas e ei-las, tuas poesias, saltando inteiras. vibrntes, bem0humoradas... altaneiras.
Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 22/2/2009 19:05
Save, Adroaldo!
Me emociono com tuas palavras.
Obrigado, irmão.
Abraço Pantaneiro.
os donos parecem ser eles
que carecem de noção do nós
cá estamos, então,
lesados,
brasileiros isolados de uma língua
que é nossa
ainda sinto o músculo da fala
amortecido - não pela sopa de letrinhas, que me aviva
mas pelo amargo
que me enfiaram goela
abaixo
muito bom o seu poema. gostei mesmo.
Salve, Nat!
Sinto o mesmo amargo...
Obrigado pela leitura e elogio.
Abraço Pantaneiro.
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