No meio do dia, a dúvida,
E no meio da dúvida, a dor,
E no meio da dor, o grito,
E no meio do grito, a cor,
E no meio da cor, o negro,
E no meio do negro, o puro,
E no meio do puro, a fome,
E no meio da fome, a lágrima,
E no meio da lágrima, a chuva,
E no meio da chuva, a calma,
E no meio da calma, a mão,
E no meio da mão, o sangue,
E no meio do sangue, a flor,
E no meio da flor, o casto,
E no meio do casto, a puta,
E no meio da puta, a curva,
E no meio da curva, o fétido,
E no meio do fétido, a luz,
E no meio da luz, o fim.
O fim.
Realmente de tirar o fôlego, um abraço andre
Andre Pessego · São Paulo, SP 5/7/2007 21:04
Olha só que beleza de poema bacana meu amigo poeta André. Meus sinceros aplausos e abraços.
Carlos Magno.
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