no extenso horizonte-sangue
que desenha-se ao longe
enxergo-me nu. desnorteado. desordenado.
fugindo de mim no espaço.
e no vôo rasante
rasgo o céu diamante.
esbarro nas tintas d'aquarela-aurora.
por horas fico suspenso.
o globo corroendo minha coluna.
com seu peso.
desacordo.
enxergo dentro de mim.
minhas entranhas podres.
arranco-as fora:
fígado. baço. intestinos.
e poluo os oceanos.
pendente.
com min'alma nas mãos.
sou vil amante do caos.
da solidão.
de perto transmutado.
dilacerado. desfigurado.
no extenso horizonte-morte.
a escuridão escondeu minha face.
estou cego debatendo-me em trevas.
fugindo de mim no espaço.
Pedro, vc quer ajuda?....
profundo!
muito bom!
abraços!
Pedro Fernandes,
Nossa como eu gostei, acho que fui eu que escrevi, diz que foi!
Marluce
Muito obrigado. E... coisas do eu-lírico... Só pode!
PEDRO FERNANDES · Natal, RN 3/5/2007 15:46
Também gostei. Muito expressivo e profundo.
Muito bom Pedro, eu achei ótimo este teu trabalho. Meus aplausos.
Carlos Magno
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