Uma horda silenciosa, marcha em direção ao nada, ao aproximarmos, notamos que partem para uma luta individual, estão sós, solitários.
NINGUÉN'S não tem ninguém que olhe por eles, ninguém que os apoie, ao “estado” coube a sua criminalização.
À “mídia”, coube o papel de julga-los, na maioria dos casos da forma mais vil conhecida. Algumas vezes víamos um NINGUÉM apenas. E do outro lado, lentes covardes crucificando-o, usando a 'cruz grande angular' dos conglomerados midiáticos.
E à “pequena burguesia”? Coube a sedimentação (da criminalização e do julgamento) na cultura, isso ocorreu em toda a história.
As PM's lhes apontam armas, batem-lhes com cassetetes, aspargem gas de pimenta em seus olhos, estouram gaz lacrimogêneo e de efeito moral próximos as suas crianças, dão-lhes tiros com balas de borracha.
NINGUÉN'S querem para eles e seus entes, apenas quatro paredes e um teto pare se protegerem, além de um prato de sopa, um pedaço de pão e uma xícara de chá.
Muitos NINGUÉN'S as vezes morrem. Isso acontece na luta por um pedaço de terra de vinte metros quadrados, assimétricos e em qualquer lugar onde possam trabalhar dignamente.
Chinelos de dedos nos pés, ou pés descalços e rachados, grande parte dos NINGUÉN'S não tem cama, geladeira, e seus fogões são quatro tijolos dispostos um ao lado do outro.
Porém, algo da maior importância faz falta aos NINGUÉN'S. Falta-lhes o senso critico, a cultura refinada, a instrução integral.
Estes três itens fundamentais, foram-lhes surrupiados na mais tenra infância, ou melhor, nunca foram-lhes transmitidos.
Sempre foi desta forma, na idade média e na antiguidade, a nobreza tinha a terra, as leis e aos trabalhadores NINGUÉN'S e aos seus filhos. Fazia-lhes o que queria.
Os NINGUÉN'S não estão assim porque querem. Estão assim porque seus antepassados eram assim, numa sequencia interminável e inquebrável entre exploradores e explorados.
Não interessa a qualquer classe dominante, a inversão deste “status quo”, não lhes interessa o final das sociedades regidas por castas, perderiam as mordomias, teriam que trabalhar, limpar banheiros, lavar suas próprias roupas.
Os NINGUÉN'S tem mãos calejadas, pés rachados, roupas rotas e unhas encardidas pela lida diária e como todo representante da espécie humana, são norteados pelo instinto de sobrevivência.
Como lutam individualmente, ficam sem forças para mudar esta situação, seus filhos tem grandes possibilidades de se transformarem em NINGUÉN'S ao crescerem.
Se levarmos a discussão filosófica para o campo matemático. O capitalismo não tem como ser o grande provedor desta grande maioria, dos NINGUÉN'S.
E os NINGUÉN'S não tem nenhuma ilusão ou esperança quanto a isso. Não tem como o sistema prover seis bilhões e meio de pessoas com automóveis, ou com bens disponíveis apenas para a pequena burguesia, nem ao menos com cinco refeições diárias, ou ao menos com uma moradia digna e confortável para todos.
Este pondo é o divisor de águas. E por isso existem os NINGUÉN'S. Apenas para produzir com baixo custo, para servir como elemento regulador do mercado de trabalho e para exemplos na propaganda do sistema.
Os NINGUÉN'S sabem que, sós, pouco podem fazer. Porém, quem lutaria ao lado deles ?
Inspirado na obra de Eduardo Galeano "Los Nadies"
Por que este mundo anda no caos como está, só mesmo Ninguém pode dar seu jeito e se equilibrar no meio desta grande onda da sobrevivÊncias.
Luz e Paz . Uma boa Semana!
Grato por seu comentário e visita Irmão, uma boa semana para Você.
Vilorblue · Colombo, PR 27/9/2011 08:21Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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