no dia em que escrevo versos
as nuvens se me desprendem
não chove senão do avesso
no dia em que escrevo versos
levo os olhos à vista
os pés em cevada imersos
no dia em que escrevo versos
trago nas mãos gasta rosa
na pulsação, mil invernos
é minha idéia escura
que me impede a cura
no dia em que escrevo esses versos
escrevo sem dar por mim
dar por eles
escrevo sem desejar vê-los lidos
trago na idéia sintaxe de exílios
à alma, uns orvalhos inversos.
gostei muito da sua poesia diego. te convido a conhecer o blog caximir buquê, aqui mesmo no overmundo. para um poeta de meias, palavras bastam. abs.
eduardo ferreira · Cuiabá, MT 7/9/2006 17:40
Bela poesia........
E tem gente que acha a vida chata, sem propósito!!
Falta-lhes a alma!!!!!!
Que poema, hein! Gostei demais. Muito bom.
Poeta Jorge Henrique · Nossa Senhora da Glória, SE 7/6/2008 09:49sou fã das suas poesias, Diego. Linda. No dia em que eu também escrevo versos, eu me enxergo.
Kadydja Albuquerque · Aracaju, SE 13/9/2009 18:36Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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