NILO BRASILEIRO (RIO SÃO FRANCISCO)
Nas entranhas da “Canastra”
Nasce um grande aventureiro
“Nilo”, nome milenar
Filho do solo brasileiro
Margeando o seu leito
As carrancas vão assustar
Nas lembranças, sinta voltar
A criança que está em você
São Francisco é fauna, flora
São Francisco é santo, rio
São Francisco em Pirapora
Soltarei o meu sorriso
Navegarei no infinito
Navegarei com São Francisco
As bandeiras da fortuna
Velhos sonhos coloridos
Esmeraldas, hidrelétricas
O menino viu passar
Na pureza da magia
Nas cidades que nasciam
Em Minas Gerais, Bahia
De Januária à Curuçá
São Romão, Pão de Açúcar
Petrolândia e Petrolina
Ibiraba, Brejo Grande
Águas tão nordestinas
No toque da minha cantiga
Irrigarão a caatinga
SITES:
http://recantodasletras.uol.com.br/audio.php?cod=1348
http://lailtonaraujo.blig.ig.com.br/
http://fotolog.terra.com.br/lailtonaraujo
Prof. Lailton, merece duas votações a série de imagens
e a poesia, que profundidade:
Navegarei no infinito... que coisa
No toque da minha cantiga
irrigarão a caatinga
um abraço, andre.
Volto a noite da segundona ...volto logo
mas já votei ok...
OUVI E VI a música... caleidoscópio magnífico, um avanço inacreditável na arte do desenho/pintura. ,se voces tentram "fugir' da influência do Gonzagãoe doDominguinhos, não conseguiram... ouve-se os dois a cada nota. Bela voz a da moça, muita apropriada ´para a canção. No meu fone só funcionou no lado esquerdo, mas ficou ótima assim mesmo. PARABÉNS !
"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 21/8/2007 20:59
Destes a entrada que acho apropriada para Galdino, incluindo a flauta transversa que nao apareceu lá!
Só pra chatear, pequeno ajuste:
Igual ao Nilo milenar...
Nos assustam as carrancas
Fazendo (ou Sinto) voltar na lembrança
O nosso tempo de criança!
Não vou mexer mais se não tu mandas ....
Vou mandar no email o complemento do Galdino, a letra é minha!
Essa é um Carimbó com letra de Capoeira, é minha e se quizer musicar. Foi apenas um teste de partiucipação em um campeonato!
BATE MEU BRANCO BATE
Pra aqueles que andam dizendo
que Capoeira é Macumba
Eu não estou Incorporado
nem é vela o meu Gunga
Apenas canto com intensa emoção
me lembro do sofrimento
de Mãe Preta e Pai João
la na Senzala no tempo da escravidão
Negro sofria no tronco
mas cantando esta CANÇÃO:
BATE MEU BRANCO BATE
Que Mãe Preta ta orando
BATE MEU BR......
Que Zambi no CÉU ta olhando
BATE....
Pai João ta me falando
BATE...
Que ZUMBI ta me chamando
BATE....
Quilombo ta me esperando
BATE...
LIBERDADE TA CHEGANDO!
É só LEITEIRO
laílton,
que bela intro!... de arrepiar... concordando com nato, há mesmo uma influência evidente do gonzagão. mas quando entra a levada do baião... eu tenho uma grande preocupação com timbragens, laílton, e creio mesmo que quando se trata de baião, se não se puder contar com instrumentos tradicionais, como zabumba, triângulo e sanfona, se a bateria e o teclado forem inevitáveis, que sejam muito bem timbrados e dosados. creio que eles depõem contra essa bela canção, que tem um arranjo muito bonito.
de todo modo, obrigado por me convidar a ouvir!
abraços,
r
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VOANDO COM AS ASAS DO TEMPO
( Lailton Araújo )
Já constavam nos antigos pergaminhos
Todos os escritos sobre a palavra amor
Amar o ser humano é amar toda a vida
Mesmo que os olhos céticos observem
Que o tempo viaja nos dias, meses, anos
E as páginas dos séculos virem milênios
Nós aprendemos os passos das estações
E vemos os pássaros esperando as flores
Se na primavera, as belas cores chegam
No inverno, o aconchego é bem maior...
É o outono que renovará o fruto doente
Com o calor do verão aquecendo a vida!
E brindemos com vinho um novo dia!
As novas safras das parreiras nos dirão
Se as nossas vidas foram renovadas...
Se as nossas metas foram alcançadas...
Os bons vinhos: são os mais velhos
A experiência vem dos erros e acertos
Abrace com calor quem tentou acertar
Mesmo errando, vale a pena a tentativa
Só alcançará os caminhos da harmonia
Quem passar pelas estradas da provação
Sabendo que a luz maior está no universo
Não se pode ter medo do vôo mais alto!
Grande abraço!
Lailton Araújo
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RUMOS CULTURAIS... FALTAM BÚSSOLAS
( Lailton Araújo )
Os navegantes do “Oceano Atlântico” tentam descobrir o segredo das tempestades, calmarias, ondas, marés e águas navegáveis, neste lado continental. Talvez não conheçam a geografia destes mares. A nação da análise é Brasil ou Brazil?
Estando em qualquer porto seguro, as naus dos descendentes lusitanos, franceses, ingleses e holandeses, caminham na escrita em 2007. São textos, poemas, letras e rascunhos. As criações literárias são livres! Não podem ser vinculadas aos interesses comerciais dos anunciantes nacionais ou internacionais. Muito menos: multinacionais. Sem quaisquer dúvidas: esse pedaço de chão (cagado e cuspido) pode precisar de uma revolução meio “dente por dente (x) nota por nota (x) letra por letra”. Por aqui existem poetas, compositores, letristas, músicos, fotógrafos e outros aprendizes sérios. É a maioria! A outra parte - pode ou não - está usando o lema: "tenho que me arrumá, senão, perco meu barquinho!” Desculpem a sinceridade! O mar já não é de marinheiro de primeira viagem! Quem não lembra do refrão: “Marinheiro, marinheiro (Marinheiro só)... Quem te ensinou a nadar... Ou foi o tombo do navio... Ou foi o balanço do mar...” (Bi Ribeiro/João Barone).
Muitas obras culturais - da antiga “Terra de Santa Cruz” - são originais. Aquelas tão comuns, massificadas, com a assinatura da mediocridade - ajudam ou não - no nascimento natural de uma concepção artística duvidosa, não crítica, que não recebeu crítica, e que jamais receberá crítica. Quem navega em tal mar poderá se afogar na monotonia; sonolento; em mar calmo. A viagem literária - às vezes - é previsível ou imprevisível. Depende da condução do capitão e marujos da embarcação. Como escrever sem colocar palavras ovais e frases triangulares? Aqui é América do Sul. O Caribe fica lá em cima! Se existem léguas ou milhas marítimas é uma questão de história? Qual é a praia ou litoral? Eles são de fora... “Eu não sou daqui (Marinheiro só)... Eu não tenho amor (Marinheiro só)... Eu sou da Bahia (Marinheiro só)... De São Salvador (Marinheiro só)...” (Adaptação de Caetano Veloso).
Entende-se que o objetivo é a meta necessária. O subjetivo lembra a arte. Chocar um ovo pode ser arte? Depende da ave! Ave César! Ave de rapina! Ave-da-avenida! Ave Maria! Quebram-se as formas! Rompem-se os conceitos e preconceitos! Talvez, aconteçam mudanças! As formações culturais das elites brasileiras soam como afronta ao simples, verdadeiro e genuíno. Será que os povos do Brasil sabem o que é cultura? Monteiro Lobato e Amacio Mazzaropi fazem falta!
Onde estão os artistas independentes? Será que não se afogaram nos patrocínios estatais do país? As MTV's diárias concorrem com as linguagens das TV’s digitais abertas! E haja amor, chavões, carrões e algumas bundas com silicone! É cultura “cult”, curtida, malhada, de melodias fáceis, harmonias baratas e letras esculachadas. Os brasileiros e brasileiras sentem tesão por bumba! É normal! São formas de mídia, comunicação, música, literatura e sacanagem - sobrevivendo - no mercado do MP4! As gravadoras tornaram-se gravadores caseiros e que computam prejuízos. Os novos direitos autorais dos que criam, já não são garantidos. A internet mutilou a criação do autor? “É a vida, é bonita e é bonita...” (Gonzaguinha).
Abraços.
Lailton Araújo
Lailton,
Escrevi sobre o Rio das Velhas, conforme disse ‘a você. Então...conheço algumas cidades que são atravessadas pelo Rio das Velhas que, por sua vez, é afluente do Rio São Francisco.
Conforme afirmei, causa tristeza ver o Rio das Velhas ir “morrendo” ao longo de seu curso.
Mencionaria agora nessa questão de degradação, por exemplo, Raposos (cidade da Grande BH). Lá, acompanhei diretamente a relação da população com o rio. Vi o sofrimento causado pelo avanço das águas.
Impressionou ver o rio, que normalmente nem é visto de uma residência construída no terreno que é o imediatamente próximo ‘as suas margens, atravessar quintal (seria, no caso, uma área relativamente extensa) e atingir algo que seria como um terceiro andar. Não é exatamente terceiro piso porque os níveis não se sobrepõem na construção, entendeu? Existe desnível de terreno e a construção segue rente ao chão, “driblando” o referido desnível.
Não presenciei de tudo, graças a Deus. Porém, toda ordem de problemas sociais chegou aos meus ouvidos.
Agora, saindo da Grande BH e caminhando em direção ao Velho Chico, o rio vai se refazendo e “castigando” menos também. Menos impacto da presença humana, né?
Quanto ao São Francisco propriamente dito, nadei foi muito por ali quando eu era criança. Diversas vezes ao ano, ia ‘a Pirapora. Oh, saudade das duchas!
Cheguei a entrar no Benjamim Guimarães também. Pelo que me disseram, ele ficava só ancorado. Não navegava, por essa época. E, lembro demais das carrancas. Como não?!
È um “Nilo” mesmo. Vai de Minas ‘a Alagoas/Sergipe, não é isso? Se juntar os afluentes, então, virá uma “loucura” a área que isso ocupa. E, estando onde está, acaba sendo de grande importância social. Muita gente é diretamente ligada ao rio.
E quanto ‘a comentadíssima, ‘a polêmica transposição? O quê me diz? Vamos cantar as belezas e também discutir a política que age sobre isso? Debater é conhecer e, assim, caminhar para zelar pelo que é nosso.
Valeu, Lailton! Bela música e algo que dá muito no quê pensar.
Abraço
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